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  Cidade

Menina petropolitana precisa de transplantes de medula óssea para continuar vivendo

Laura Moraes de apenas 7 anos e está internada com aplasia medular

Camila Caetano – especial para o Diário

 

Desde o dia 4 de agosto, a petropolitana Laura Moraes de Andrade, de apenas 7 anos, encontra-se internada no Complexo Hospitalar de Niterói. Acontece que, há cerca de um mês a pequena foi diagnosticada com aplasia medular – doença em que devido a uma falha no desenvolvimento de algum tecido ou órgão no corpo, a paciente não consegue produzir células sanguíneas suficientes. Para tanto, receber transfusões para controlar a anemia grave e o baixo número de plaquetas é extremamente necessário para que os diagnosticados com essa enfermidade possam continuar lutando em favor da vida. Visto isso, familiares da menina têm realizado campanhas para mobilizar mais pessoas a fazerem as doações.

Além da doação de sangue e plaqueta, Laura também necessita do transplante de medula óssea. Isto por que, com a falência na produção das células do sangue, também se verifica uma destruição das células-tronco, que dão origem aos glóbulos vermelhos, brancos, e às plaquetas, e, com esta destruição, nota-se que a medula sofre com a ausência de células-tronco. Isto resulta em infecções, anemia, e sangramentos. Diante dos fatos, a família de Laura tem impulsionado um gesto de amor ao próximo não só pela menina, mas por todas as pessoas que necessitam de transfusões de sangue, e transplantes de medula óssea.

Muitas pessoas não sabem, mas, de acordo com informações do INCA (Instituto Nacional de Câncer), o processo tem início com testes específicos de compatibilidade, onde são analisadas amostras do sangue do receptor e do doador para que se tenha a total compatibilidade entre as partes, e a medula não seja rejeitada pelo receptor. Para receber o transplante, o paciente é submetido a um tratamento que ataca as células doentes e destrói a própria medula. Então, ele recebe a medula sadia como se fosse uma transfusão de sangue. Uma vez na corrente sanguínea, as células da nova medula circulam e vão se alojar na medula óssea, onde se desenvolvem.

Em Petrópolis, infelizmente ainda não é possível fazer o cadastro para ser um doador de medula óssea, entretanto, o mesmo pode ser realizado em um dos bancos do Rio que já lidam com este tema. Um dos apelos da família de Laura, é que a cidade também possa vir a ter o seu próprio banco para doação de medula óssea, pois, cada pessoa disposta a fazer a doação, faz surgir uma nova esperança na vida de quem precisa do tratamento.

- Laura já faz parte do banco de pacientes que necessitam do transplante de medula óssea. Ela também precisa de doação de sangue e de plaqueta, mas, o intuito da nossa família, é fazer uma campanha que possa ajudar mais pessoas, pois, o hospital em que ela está internada, é um hospital de referência no transplante de medula de óssea. O nosso propósito é conscientizar a população da importância deste gesto de amor ao próximo e de solidariedade, pois, amanhã talvez a situação possa se inverter, e atingir um familiar próximo de outras pessoas. Queremos chamar a atenção das autoridades de saúde, pois, na cidade, somos uma população de mais de 300 mil habitantes, e pelo menos anualmente poderíamos ter um ponto de coleta pra cadastro de doadores de medula óssea, ainda mais tendo o privilégio de termos uma faculdade de medicina de referência e do excelente Banco de Sangue Santa Teresa – disse a tia de Laura, Agne Hercília Carneiro Teixeira, que se tornou doadora de medula óssea em 2009, quando uma outra criança da cidade precisou. Na época, ela nem imaginava que, um dia, a criança a precisar deste tratamento seria sua sobrinha.

Como ser um doador de sangue e de medula óssea:

Para ser um doador de medula óssea, é necessário ter entre 18 e 55 anos de idade, estar em um bom estado de saúde e não ter histórico de câncer, doenças no sistema imunológico, ou qualquer outra enfermidade que possa ser transmitida pelo sangue.

O cadastro pode ser feito no Banco de Sangue do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes Silva, localizado na Praça Cruz Vermelha, n° 23, 2° andar, Centro – Rio De Janeiro (CEP: 20230-130). O local tem funcionado de segunda à sexta-feira, das 8h às 14h30. Outras informações sobre o atendimento no lugar, podem ser obtidas através do telefone (21) 3207-1580.

O mesmo também pode ser realizado no Núcleo de Hemoterapia do Hospital Universitário Pedro Ernesto (UERJ). Seu endereço é Boulevard 28 de Setembro, n° 109, Vila Isabel – Rio de Janeiro (CEP: 20551-030). Neste, o funcionamento vai de segunda a sexta-feira, das 8h às 15h.

Em relação a doação de sangue, esta, tem sido realizada na Clínica Hemoterapia. Ela está localizada na Rua Almirante Teffé, n° 594, Centro – Niterói (RJ). Seu funcionamento é de segunda a sexta-feira das 7h as 16h, e sábado de 8h às 12h. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2621-9100, ou ainda pelo site, www.clinhemo.com.br.

 

 



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