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  PANDEMIA

Mudanças de profissão são cada vez mais comuns e a pandemia do coronavírus pode ter acelerado ainda mais esse processo

Roberta Müller – Especial para o Diário


 Depois de oito anos trabalhando em uma instituição financeira, a petropolitana Thais Alves, de 32 anos (FOTO), deixou o emprego para se dedicar e viver dos atendimentos de Thetahealing, uma técnica de cura energética. Assim como ela, muita gente tem criado coragem para abandonar antigos empregos e escolher novas profissões que tragam mais sentido à vida. Esse movimento tem sido cada vez mais frequente com a desconstrução da crença de que precisamos ter uma única profissão ao longo da vida, mas por causa da quarentena em função da pandemia do coronavírus esse processo está ainda mais acerelado. Seja para driblar a crise financeira ou pra encontrar o seu propósito, o que não faltam são exemplos de quem mudou radicalmente de vida nos últimos tempos.

“Em janeiro de 2021 meu pedido de desligamento do meu antigo emprego foi atendido, estava radiante, as pessoas me ligavam assustadas e admiradas ao mesmo tempo e eu só dizia: encontrei meu propósito, encontrei o equilíbrio entre trabalho e prazer”, conta Thais.

A psicóloga Fernanda Rigoni explica que deixar um lugar ou uma situação que demonstre segurança e escolher encarar o desconhecido gera medo, mas ter a coragem de se movimentar ao novo, pode contribuir para seguir em frente mesmo com a sensação desconfortável que o medo gera. “A fonte desta coragem está intrinsecamente ligada ao motivo pelo qual se busca a necessidade da mudança. O autoconhecimento sempre será uma chave importante no entendimento das respostas para perguntas como estas (Como ter coragem de mudar?). O indivíduo e seu desejo são únicos, singular. E pensar que não teremos certeza do que irá acontecer quando tomamos uma decisão é natural e comum aos seres humanos, pode auxiliar no contato com esta força. Pensar também que encararemos a mudança ao longo da vida e que por vezes não estaremos totalmente prontos para mudar pode auxiliar no processo”, destaca.

            No caso da Thais, desde o nascimento de sua filha, em 2017, o trabalho em um banco, em um cargo que sempre desejou, passou a ser visto com outros olhos. “Em 2018 a ansiedade passou a falar mais alto dentro de mim, eu já não dormia, trabalhava em outra cidade e me achava cada dia mais incapaz como profissional e como mãe”, explica. No ano seguinte ela conheceu o Thetahealing e se encantou, foi o início de sua mudança.

“Foram três dias libertadores e mágicos, que me emocionaram demais e eu simplesmente falava que iria trabalhar com a técnica, que era equilibrado, profundo e que fazia muito sentido pra mim. Depois disso foram mais seis cursos estudando e me dedicando à técnica. Em fevereiro de 2020 fiz o carnaval de luz, passei o carnaval todo estudando em Araras, foram 15 dias intensos e eu sempre olhava para cada passo como um investimento. Comecei a enxergar o trabalho no banco como um caminho para alcançar meu objetivo e isso me trouxe gás, após fevereiro todas as minhas ações eram olhando uma transição de carreira”, conta ela.

Quarentena estimulou a mudança

Com a pandemia e com mais tempo em casa, muita gente passou a focar no que realmente gostava de fazer. Para Thais, veio a oportunidade de fazer atendimentos online e a cada nova experiência ela tinha a certeza da mudança. “Eu era outra, confiante, segura, otimista. Eu simplesmente me preparava, não sabia ao certo quando essa transição aconteceria, mas tinha que estar pronta. Em setembro veio o convite de dividir uma sala e ali eu falei: em 2021 vou me dedicar exclusivamente ao Thetahealing”

Para a psicóloga, a pandemia realmente pode ter influenciado as pessoas a realizarem mudanças de vida. “Contexto novo vivenciado por todos, sem exceção e sem local para fugas. Trouxe possibilidade de reflexão, as possibilidades de mudança frente a muitas incertezas. Mudanças econômicas, no mercado de trabalho, nas relações familiares e sociais. Pode ser interpretado como fonte de coragem diante do medo da perda e do desconhecido”, explica Fernanda.

Ainda segundo a psicóloga, por vezes, a escolha precoce, sem autoconhecimento e ainda uma aparente obrigação em seguir uma única carreira pode levar ao erro e a angústia de se ver/sentir preso a uma única escolha, não podendo ou devendo mudar de atividades. “Mudamos muito ao longo de nossa vida e nossas escolhas também”, completa.

“Agora posso, através do Thetahealing, ajudar mais pessoas a encontrarem suas melhores versões, assim como encontrei a minha. A técnica trabalha no subconsciente e é capaz de mudar crenças e padrões limitantes, liberar traumas, vícios. Ela curou muitas feridas da minha criança interior e permite que eu viva plenamente o agora, sem mágoas, ressentimentos e entendendo o poder que o autoconhecimento e o amor-próprio têm”, finaliza Thais.



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