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  Luto

Morre escritor Fernando Py

Uma Perda Irreparável

Christiane Michelin*

 “O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela.”  Fernando Pessoa

 

Tal qual o Pessoa, Py, também Fernando, era homem das Letras. Escritor da mais alta sensibilidade, foi  tradutor e crítico literário dos mais respeitados, tendo colaborado com diversos jornais no país, inclusive, o Diário de Petrópolis, onde, por longos anos fez amigos e admiradores. 

Carioca, formou-se em Direito pela Universidade do Rio de Janeiro, mas, nunca exerceu a profissão. Trilhou o caminho da poesia, da crítica literária, da tradução e, foi, também, meteorologista no Instituto Nacional de Agricultura até 1994, quando se aposentou.  Sua primeira obra, Aurora de Vidro, foi lançada em 1962.  De lá para cá, seguiu-se um correr de inúmeras outras publicações, dentre as quais, a Bibliografia Comentada de Carlos Drummond de Andrade e a Antologia Comentada de Drummond, escrita com a colaboração de Pedro Lyra.  Em 1999 lançou sua própria Antologia Poética, reunindo poemas escritos entre 1959 e 1999.

  Poliglota, traduziu romances, livros de contos, poesia e obras de divulgação científica do inglês, do espanhol e principalmente do francês. Dentre elas, destacam- se Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust,  A vida tranquila, de Marguerite Duras e Contando as eras, de Isaac Asimov, só para citar alguns.

Merecedor de inúmeros prêmios, Py recebeu, em 2003, o título de Cidadão Petropolitano Honorário, tendo escolhido nossa cidade para morar e se deixar eternizar.

 Fernando Antônio Py de Mello e Silva foi casado com Maria Soares de Mello e Silva. Teve três filhos, quatro netos e muitos amigos que lamentam profundamente sua partida. Membro da Academia Petropolitana de Letras, sua última obra publicada foi Raízes, Jornalismo Literário, lançado em 2018.

“A vida causa transtornos? / Não se importe. / Você desliza suavemente / para a morte.”  Do   poema Sorria, de Fernando Py, de 2003, que consta do livro Sentimento da Morte.

Morrer é viver pelo avesso, deixando um rastro de saudades em quem fica e rasgando um caminho de possibilidades, para quem nelas acredita. Siga em paz! 

* Escritora, jornalista, vice-presidente da Academia Petropolitana de Letras



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