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  Cidade

Lojistas do Centro Histórico estão pessimistas com o movimento no feriado

Philippe Fernandes

O comércio varejista de Petrópolis está autorizado a funcionar nos feriado de Tiradentes, comemorado na próxima sexta-feira (21), e dia de São Jorge, celebrado no domingo (23). No entanto, mesmo com o acordo entre o Sindicato do Comércio Varejista de Petrópolis e o Sindicato dos Empregados no Comércio da cidade, poucas lojas das ruas do Imperador e 16 de Março irão funcionar.


De acordo com o Sindicato dos Empregados no Comércio Varejista de Petrópolis, apenas 20% das 170 lojas que assinaram o termo de homologação para o funcionamento no feriado estão localizadas no Centro Histórico (sem contar o polo de modas da Rua Teresa). E o motivo apontado é um só: a abertura “não compensa”.


Isso acontece porque o comércio fica vazio e as lojas não conseguem faturar o suficiente para cobrir o custo com luz e compensações previstas para os funcionários, como pagamento das horas efetivamente trabalhadas no feriado com adicional de 100%; folga compensatória que deve ser concedida em até 30 dias, conforme negociação entre o empresário e o funcionário; além de lanche no valor de R$ 15 e vale-transporte.
O presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Petrópolis, Ernane Corrêa, acredita que esse custo é o fator que faz com que os lojistas não abram as portas.


- As coisas estão difíceis na economia, e as empresas não acreditam que o feriado pode dar movimento. Por isso, muitas acham que a abertura não compensa. Isso acaba desestimulando outras lojas que poderiam abrir – diz.


É o caso de uma franquia da Rua 16 de Março. A loja abriu no feriado da Páscoa, mas o movimento foi muito fraco.


- A maioria das lojas não abre e, com isso, o consumidor não vem. Na sexta-feira santa, foi muito fraco. A maioria se acomoda e acaba não abrindo. Até protocolei o acordo, mas tive prejuízo na primeira vez e não posso arriscar agora – disse a gerente da loja, Carla Mattos, que destacou, ainda, que os feriados não rendem bons resultados para o comércio há tempos.


A gerente de outra loja da Rua 16 de Março, no entanto, acredita que o funcionamento nos feriados não se enquadra no “perfil” da rua.


- Não vale à pena, pois o fluxo é muito pequeno. Essa é a primeira vez que não vamos funcionar, nos outros anos estivemos funcionando, mas poucas unidades abriram – disse Aline Coelho.


José Maria Alves, proprietário de uma sapataria da Rua do Imperador foi mais direto.


- Não tem como abrir em feriado. Dá prejuízo, e dos grandes. Por isso que o Congresso está discutindo a mudança das leis trabalhistas. Temos uma das cargas tributárias mais altas do mundo, e o movimento está ruim – afirmou.



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