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  Lei Seca

SE BEBER, NÃO DIRIJA

Mais de 18% dos flagrados na LEI SECA em Petrópolis estavam alcoolizados

Entre janeiro e outubro, 590 pessoas foram abordadas; 110 haviam bebido além do permitido

 

Foto: Divulgação Governo do Rio

A retomada das operações de fiscalização da Operação Lei Seca em todo o estado completou na última sexta-feira, dia 8, um ano. As blitzes estiveram suspensas durante quase sete meses, de 19 de março a 7 de outubro de 2020, devido à pandemia da Covid-19. Neste período foi desenvolvido um protocolo sanitário em conjunto com a Secretária de Estado de Saúde, por meio da Superintendência de Vigilância Sanitária, para um retorno seguro da Operação.

Desde a retomada das fiscalizações em Petrópolis, período entre janeiro e outubro deste ano, 590 motoristas foram abordados em oito blitzes de fiscalização, e 110 motoristas foram flagrados sob efeito de álcool. O percentual de alcoolemia registrados durante as operações alcançou a média de 18,64%.

Em todo estado do Rio de Janeiro,  115.093 motoristas foram abordados, desses, 15 mil motoristas estavam alcolizados. O percentual de alcoolemia, que antes da pandemia era de 4,5%, agora alcançou a média de 13%. E, em alguns locais, chegando a 47% de casos de alcoolemia em uma única ação de fiscalização.

- O objetivo da Lei Seca é salvar vidas. Por isso, estamos atuando diariamente em todo o estado com todos os cuidados para que a blitz seja segura tanto para o nosso agente quanto para a população – explica o superintendente da Operação Lei Seca, tenente-coronel Fabio Pinho.

 

COMO FUNCIONA A BLITZ ATUAL

Neste novo modelo da blitz, após o uso dos aparelhos eles são higienizados com hipoclorito de sódio a 2,5% (água sanitária).

Durante a abordagem, o motorista e o policial ficam separados por uma barreira protetora de plástico transparente. Neste momento, o motorista apresenta os documentos para que o agente do Detran faça a verificação.

Em todas as blitzes são disponibilizados totens de álcool em gel com acionamento via pedal para os motoristas abordados e para os agentes que atuam na Operação.

A reorganização na estrutura da blitz da Lei Seca leva em consideração um maior distanciamento entre as pessoas. E todos os profissionais que atuam na Operação utilizam máscaras.

 - A Operação Lei Seca atua há 12 anos salvando vidas e com a retomada das atividades cotidianas e o aumento dos casos de alcoolemia registrados pela Operação neste último ano, estamos reforçando as ações educativas e de fiscalização -, afirma o tenente-coronel Fabio Pinho.

 

CONSCIENTIZAÇÃO

Durante o período da quarentena, com as blitzes de fiscalização suspensas, as ações educativas continuaram sendo realizadas em diversos bairros da Região Metropolitana do Rio e na Baixada Fluminense, a fim de orientar motoristas sobre as medidas de prevenção contra o coronavírus. Foram distribuídas máscaras descartáveis e foi reforçada a mensagem para que as pessoas evitassem aglomeração. Palestras virtuais e lives nas redes sociais oficiais também foram feitas para que a conscientização sobre os riscos da mistura álcool e direção continuasse sendo realizada.

Neste último ano com a retomada, os agentes de educação, que são cadeirantes vítimas de acidentes de trânsito, atuaram em 749 ações de conscientização para reforçar a mensagem “nunca dirija depois de beber”.



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