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  VACINA

Médicos afirmam que vacina é o caminho para reduzir mortes por covid

Ministro da Saúde diz que vacinação deve começar ainda em janeiro

Jaqueline Ribeiro - especial para o Diário

Infectologistas que acompanham diariamente a evolução da pandemia de covid-19 na cidade afirmam que a vacina é o melhor caminho para reduzir o agravamentos dos casos e diminuir os números  internações e óbitos em conseqüência de complicações provocadas pela doença. No mês passado os médicos  alertaram para a aceleração na taxa de transmissão do novo coronavírus, que resultaria no aumento de mortes que se consolidaram em dezembro e segue alto este mês. Em Petrópolis 421 moradores morreram com covid-19  desde o início da pandemia, me março. O alerta dos especialistas é importante uma vez que a expectativa é que a campanha de imunização contra a covid-19 comece nas próximas semanas - ainda em janeiro, de acordo com o Ministério da Saúde.  

- É comprovado cientificamente que a vacina reduz a taxa de transmissibilidade do novo coronavírus, impede a evolução dos pacientes para quadros graves, diminuindo também  as internações e mortes. Temos hoje uma demanda grande nos pontos de apoio que atendem pessoas com sintomas de covid e também para internações. A vacina é o que irá resolver isso tudo. O que a gente quer e precisa é que a vacinação comece o quanto antes e que haja uma adesão da população a campanha de vacinação - destaca o infectologista José Henrique Castrioto, que além de atuar em hospitais públicos e privados da cidade, é também integrante do conselho de notáveis que ajuda a orientar ações de governo.

Os especialistas destacam que a população precisa confiar na vacina e aderir a campanha de vacinação.  - A vacina é fundamental. A CoronaVac ou a vacina da Astrazeneca vão funicionar muito bem. Vai ser um sucesso e vai resolver o problema da pandemia de coronavirus no Brasil. A vacinação vai mudar o perfil da infecção pelo coronavírus e o perfil desta pandemia, nós vamos conseguir controlar em casa, com remédios. A importância da vacinação no controle da covid-19 é indiscutível. Não é possível entender porque há pessoas que questionam a vacina. Em relação a taxa global, é importante  as pessoas entendam que se vacinarmos 300 milhões de pessoas, 150 milhões não terão a doença. E as outras 150 milhões de pessoas, que poderão desenvolver a doença, não irão evoluir para formas graves da doença, ou seja, vamos deixar de ter esta sobrecarga na rede de saúde - pontua o infectologista Marco Liserre, que atua no Hospital Unimed e também na rede pública, lembrando que com a imunização, a covid-19 vai transformar em uma infecção comum, que não irá evoluir para uma infecção respiratória grave.

-A vacina é o melhor caminho que temos para acabar com a pandemia de covid-19. Como infectologista posso garantir que a adesão da população à campanha de vacinação  é de extrema importância para que possamos controlar a pandemia. Mesmo não tendo 100% de cobertura, a vacina é extremamente importante para reduzir o impacto da pandemia na rede de saúde e desocupar leitos, o que é necessário uma vez que as outras doenças não param. As demandas de pacientes com outras patologias como infarto, AVC, e uma série de doenças crônica,  continua.  Para atender esta demanda,  é muito importante esvaziar os hospitais e isso será possível com a vacinação em massa da população, que reduzirá o agravamento dos casos de covid-19 que lotam os leitos hoje - avalia o infectologista e diretor da Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE), Paulo Cesar Guimarães.

O cardiologista Aloísio Barbosa Filho, que assumiu a Secretária de Saúde, com o desafio de administrar um momento crítico da pandemia na cidade, diz que todas as medidas vêm sendo adotadas para que os petropolitanos sejam imunizados e destaca que a prefeitura seguirá rigorosamente o cronograma do Ministério da Saúde.     

- A vacina é a única forma de se proteger efetivamente do novo coronavírus. A adesão de todos é fundamental para que possamos vencer a doença. No entanto, é preciso esclarecer que, neste primeiro momento, teremos doses que atenderão a um terço da população. Desta forma, obedeceremos rigorosamente às etapas de vacinação estipuladas pelo Ministério da Saúde, dando prioridade aos idosos, profissionais da saúde, professores, pessoas com comorbidades e às forças de segurança - pontua. O secretário de Saúde frisa ainda que a população só deve se dirigir aos postos de vacinação se atender ao perfil pré-estipulado.  - Seguimos trabalhando para garantir doses em número suficiente para imunizar toda a população - afirma.



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