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 Carl Zeiss e Mattheis Borg recebem o Prêmio Rio Export por iniciativa da Firjan Internacional

Mattheis Borg e Carl Zeiss recebem Prêmio Rio Export da Firjan por resultados no mercado exterior

Empresas se juntam a GE Celma e Xerium que foram premiadas em âmbito estadual pela relação com o comércio internacional em 2018

Empresas de Petrópolis foram premiadas pela Firjan Serrana pela destacada atuação no mercado exterior em 2018. Mattheis Borg e Carl Zeiss receberam o Prêmio Rio Export, que valoriza e estimula o desempenho das indústrias nas relações com o mercado internacional. Mattheis Borg recebeu o prêmio pelo Destaque de Relacionamento Internacional e Carl Zeiss Vision foi premiada na categoria Destaque Firjan Internacional. Em novembro, Xerium Technologies e GE Celma já haviam sido reconhecidas em âmbito estadual.

 Carl Zeiss e Mattheis Borg recebem o Prêmio Rio Export por iniciativa da Firjan Internacional

“O mercado exterior é um espaço que ainda gera dúvidas e apresenta dificuldades para empresas de todos os portes, por isso devemos destacar ainda mais a capacidade dessas empresas por investirem na nossa cidade e acreditarem que os produtos daqui podem fazer diferença no mundo. Que outras empresas possam seguir o mesmo caminho”, destacou o presidente da Firjan Serrana, Julio Talon.

 Marcos Pessamilho e Patricia Stutzel da Mattheis Borg recebem o prêmio do presidente da Firjan Serrana, Julio Talon

A Mattheis Borg, pertencente ao grupo Mustad, é a maior fabricante mundial de produtos voltados para o cuidado de cascos de cavalos com o crescimento acentuado das exportações para a América do Sul.

Líder mundial em tecnologia do setor de óptica e optoeletrônica, a Carl Zeiss Vision registrou em 2018 receita anual de 5,8 bilhões de euros. Com cerca de 30 mil funcionários, a empresa está presente em quase 50 países. Em Petrópolis, a unidade é responsável pela fabricação de mais de 300 mil peças/mês endereçadas aos EUA, Peru, Chile, Argentina, Hungria, Itália, China e Japão.

O Rio Export é dado pela Firjan às empresas com alto desempenho nas exportações estaduais. Desde o lançamento da iniciativa, em 1998, mais de 220 empresas fluminenses de diferentes setores e níveis tecnológicos foram reconhecidas pela cultura exportadora no estado.

 Diagnóstico do Comércio Exterior

Técnicos da Firjan Internacional também apresentaram informações do novo Diagnóstico do Comércio Exterior que mostrou que o estado do Rio de Janeiro registrou, em 2018, a maior corrente de comércio desde 2004, totalizando US$ 54 bilhões. Com isso, a participação fluminense no saldo comercial do Brasil foi de 13%. O estado registrou ainda um superávit na balança comercial de US$ 6 bilhões.

 O estudo traça o perfil das empresas fluminenses que atuam no mercado internacional, a partir de entrevistas e das bases de dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Na série história analisada, a participação do estado nas exportações brasileiras passou da quinta para a segunda posição, ficando atrás apenas de São Paulo.

De acordo com o documento, os principais bens exportados em 2018 foram provenientes da indústria de Petróleo e Gás Natural, com US$ 18 bilhões (63%), representando uma variação de 136% em relação a 2016. “Os números refletem o período de retomada da indústria de P&G, cujo crescimento foi notável”, analisou Flávia Alves, especialista em Comércio Exterior da Firjan.

De acordo com a pesquisa, a percepção dos empresários fluminenses com relação aos entraves às exportações estava reduzindo, entretanto, esta última edição detectou aumento, atingindo 76%. Os entraves mais citados foram: Burocracia tributária, com 47%; e Custos tributários e dificuldade no ressarcimento de crédito, com 22%. Vale ressaltar que esses dois entraves vêm crescendo desde 2013. Além disso, o diagnóstico também aponta que a utilização obrigatória da Declaração Única de Exportação (DUE), no Portal Único de Comércio Exterior, tem sido bem-sucedida. Das empresas ouvidas, 82% afirmaram não terem encontrado dificuldades. “Isso mostra que o objetivo de facilitar o processo de exportação foi alcançado”, observou Flávia.

 Perfil das importadoras

Quando analisado o perfil das empresas importadoras, a pesquisa detectou que 48% compram produtos finais, 28% matérias-primas e 24% importam ambos. “O que pudemos identificar é que a grande maioria das empresas fluminenses importa tanto matéria-prima quanto produto final para vender predominantemente para o mercado interno”, explicou.


Sobre as mudanças dos processos de Declaração de Importação (DI) e Licença para Importação (LI) para Declaração Única de Importação (DUIMP), 52% afirmaram ter conhecimento a respeito das alterações. Em relação às expectativas com essas mudanças, 33% das empresas esperam que o desembaraço da mercadoria seja mais rápido e 21% esperam diminuir a burocracia na importação. “Os anseios manifestados pelo empresariado reforçam a importância da implementação completa do portal único para melhoria do ambiente de negócios de comércio exterior”, destacou Flávia.

 Negociações multilaterais

O diagnóstico também lançou questões acerca das negociações multilaterais em curso, buscando detalhar as vantagens e desvantagens apontadas. Sobre o Mercosul, 62% indicaram vantagens com o bloco, sobretudo em relação à isenção ou redução de tarifas. “Isso demonstra a importância do governo realizar a redução tarifária de forma transparente, com a participação dos setores produtivos”, frisa Giorgio Luigi Rossi, coordenador da Firjan Internacional. Por outro lado, o percentual de empresas que enfrentaram algum tipo de problema nos processos de exportação ou importação com países do Mercosul aumentou de 18% para 38%.

Outro ponto de destaque no diagnóstico é que 68% das empresas declararam ser favoráveis à abertura do mercado brasileiro e 52% estão interessadas nas negociações que o país vem participando com o Mercosul. Os negócios que aparecem como de maior interesse são com a China, União Europeia, Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e EUA. “É interessante observar que a pesquisa foi feita antes da conclusão dos acordos Mercosul–União Europeia e Mercosul–EFTA, o que mostra que já existia uma expectativa positiva do empresariado”, argumenta Rossi.

A íntegra do Diagnóstico do Comércio Exterior do Estado do Rio de Janeiro está disponível em https://www.firjan.com.br/ publicacoes/publicacoes-de- economia/diagnostico-do- comercio-exterior-do-estado- do-rio-de-janeiro.htm



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