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  Incêndio

Mais de um milhão de m² de vegetação consumidos por incêndios em 2018

Entre 2000 e 2019, o 15º GBM controlou 3.021 focos de incêndio

João Vitor Brum joaovitor@diariodepetropolis.com.br

 

Foi divulgado, nesta segunda-feira (10), um levantamento realizado pelo 15ª Grupamento de Bombeiros Militar acerca dos incêndios em vegetação registrados na área de abrangência do quartel nos últimos anos, a partir de 2000. Com foco em Petrópolis, os dados contam com um ranking das localidades onde mais casos foram registrados, com as maiores áreas afetadas e até os dias da semana e horários em que mais incêndios ocorreram. No período, segundo o levantamento, 3.021 focos de fogo em vegetação mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros na cidade. Apenas em 2018, foram 1.060.000 metros quadrados de vegetação tomados por incêndios em apenas cinco locais.

De acordo com os números, os bairros onde mais ocorrências foram registradas são Quitandinha, Caxambu, Centro e Cascatinha. Entretanto, a maior área afetada por incêndios foi na Estrada do Bonfim, em Corrêas, mais especificamente na Fazenda Marambaia, que perdeu 70 hectares de vegetação em incêndios, espaço equivalente a sete campos de futebol.

Após, vem a Rua Francisco Peixoto da Costa, no Caxambu, com 12 hectares afetados por incêndios. A Estrada do Carangola vem logo atrás, com 11 hectares, a Rua Brigadeiro Castrioto, no Bairro Esperança, teve sete hectares tomados e, fechando a lista, vem a Rua Nossa Senhora da Glória, em Corrêas, com seis hectares. As cinco áreas mais afetadas, quando somadas, representam 106 hectares, sendo 66% do total afetado apenas na Fazenda Marambaia.

O Comandante do 15º GBM, tenente-coronel Gil Kempers, salientou a importância da prevenção para evitar que o número de incêndios aumente e, consequentemente, afete residências e bens materiais.

- Existem algumas informações muito importantes. Soltar balão é crime e deve ser proibido, bem como denunciado pela população. Não se deve queimar lixos e folhas nos quintais das casas, pois uma vez que o controle é perdido, o fogo pode atingir a área de mata e tomar grandes proporções. Ao transitar por rodovias e ruas, não se deve jogar cigarros acesos na beira da estrada, pois a vegetação encontra-se seca e pode causar incêndios. A prevenção é sempre o melhor combate – destacou o Kempers.

No levantamento da corporação, há também uma relação com os dias da semana e horários com mais registros de incêndios. De 98 incêndios em 2018, 21 aconteceram em domingos, 18 foram registrados às terças e 16 nas quartas. O dia da semana com menor incidência foi quinta-feira, com apenas seis casos.

A grande incidência aos domingos, segundo o Comandante do 15º, pode ter relação com o fato de mais pessoas estarem em casa.

- De modo geral, as pessoas aproveitam o final de semana para limpeza de terreno, tirar folhas e fazer a manutenção do quintal. Então, como trata-se de vegetação, as pessoas de um modo geral queimam essas folhas e até o lixo. Porém, como a vegetação está seca, pode atingir a mata e perder o controle, o que num segundo momento gera um incêndio florestal ou o fogo na vegetação próximo às casas – disse o tenente-coronel.

 Quanto aos horários, a diferença é ainda maior: 58% dos casos aconteceram no período da tarde, entre meio-dia e 17h59. Após, está a noite, com 22% dos incêndios entre 18h e 23h59, seguida pela manhã (6h às 11h59), com 16%, e, em último, as madrugadas, com apenas 3 registros.

Índice de incêndios florestais caiu 80% em oito anos

Na pesquisa divulgada pelo Corpo de Bombeiros, há uma relação com todos os casos de incêndio em vegetação registrados entre janeiro de 2000 e dezembro de 2018. No período, o ano com maior incidência foi 2010, quando foram registradas 490 queimadas, e o com a menor quantidade foi 2000, com 63 casos. Quando comparados, os números dos dois anos representam um aumento de 677% de incêndios na década. Entretanto, quando se compara o índice de 2010 com o de 2018, pode-se perceber um movimento contrário: o número caiu 80% em oito anos.

Desde 2010, o número de incêndios apresentou oscilações, mas segue em queda desde 2015, último ano em que foi registrado aumento. No ano, foram 273 casos, 15 a mais do que em 2016 e 157 a mais do que o número de 2017. Comparando o total de 2015 com o de 2018, a queda foi de 64%, ou 175 casos a menos.

Nos cinco primeiros meses de 2019, 26 incêndios em vegetação foram controlados pelo 15º GBM, com três casos apenas no dia 2 de fevereiro, quando o maior número de focos de incêndio foi registrado no ano. Quando comparado com o mesmo período em 2018, o aumento foi de 160%.



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