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  VACINA

Fiocruz: mais de 27 mil pessoas não tomaram a segunda dose da vacina em Petrópolis

A taxa de atraso para os imunizantes da AstraZeneca está em 37,6%, da Pfizer em  4,8%. O retorno com mais atraso foi registrado no imunizante CoronaVac, com taxa de 51,1 %

Porém, prefeitura informa que taxa de retorno no município está em 96% para todos os imunizantes

 

  Foto Pixabay

 

 

Priscila Torquato – especial para o Diário

Lançado o final de setembro o Boletim VigiVac da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) surgiu com intuito de compilar os dados públicos fornecidos pelos municípios no sistema do Ministério da saúde e divulgar números de pessoas em atraso com a segunda dose da vacina de covid-19. “O ‘Painel de Atraso de Segunda Dose de Vacina’, desenvolvido para acompanhar o cumprimento do esquema vacinal proposto e avaliar o plano de vacinação, podendo auxiliar os gestores no esforço para atingir a vacinação ideal”, diz a Fiocruz.

Nesta quarta-feira (6), o painel foi atualizado, usando como base os dados do dia 29 de setembro. Filtrando as informações de Petrópolis, a taxa de atraso no retorno para segunda dose do imunizante está em 25%. Dois pontos percentuais abaixo do divulgado na semana anterior. Os números divulgados pela Fundação indicam que 109.532 pessoas tomaram apenas a primeira dose dos imunizantes no município e desse total, 27.383 já passaram do prazo de retorno.

O retorno com mais atraso foi registrado no imunizante CoronaVac. Segundo o painel, “o total de pessoas que tomaram a primeira dose, mas que ainda não tomaram a segunda dose  é de  21.612. Nesse total estão inclusas pessoas que ainda estão no prazo para tomar a segunda dose e aquelas que estão atrasadas.  Atualmente, a quantidade de pessoas que estão atrasadas para tomar a 2ª dose de é: 11.049. Este valor representa uma taxa  51,1 %  do total de pessoas apenas com a primeira dose desta vacina.”

A taxa de atraso para os imunizantes da AstraZeneca está em 37,6%, com 13.906 pessoas atrasadas e da Pfizer em  4,8%, com 2.428 pessoas ainda sem a segunda dose.

Os pesquisadores destacam que o atraso da segunda dose pode comprometer seriamente a efetividade das vacinas no país, por isso é de extrema importância realizar este monitoramento para promover ações que atuem de forma assertiva na resolução do problema. A proteção contra Covid-19 só é adequada após a vacinação completa, com duas doses. Apenas a vacina da Janssen é aplicada em dose única.

Divergência dos números

A Prefeitura de Petrópolis informou que os números do levantamento feito pela Fiocruz estão defasados e que por esse motivo não condizem com a realidade do município. Segundo o boletim covid-19 divulgado no sábado (2) pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), 229.307 pessoas receberam a primeira dose, 134.800 receberam a segunda dose, 6.805 receberam a dose única. E a taxa de retorno na cidade estaria em mais de 96%.

Já a Fiocruz afirmou, depois de questionamento do Diário, que utiliza a base de dados que o Ministério da Saúde tem tornado público, na plataforma Open Data Sus.

Nossa equipe questionou o Ministério da Saúde (MS) sobre divergência dos dados apresentados pelo município e pela plataforma on-line. Em nota nos responderam que “as informações contidas no Vacinômetro e no OpenDataSUS, derivam dos dados enviados à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), através do SI-PNI ou por sistemas próprios, integrados com a rede. No entanto, diferentemente das campanhas anteriores, a atual tem a necessidade do registro individualizado, com integração de dezenas de sistemas legados, processamento, registros off-line, entre outros.”

O MS ressaltou que esse problema não é exclusividade de Petrópolis e que “todas essas condições podem gerar variações entre o que é informado pelos municípios, que reportam os dados consolidados, e o que é exibido nos painéis. Porém, cabe ressaltar que essa diferença, que já esteve acima de 10%, vem caindo expressivamente, mostrando uma evolução nesse processo.”

Eficácia da CoronaVac

Segundo o Instituto Butantan, “a eficácia da CoronaVac, desenvolvida em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac, foi comprovada no Brasil por meio de um estudo com 13.060 voluntários, todos profissionais da saúde, população altamente exposta ao vírus SARS-CoV-2. Os resultados finais do estudo clínico de fase 3, anunciados pelo Butantan em abril deste ano, demonstraram que a eficácia geral do imunizante é de 50,7%, e pode chegar a 62,3% quando o intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina for de 21 a 28 dias.”

Registro definitivo da CoronaCav para 2022

Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (08) o ministro da saúde, Marcelo Queiroga informou que pode considerar a utilização do imunizante fabricado pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório Sinovac. Um dia após rumores apontarem que o imunizante não seria utilizado ara o plano nacional de imunização em 2022, o ministro agora considera o uso se o registro definitivo for concedido pela Anvisa.  O Butantan divulgou nota afirmando que “no dia 20 de novembro de 2020, a primeira parte dos dados de imunogenicodade da CoronaVac, documentação necessária para oficializar o pedido de registro definitivo da vacina do Butantan.”



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