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  Covid-19

Medo de covid-19  compromete diagnósticos e cirurgias de câncer

Secretaria de Saúde diz que atendimentos seguem sendo realizados

Pacientes não abandonaram tratamentos no CTO

Jaqueline Ribeiro - especial para o Diário

O medo de frequentar ambientes hospitalares por conta da pandemia de covid-19 vem comprometendo o diag

 

nostico e  reduzindo a realização de cirurgias de câncer na cidade. Responsável pelo Hospital Alcides Carneiro - referência em cirurgias oncológicas na região -  a Secretaria municipal de Saúde afirma que os atendimentos de oncologia seguem sendo realizados normalmente durante todo o período da pandemia. A Secretaria admite, no entanto, que houve queda na demanda, o que a avaliação da Secretaria ocorre devido ao receio de muitos pacientes em relação à contaminação pelo coronavírus.

 - Mantivemos nossos atendimentos normalizados durante a pandemia, principalmente aos pacientes oncológicos e cardiopatas. Tivemos uma diminuição da demanda, devido às pessoas que preferiram não sair de casa durante a pandemia com a intenção de evitar um possível contágio. Seguimos diariamente com nosso plano de zelar pela saúde e qualidade de vida da população”, afirma a secretária de saúde, Fabíola Heck.

A Secretaria afirma que não houve alteração do protocolo de atendimento aos pacientes em momento algum e que atendimentos ambulatoriais e cirurgias continuaram normalmente durante todo o período.

Presidente da Sociedade Franco Brasileiro de Oncologia, a oncologista Carla Ismael, confirma que houve redução em todos os tipos de cirurgias oncológicas na cidade -  cerca de 50% somente nos casos de mama -  desde o início da pandemia.

- Houve uma queda grande no número de todas as cirurgias oncológicas entre março e junho. Isso aconteceu tanto na rede pública como em convênios e na rede particular. No começo verificamos que praticamente todo os pacientes estavam com medo e queriam adiar os procedimentos. Eles ligavam preocupados, conversamos com eles, em alguns casos adiamos por uma semana, mas explicamos que são procedimentos que precisam ser realizados. Mas notamos também muitos casos os cirurgiões optaram por adiar as cirurgias. Só agora está começando a voltar ao normal - afirma a oncologista Carla Ismael.

Pacientes não abandonaram tratamentos no CTO

Com média mensal de atendimento a cerca de 3.100 pacientes oncológicos, entre petropolitanos e moradores de outros 20 municípios, o Centro de Tratamento Oncológico  (CTO) registrou pequena queda na demanda por tratamentos desde o início da pandemia de covid-19. Para dar segurança aos pacientes, medidas de prevenção foram adotadas como testagem em massa dos profissionais que atuam no CTO, e de reestruturação do sistema de trabalho das equipes - que passaram a trabalhar em regime de escala -  além de reorganização física dos espaços para tratamento dos pacientes, para os quais a interrupção do tratamento representa risco.

- Nenhum dos pacientes abandonou o tratamento. No começo da pandemia observamos uma redução de cerca de 10% na demanda porque alguns adiaram procedimentos - a maioria pacientes que estavam em acompanhamento, ou seja, pessoas que já passaram pelo tratamento,  e cujo adiamento no primeiro momento foi possível. Mas todos já retornaram - afirma o diretor executivo do CTO, Ronald Andradade, lembrando que também foi verificada uma redução de pacientes para iniciarem os tratamentos, em função do medo que as pessoas tiveram em frequentar ambientes hospitalares para fazerem exames, por exemplo.    

- A redução que houve foi por conta de serviços realizados fora do CTO. O conjunto de  medidas preventivas que adotamos, deram segurança aos nossos pacientes eles deram continuidade aos seus tratamentos - ninguém interrompeu. Em junho tivemos 3.125 atendimentos para todos os procedimentos. Uma outra questão importante e que, apesar de atendermos pacientes vindos de 20 municípios, em todos esses meses nenhum dos nossos pacientes contraiu covid-19 - destaca Ronald Andrade.



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