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  Cidade

Moradores do Centro denunciam transtornos causados por pessoas em situação de rua

Segundo relatos, fato já acontece por dois meses na Barão de Teffé

Camila Caetano – especial para o Diário

 

Há cerca de dois meses, os moradores e trabalhadores da Rua Barão de Teffé, no Centro, relatam os distúrbios que têm enfrentado em relação ao comportamento das pessoas em situação de rua que se estabeleceram no local. Em um primeiro momento, o principal motivo das denúncias eram os cachorros que pertencem a um casal, no entanto, com o passar do tempo, os cidadãos que frequentam e residem na localidade informam que as tensões provocadas pelos mesmos já vêm atingindo outras esferas.

Segundo os relatos, o que tem afetado a vizinhança que existe por ali, é que essas pessoas estariam fazendo o uso de drogas ilícitas e, além disso, causam perturbações aos moradores e pedestres da região. A denúncia revela que os mesmos atacam os idosos que tentam acessar ao INSS, e também atacam verbalmente as senhoras que moram nos prédios que existem por ali, visto que elas são xingadas toda vez que abrem as janelas.

Um outro prejuízo que também tem sido relatado pelos moradores de lá, é que à noite, segundo as informações da vizinhança, esses cidadãos têm promovido algumas badernas que atrapalham o horário de sono. Além disso, eles também estariam “obrigando” crianças e idosos a darem dinheiro a eles, e afetando a rotina dos taxistas, visto que, por vezes, socam as janelas dos carros, entre outros incidentes.

Cidadãos também salientam que até o momento, o problema com os cachorros, que avançam em quem passar na calçada, continua persistindo pelo local.

Apesar da resolução desses problemas não competir à Polícia Militar, a mesma também foi questionada pelo Diário de Petrópolis, e informou que tem atuado nessas pautas, dando apoio à Guarda Civil  Municipal. Inclusive, recentemente, em uma ação desempenhada pelos órgãos na Praça Dom Pedro, foi possível que um homem em situação de rua retornasse para a sua cidade, em Minas Gerais. A PM também pontua que, em breve, outras atividades de sensibilização a essas pessoas serão realizadas pela cidade, em apoio à GCM.

A Prefeitura informou que equipes da Abordagem Social, da Secretaria de Assistência Social, fazem duas abordagens diárias nas ruas, de domingo a domingo, – pela manhã e à noite. A equipe conversa com as pessoas e oferece pernoite para os moradores em situação de rua no NIS, o Núcleo de Inclusão Social. Além de um local limpo, seguro e agradável para dormir, o NIS oferece itens de higiene para que possam tomar banho, assim como roupas de cama limpas e agasalho. São servidos lanche noturno e café da manhã para esses usuários. A Prefeitura também readequou o espaço seguindo as normas do Ministério de Saúde por causa do coronavírus e o espaço também conta com equipe de psicólogos, pedagogos, enfermeira, técnico de enfermagem e assistentes social.

As equipes, formadas por psicólogos e assistentes sociais também disponibilizam o Centro Pop, onde eles podem tomar banho, lavar suas roupas e recebem alimentação e orientações com psicólogos e assistentes sociais. No Centro Pop as pessoas também podem pegar o encaminhamento para o pernoite no NIS. As equipes também fazem o transporte dessas pessoas.

Mas é importante ressaltar que a legislação proíbe o município de mantê-los em abrigos contra sua vontade.

A SAS também tem parcerias com empresas de ônibus, que fazem o embarque de moradores em situação de rua que são de outras cidades, para caso eles desejem retornar para suas cidades de origem, realizando, assim, o trabalho de reinserção familiar. A secretaria registra que grande parte dessas pessoas são de outras cidades. 

A SAS também faz um trabalho de reinserção. Só em 2019 foram 40 reinserções no núcleo familiar e este ano já são 30 até outubro.
Vale lembrar ainda que a Rede Pop Rua já iniciou o Censo da População em Situação de Rua em Petrópolis. Fazem parte da rede: Pastoral de Rua, Casa da Cidadania, CDDH, Gabinete da Cidadania, Centro Pop, Nis, Unat, Consultório de Rua, prefeitura e sociedade Civil. O último Censo foi realizado em 2018.

Questões que são inerentes à segurança pública precisam ser denunciadas à Guarda Civil e à Polícia Militar.



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