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  Homenagem

Maestro Guerra-Peixe: 26 anos de saudade

Compositor petropolitano ganhou destaque internaconal

Wellington Daniel


 Na última semana, os petropolitanos lembraram com saudade um ícone da cultura brasileira, que nasceu na cidade. Há 26 anos, no dia 26 de novembro de 1993, nos deixou o compositor, arranjador, regente, violinista, professor e pesquisador César Guerra-Peixe aos 79 anos.

O historiador Joaquim Eloy dos Santos conheceu o maestro de perto. Quando este era presidente de uma escola de música, convidou ao compositor para lecionar no local. De acordo com ele, apesar de toda a fama e trabalhos em importantes rádios do país, Guerra-Peixe era simples e com uma personalidade encantadora.

- Ele era uma pessoa forte, com um bom humor incrível e de uma personalidade encantadora. Apesar de toda a fama, era uma pessoa muito simples. Uma pessoa interessante e encantadora – explicou.

Eloy ainda afirma que Guerra-Peixe também prestigiava Petrópolis. A família, que continuou na cidade, era um importante elo entre o músico e a cidade. O historiador o considera um “exímio violinista”.

-O maestro sempre prestigiou e divulgou Petrópolis. Manteve o vínculo com a família daqui e fazia questão de honrar a família. Fez carreira na cidade do Rio de Janeiro e no Nordeste, era um exímio violinista. Era o instrumento preferido dele – contou.

E foi no Nordeste que Guerra-Peixe conheceu o folclore, que era tema principal de suas músicas. Segundo Eloy, o maestro gostava de compor músicas eruditas com cunho de folclore. Duas pessoas também influenciaram a decisão pela música: o pai e o professor de violino, o tcheco Gao Omacht.

- O pai dele era ferreiro, mas sempre gostou de música e isso influenciou. Após, o César estudou na Escola de Música Santa Cecília. O grande professor que o incentivou foi Gao Omacht – explicou.

A enciclopédia do Itaú Cultural também aponta que, com apenas 16 anos, se formou em violino. Após este tempo, passou a ministrar aulas na Escola Santa Cecília. Sua primeira composição sinfônica, nacionalista, foi apresentada na Rádio Tupi em 1944. Lá também trabalhava como orquestrador.

O talento do petropolitano chegou até mesmo a Londres. Em 1947, a BBC da capital inglesa estreou a obra “Sinfonia nº 1”, que foi composta por Guerra-Peixe. Chegou a receber convites para trabalhar na Suíça, mas preferiu mudar-se para Recife (PE), assinando com uma rádio local.

Foi em 1953, quando mudou-se para São Paulo, que Guerra-Peixe começou a conhecer o folclore. Na metrópole, o artista passa a frequentar o Centro de Pesquisas Folclóricas Mário de Andrade. Após um tempo, ao retornar para o Rio de Janeiro, passa a lecionar em importantes universidades, como a Federal do Rio (UFRJ) e a Universidade de São Paulo (USP).

Também atuou como violinista na Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC. Dentre os diversos prêmios, recebeu, em 1993, o Prêmio Nacional de Música do Ministério da Cultura, onde foi considerado o "maior compositor brasileiro vivo”.


 Homenagens

Entre o Theatro Dom Pedro e o Museu Imperial, na Rua Nilo Peçanha, um espaço recebe o nome do compositor. Foi inaugurado no dia 18 de março de 2011. Guerra-Peixe nasceu neste dia, em 1914.

Ainda nas comemorações de aniversário do maestro, é realizada anualmente a entrega do Prêmio Guerra-Peixe também no dia 18 de março, que tem como objetivo reconhecer as contribuições de petropolitanos ou moradores da cidade para a arte e cultura de Petrópolis. É considerado uma das principais premiações do artístico-cultural do interior do estado.

O prêmio conta com dez categorias: música popular, música erudita, teatro, dança, artes visuais,literatura, comunicação, produção cultural e categoria especial. Há ainda a categoria de notório reconhecimento, que avalia o conjunto da obra realizada ao longo dos anos.



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