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  Pré-candidatos a prefeito

Propostas para a próxima administração municipal

Marcos Novaes (PDT) 

O Diário de Petrópolis abre espaço para que os pré-candidatos a prefeito apresentem suas propostas para a próxima gestão do município. Foram elaboradas perguntas pela redação do jornal e pelos colaboradores Ronaldo Fiani (economista), José Luiz Alqueres (empresário) e Aristóteles Drummond (jornalista). As publicações serão feitas por ordem alfabética dos participantes. O pré-candidato que responde hoje é Marcos Novaes (PDT).

Diário de Petrópolis - A Pandemia de covid-19 atingiu em cheio a economia no Brasil e no mundo. Já nos primeiros meses de pandemia a prefeitura registrava uma queda na arrecadação.  Neste contexto qual será sua estratégia para recuperar as perdas na arrecadação do município?
Marcos Novaes - O que gera arrecadação é o dinamismo da economia local. Seja qual for o impacto sobre Petrópolis, em 2021 vamos enfrentar o problema sabendo que as perdas havidas com a pandemia são de dois tipos: as recuperáveis e as irrecuperáveis. O que não foi arrecadado não vai voltar, pois não podemos pretender que os empreendedores cubram um rombo que não puderam evitar justamente porque lhes faltou o principal: faturamento. Os números da arrecadação nacional ainda são precários. Não há números estaduais confiáveis. O papel da prefeitura é diminuir seus custos e contribuir para um bom ambiente de negócios e para o empreendedorismo novo, gerando mais trabalho e mais renda. Minha Reforma Administrativa será o primeiro passo, pois ela enfrentará o problema pelas duas pontas: diminuirá custos e estabelecerá conexões novas entre a prefeitura e a realidade econômica e social de Petrópolis.

 DP - Como estabilizar a economia do município em um cenário em que a maior parte das empresas enfrenta problemas financeiros e encontra na burocracia um entrave para a recuperação financeira?
MN - O que está ao alcance da prefeitura é incrementar a geração de emprego e renda na cidade. Em 2021, a prefeitura será mais barata, menos burocrática, mais ágil e mais conectada com quem produz. Vou reduzir a burocracia de 17 para 11 secretarias. Já em 2021 teremos duas secretarias diretamente voltadas para o incremento dos arranjos produtivos, a Secretaria da Cultura e do Turismo e a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Planejamento+ Empresa+Trabalho+Agricultura+Meio-Ambiente). Áreas hoje separadas serão conectadas numa estrutura ágil para servir a quem trabalha e empreende em Petrópolis – ao invés de cavar trincheiras, vou construir pontes, a começar pela transparência das contas públicas, para equilibrar receita e despesa. Além da Câmara Virtual do Emprego, a prefeitura deverá planejar conexões entre setores e atividades hoje separados.

DP - Um dos reflexos diretos da crise econômica foi a perda de postos de trabalho, como promover a recolocação dos petropolitanos no mercado de trabalho?
MN - Nem tudo é pandemia. Não é de agora. Petrópolis tem cerca de 305 mil habitantes e vem há tempos sofrendo um desemprego desproporcional por falta de incremento dos arranjos produtivos. Digo desproporcional porque comparei Petrópolis com municípios de população e orçamento semelhantes (entre 270 e 340 mil habitantes, e cerca de 1 bilhão de orçamento anual). Dos vinte municípios desse grupo, Petrópolis foi, de longe, o que mais perdeu empregos de carteira assinada entre janeiro e maio deste ano: 4,5 mil. Em 2021 vamos desburocratizar e parar de perder oportunidades de conexão entre nossas Universidades, nosso polo de tecnologia e as experiências de Senai, Sesi e Senac com a formação de mão de obra para uma economia local integrada aos desafios produtivos da Região Serrana, do Estado do Rio e da Zona da Mata de Minas, tirando proveito de nossa localização privilegiada.

DP - Um dos setores mais impactados pela pandemia é o  turismo -  setor que  é um dos pilares da economia de Petrópolis. Como recuperar as perdas e potencializar o crescimento do setor?
MN - Um turismo diversificado absorve melhor os reveses. Nessa pandemia, Petrópolis perdeu o turismo de longa distância, mas se mostrou uma alternativa para o turismo de curta distância, de transporte familiar. Em 2021 vamos conectar nossos patrimônios fundamentais: a diversificada produção cultural local e os patrimônios histórico e natural. Estimular o turismo de montanha e rural, o de competição e o de esportes. São formas que atraem pessoas de cidades próximas, que vem e voltam, deixando dinheiro. Vamos engajar moradores e tornar nosso calendário cultural mais atraente não só para quem viaja a passeio, mas também para quem planeja e decide eventos de trabalho (convenções empresariais ou sindicais) científicos (congressos), religiosos (conclaves, encontros e retiros) ou estudantis (formaturas e jogos).

Perguntas de nossos colaboradores

Ronaldo Fiani - economista

Petrópolis possui um importante polo de inovação. Que medidas pretende adotar no seu governo para incentivar as empresas de tecnologia de ponta na cidade?  As cidades vêm cada vez mais adotando tecnologias inteligentes para melhorar os serviços públicos. Se eleito, o que pretende fazer a respeito?

MN - A principal inovação é justamente buscar em nossas empresas de tecnologia as alternativas para conexões inovadoras em Petrópolis. Em 2021, cada aluno da Rede Pública Municipal receberá um único cartão eletrônico com informações escolares, clínicas e sociais, a ser acessado na Rede de Saúde, na Rede Escolar e pelos pais, pela internet. Vamos desenvolver um aplicativo para direcionar para o bem estar do cidadão a vitalidade existente entre as modalidades de transporte. Com uma conexão ágil entre as opções, lá onde o ônibus não chega, uma van ou um taxi compartilhado chegam. Em certas horas, o guerreiro do uber pode ser a salvação. Um sistema ligado nas redes sociais, apoiado em tecnologia de ponta, vai colocar na palma da mão do usuário as opções existentes no dia a dia. Um aplicativo de fiscalização, ligado às redes sociais, vai permitir que o cidadão participe do monitoramento dos problemas e desafios de Petrópolis.

José Luiz Alqueres - empresário

Um ponto muito importante para uma cidade dar uma virada para melhor é a participação cívica da população. Ela só se viabiliza se o prefeito realmente todo mês criar  um encontro aberto com as representações de bairros e distritos e começar a reunião dando satisfações a pontos levantados e não respondidos da reunião precedente. O senhor se compromete a fazer reuniões desse gênero  no seu mandato?

MN - A falta de conhecimento e de respeito pelas características tão próprias de Petrópolis apareceu com clareza no combate à pandemia. Para virar essa página temos de aproximar a prefeitura do cidadão. Para isso, desde a primeira semana de 2021 vou colocar em prática a Conexão Direta Semanal. Toda semana, faça chuva ou faça sol, vou despachar um dia como prefeito em uma comunidade ou bairro de Petrópolis. Ouvir os moradores, conhecer de perto a realidade local, dar explicações sobre o trabalho da prefeitura e acionar as secretarias que forem o caso. O foco no local de moradia do cidadão vai nos permitir recuperar a conexão perdida.

Aristóteles Drummond - jornalista

Qual o seu projeto para desafogar o trânsito  entre Bonsucesso e a Ponte 31 de Março, em Itaipava, congestionado quase todo o dia e impossível  nas sextas-feiras?  Qual a política para a população de rua, que hoje chega aos distritos?
 
MN - Temos que utilizar melhor as vias já existentes, criando conexões viárias novas, fazendo melhorias e sinalizando para criar novos hábitos, com apoio no aplicativo que orientará para as novas rotas. A rua Domingos José Martins deverá servir como rota alternativa para quem vem da BR-040 em direção a Nogueira, evitando o Trevo de Bonsucesso. E pela Desembargador Luiz Antonio Severo da Costa, seguindo por trás do Parque de Itaipava, pela Joaquim Agante Moço, chega-se ao coração de Itaipava, tendo evitado o Trevo de Bonsucesso e a Ponte 31 de Março, podendo ir e vir pela Estrada Mineira. A população de rua nos distritos, de Cascatinha a Itaipava, precisará ser trabalhada pela Secretaria da Assistência Social, em conexão com a Secretaria de Saúde, de modo a que se criem possibilidades de recuperação e/ou reinserção, seja na família, seja no mundo produtivo, num trabalho com Igrejas e instituições dedicadas.



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