Edição anterior (1582):
segunda-feira, 11 de março de 2019
Ed. 1582:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1582): segunda-feira, 11 de março de 2019

Ed.1582:

Compartilhe:

Voltar:


  Saúde

Março Amarelo, Mês Mundial da Conscientização da Endometriose

Doença pode causar infertilidade feminina

Natália Rodrigues

natalia.rodrigues@diariodepetropolis.com.br

Março foi escolhido como o "Mês Mundial de Conscientização da Endometriose". Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 7 milhões de mulheres no Brasil sofrem com a doença, que é a causadora de forte dor e infertilidade. Em todo o mundo estima-se que esse número gire em torno de 176 milhões. Esse período de alerta serve para levar informação sobre como descobrir e controlar a enfermidade, pois quanto mais rápida for a sua descoberta mais efetivo é o tratamento.

A ginecologista e professora da Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase) Ana Cláudia Seidinger explicou que a endometriose é o crescimento de tecido endometrial fora do útero, alteração que acaba causando dores intensas.

- O tecido endometrial pode crescer em locais como os intestinos, ovários, trompas ou bexiga, provocando alguns sintomas como dores extremas, especialmente durante a menstruação, mas que também podem ser sentidas em outros dias do ciclo – disse.

A especialista relata que a endometriose pode causar dismenorréia (dor no período menstrual) e que aumenta progressivamente, dispareunia (dor durante o ato sexual ) e infertilidade. Além disso, a doença pode provocar dificuldades para engravidar. No entanto, as mulheres devem ficar atentas, pois a patologia ainda pode ser assintomática, ou seja, não apresentar sintomas.

- A dor pode ser às vezes incapacitante, o que leva em muitos casos a intenso desgaste físico e mental, com grande comprometimento da qualidade de vida, tanto no aspecto profissional quanto emocional e afetivo. Pode ainda causar dor e sangramento urinários ou intestinais no período menstrual.  Pacientes com endometriose têm risco aumentado de aborto, placenta prévia, parto prematuro, sofrimento fetal e necessidade de cesária, se comparadas a mulheres sem a doença - falou.

A especialista ainda destaca que já está estabelecido que a endometriose prejudica a fertilidade. Pacientes com diagnóstico confirmado têm menor taxa de gravidez do que as que não apresentam a doença. Vale ressaltar que as mulheres mais jovens são as mais afetadas pela endometriose que atinge cerca de 7% a 14% das pacientes em idade reprodutiva.

- A doença acomete mulheres a partir da primeira menstruação e pode se estender até a última. O número de casos atualmente apresenta um aumento pois são feitos mais diagnósticos. As mulheres hoje possuem mais acesso a informação e tratamento devido ao diagnóstico dado pelos médicos. Os aparelhos também mostram a imagem de forma mais clara e nos ajuda a concluir a análise mais rapidamente – disse.

Em relação aos tratamentos, a doença pode ter ser tratada com medicação ou cirurgicamente. - Quando a paciente não deseja engravidar, um dos maiores objetivos do tratamento da endometriose é melhorar a qualidade de vida devido a dor que pode ser incapacitante. A cirurgia sempre foi considerada o ‘padrão ouro’ para tratamento da endometriose. Entretanto, considerando que os tratamentos clínicos evoluíram muito, a tendência atual é iniciar com uma forma menos invasiva. E, se não houver melhora do quadro, há a opção pelo tratamento cirúrgico. Até porque é uma cirurgia e não é portanto isenta de riscos. O tratamento clínico/medicamentoso geralmente é feito com hormônios (desde anticoncepcionais até os chamados bloqueadores hormonais) – relatou.

Segundo a Dra. Ana Cláudia o dispositivo Intra-Uterino (DIU) de levonorgestrel, um método contraceptivo, também é um dos tratamentos indicados para endometriose.

- Este dispositivo pode ser usado no tratamento clínico de qualquer grau de endometriose, já que libera diariamente uma dose definida de progesterona, hormônio que interfere na produção de estrógeno, que é responsável pelo desenvolvimento da doença – falou.

Como orientação, a médica recomenda que as mulheres mantenham a consulta em dia e procurem um especialista caso tenha dificuldades para engravidar ou sintam sintomas como dor no período menstrual ou durante as relações sexuais.

- A recomendação padrão é procurar um profissional em caso de sintomas como cólicas menstruais intensas e dor durante a menstruação, dor pré-menstrual, dor durante as relações sexuais e dor difusa (dor em vários locais) ou crônica na região pélvica. Além de sangramento menstrual intenso ou irregular, alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação e dificuldade para engravidar – disse.



Edição anterior (1582):
segunda-feira, 11 de março de 2019
Ed. 1582:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1582): segunda-feira, 11 de março de 2019

Ed.1582:

Compartilhe:

Voltar:


Casando com Estilo








Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior