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Maioria dos jovens se considera gay ou bissexual, diz pesquisa

No mês em que é celebrado o Orgulho LGBT, uma audiência pública será realizada na Câmara

João Vitor Brum joaovitor@diariodepetropolis.com.br

Uma pesquisa divulgada neste ano pela J. Walter Thompson, agência de publicidade multinacional, revelou que menos da metade dos jovens da geração conhecida como “Z”, entre 13 e 20 anos, se declara heterossexual, número que chama atenção quando comparado ao índice da geração Y (entre 21 e 30 anos), que é de 65%. Já no Brasil, estima-se que 10% da população seja LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis). Neste ano, uma audiência pública será realizada em Petrópolis no dia mundial do Orgulho LGBT, com objetivo de debater a implantação de políticas públicas para a comunidade petropolitana. A ideia partiu do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal, Leandro Azevedo.

Há 50 anos, mais precisamente no dia 28 de junho, foi criado o Dia do Orgulho LGBT, que é base para a luta pela igualdade e contra a homofobia, e hoje abrange todo o mês de junho. A data foi criada após um evento realizado no bar Stonewall Inn, em Nova Iorque (EUA), que é considerado um marco do movimento de liberação gay e o momento em que o ativismo pelos direitos LGBT ganhou o debate público.

Desde então, o assunto vem se tornando cada vez mais abordado, com o aumento nos crimes homofóbicos e debates sobre leis que preveem a igualdade entre todos, independentemente da orientação sexual.

No Brasil, é estimado que 20 milhões de brasileiros sejam gays, bissexuais ou transgêneros assumidos. O povo brasileiro é o que mais mata pessoas LGBT no mundo, sendo 445 apenas em 2018. O número, quando comparado com o de 2000, representa um aumento de 242%.

Em Petrópolis, dois casos recentes, que estão sendo investigados como homofobia, chocaram a população. Dois homens foram assaltados, agredidos e ofendidos com palavras de cunho homofóbico, um em Nogueira e outro na Praça da Liberdade.

Pensando em formas de implantar políticas públicas para a Comunidade LGBT, o vereador Leandro Azevedo, marcou uma audiência pública, que será realizada no dia 28 de junho na Câmara Municipal.

Representantes do governo municipal, de áreas como saúde, educação, direitos humanos e Guarda Civil estarão presentes, assim como os delegados do município, membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Polícia Militar.

- Um dos objetivos da comissão é combater a homofobia, pois entendemos que a obrigação de todos é o respeito pela diversidade. Esse encontro foi motivado pelos últimos episódios ocorridos na cidade, onde as vítimas foram assaltadas e violentamente espancadas por conta de sua sexualidade, deixando evidente que foram alvos de roubo seguido de homofobia -, destaca o vereador professor Leandro Azevedo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

O agendamento da audiência se deu após uma reunião do parlamentar com representantes do movimento social, na tarde da última segunda-feira (10).

Uma pessoa morre a cada 20 horas por LGBTfobia no Brasil

De acordo com o Grupo Gay da Bahia, criado em 1980, uma pessoa LGBT morre no Brasil a cada 20 horas, além de um aumento de 30% nas mortes deste público comparando 2016 e 2017. Das vítimas, 43,6% eram gays, 42,9% trans, 9,7% lésbicas, 2,7% heterossexuais e 1,1% bissexuais. Os héteros vítimas da LGBTfobia estavam defendendo, de alguma forma, uma pessoa LGBT. O Disque 100 recebeu 2.608 denúncias de homofobia em 2017.

No Rio de Janeiro, o Instituo de Segurança Pública realizou o Dossiê LGBT+ 2018, também com dados referentes a 2017, que apontaram que, no estado, uma pessoa denuncia homofobia a cada dia.

Das 430 vítimas, 59,6% eram homens, o que representa 257 pessoas, e 41,3% das vítimas tinham entre 18 e 29 anos quando o crime ocorreu. Do montante, 43,4% dos casos foram registrados em ambientes residenciais, na maior parte das vezes em família. O local com maior índice de homofobia foi a Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Já a Pesquisa Nacional sobre o Ambiente Educacional no Brasil, de 2016, apontou que 73% dos estudantes LGBTs já foram agredidos verbalmente, e 36% fisicamente. A intolerância sobre a sexualidade levou 58,9% dos alunos a faltarem às aulas pela menos uma vez por mês.



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