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  Geral

Placas padrão Mercosul

O novo modelo custa 18% menos do que o antigo no RJ; saiba quem precisa trocar

João Vitor Brum - joaovitor@diariodepetropolis.com.br

 

Desde o dia 31 de janeiro, o novo padrão de placas do Mercosul passou a valer em todo o território brasileiro (o Rio conta com o padrão desde setembro de 2018). O modelo substitui a antiga placa cinza, mas não precisa ser instalado imediatamente por todos os motoristas. A boa notícia é que, no Rio de Janeiro, as novas placas são 18% mais baratas do que as utilizadas anteriormente. Em Petrópolis, mais de 30 mil veículos já utilizam as novas placas. Confira quais são os casos e quanto custa para realizar a troca.

Segundo o Detran, o novo modelo permite que mais de 450 milhões de combinações sejam feitas, o que, considerando o padrão de crescimento da frota de veículos no Brasil, sugere que este padrão possa valer por mais de um século.

A mudança foi estabelecida em 2014 no país, para que entrasse em vigor em 2016, mas o início foi adiado até setembro de 2018, quando o padrão passou a valer no Rio de Janeiro e foi sendo implantado gradativamente em outros estados, até que, no último dia de janeiro, se tornou obrigatoriedade em todo o território nacional.

De acordo com o Departamento, 30.637 veículos registrados em Petrópolis já utilizam o novo modelo de placa, número que representa 17,29% da frota da cidade, média maior do que a estadual, que é de 16,41% (são 1.225.099 veículos com o novo padrão no Estado, de uma frota total de 7.465.532).

 Quem precisa trocar a placa?

Mesmo sendo obrigatoriedade no país, a nova placa não deve ser trocada por todos os motoristas. Para quem adquirir um veículo novo, a placa a ser adquirida será, obrigatoriamente, a nova. Outra diferença é que, a partir de agora, a placa será comprada diretamente as estampadoras, sem intermédio do Detran. Cabe ao órgão, porém, indicar aos proprietários quais são as empresas credenciadas.

Após o Departamento de Trânsito realizar o registro do veículo e a emissão dos documentos, o proprietário fica responsável por entrar em contato com a fornecedora para adquirir sua placa.

Os motoristas que forem realizar a troca de município ou de estado também deverão fazer a mudança, assim como os que forem trocar a categoria de seu veículo (por exemplo, quando um táxi vira automóvel de passeio).

Quando a placa antiga for danificada, furtada, ou tiver seu lacre rompido, o padrão do Mercosul também deve ser implantado no veículo. Além disso, caso o motorista queira trocar a placa voluntariamente, basta entrar em contato com o Detran para que a substituição automática do segundo caractere numérico por uma letra seja feita.

 Quanto custa?

Não há valor definido para as novas placas, ou seja, cada estampador pode cobrar valores diferentes, cabendo ao consumidor cotar os preços. Entretanto, o Detran pode definir uma quantia máxima a ser praticada pelas empresas. No Rio de Janeiro, o valor caiu: passou de R$ 219,35 para R$ 179,84 para os carros, uma diferença de 18%. Para motos, o valor é de R$ 55,05 (não foi informado de forma oficial o valor anterior). O único outro estado a apresentar queda foi Rondônia, onde o preço diminuiu R$ 90.

Em outras unidades federativas, como São Paulo, o valor se manteve o mesmo, enquanto em outros, como Piauí, Pernambuco e Acre, houve um aumento de até R$ 70. O valor médio mais alto encontrado foi no Amapá, onde a placa nova fica em R$ 500.

 Como o QR code funciona?

O QR code é um código que pode ser lido por câmeras de smartphones, tablets e outros dispositivos similares. Com ele, a pessoa pode acessar um link, direcionando a um site específico. No caso do código disponível nas novas placas, o dispositivo é usado para dar informações adicionais sobre o veículo e, de acordo o governo, rastreá-lo.

A partir do código, as autoridades de trânsito podem verificar se há algum tipo de clonagem, alertas de furtos ou roubos, entre outras funções. Os cidadão também poderão realizar a leitura, mas é necessário que, antes, a pessoa se cadastre no site do Detran.

Mesmo possuindo código alfanuméricos no mesmo padrão, o modelo brasileiro é ligeiramente diferentes dos adotados por Argentina, Uruguai e Paraguai. As diferenças, entretanto, são referentes a efeitos reflexivos e ondas sinosoidais (uma curva matemática que descreve uma oscilação repetitiva suave), dependendo da nação.

O Detran, questionado sobre o número de placas novas instaladas em Petrópolis desde o início da implantação, não respondeu até o fechamento desta matéria.



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