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  VIOLÊNCIA

Mais de 800 mulheres foram vítimas de lesão corporal em Petrópolis no ano de 2018

Wellington Daniel e Leticia Knibel, especial para o Diário


 Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) do estado do Rio de Janeiro apontam que 861 mulheres foram vítimas de lesão corporal dolosa em Petrópolis no ano passado. O número representa uma diminuição pequena, se comparado a 2017, quando foram registrados 903 casos. A pesquisa aponta ainda que a cidade teve 118 casos de estupro a mulheres em 2018 e seis tentativas. O dado faz lembrar a importância de debater a violência contra mulheres, principalmente hoje, 08 de março, Dia Internacional da Mulher.

Petrópolis conta com pelo menos dois locais de assistência a vítimas. Na 105ª Delegacia de Polícia (DP), as mulheres contam com atendimento por policiais femininas, disponível 24 horas através no NUAM (Núcleo de Atendimento a Mulher). De 8h às 17h, podem receber assistência social, jurídica e psicológica gratuitamente no CRAM (Centro de Referência de Atendimento a Mulher).

- Sempre ficamos felizes quando resgatamos a vida de uma mulher ou fazemos a busca através de dados da delegacia, do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e de hospitais. É gratificante ajudar. E nossa equipe é muito humanizada e formada apenas por mulheres. Trabalhamos sempre em conjunto para oferecer o melhor atendimento – explica Cléo de Marco, coordenadora do CRAM.

O CRAM é subordinado ao Gabinete de Cidadania, presidido por Anna Maria Rattes, e fica na Rua Santos Dumont, número 100, Centro. Em janeiro de 2018, foram 103 atendimentos entre iniciais e retornos. Em todo o ano de 2018, o número de assistências foi de 638. Cléo explica ainda que é necessário que as mulheres percam o medo e denunciem a violência sofrida.

- As mulheres precisam perder o medo, vir conversar e deixarem que nossa equipe acolha a elas. Muitas se escondem e têm medo, mas temos histórias de mulheres que sofreram agressões por 15 anos dentro de um casamento e hoje estão empoderadas e recuperadas – diz.

O órgão também oferece dois telefones: o fixo, (24) 2243-6152, recebe ligações durante o horário de expediente e o whatsapp (24) 98839-7387 é o telefone de emergência, que funciona 24 horas. A coordenadora dá um exemplo de como o número de celular pode ser usado.

- O agressor está batendo na porta. Se a mulher não conseguir falar com a polícia, pode enviar um whatsapp pra gente com o endereço que damos uma assistência para protegê-la. Mas esse número é apenas para emergências, não realizamos outros atendimentos por ele – diz.

Nacionalmente, a violência contra a mulher também é debatida. A bancada feminina do Congresso, que conta com 77 deputadas e 12 senadoras, têm como prioridade a redução de casos e o endurecimento da Lei Maria da Penha. Até o dia 26 de fevereiro, o país registrou 126 casos de feminicídio e 67 tentativas, segundo dados da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

Nova lei é sancionada em defesa das mulheres

O governador Wilson Witzel sancionou, na quinta-feira (7), uma lei que proíbe pessoas condenadas pela Lei Maria da Penha (LF 11.340/06) a assumirem cargos em comissão nos órgãos da administração estadual.

De acordo com informações da Alerj, o impedimento vale para condenações "em decisão transitada em julgado, até que o cumprimento da pena seja comprovado".

De autoria da deputada federal Enfermeira Rejane (PCdoB) e do ex-parlamentar Dr. Julianelli, a determinação tem como objetivo ampliar as medidas de combate a violência contra a mulher, que faz milhares de vítimas todos os anos.

Mês da Mulher

O CRAM, o Gabinete de Cidadania e o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim) realizam ações de conscientização através do ônibus lilás que está estacionado na Praça Alcindo Sodré no Centro, com serviços e informações. Além disso, a Prefeitura também divulgou o calendário de ações do mês. Confira a programação completa no site do Diário (www.diariodepetropolis.com.br).

Hoje, partidos políticos, coletivos e movimentos sociais, centros acadêmicos, grêmios estudantis e mulheres independentes também promovem a Marcha das Mulheres 8M, com concentração às 17h na Praça da Inconfidência. O ato tem o objetivo de pedir mais direitos, justiça por Marielle Franco, contra a Reforma da Previdência, segurança e vida das mulheres.

- São cerca de 30 mulheres organizadoras. O ato acontece desde 2017. Entendemos que não há o que comemorar neste 8 de março. Só há uma negligência do Estado a todos os direitos e o que se entende por mulher. A manifestação quer deixar claro como a Reforma da Previdência afeta as mulheres, até mais que os homens e vem pedir justiça a Marielle, no lugar onde quebraram o símbolo da resistência – explica uma das organizadoras, a cientista social, militante do PSOL e feminista Gopala Miron.

O Partido da Mulher Brasileira também estará em uma tenda na Praça Alcindo Sodré a partir das 10h. Com dicas e ações de saúde e beleza, o evento também quer mostrar que lugar de mulher também é na política.



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