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  Saúde

“Muito mais que uma injustiça social, uma perversidade que condena a maior parte da nossa população”, diz ministro do GSI sobre a dificuldade para tratamento nuclear no SUS

Falta de acesso e dificuldade para aquisição de insumos foram pautas das principais reuniões e debates, durante o Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear. O encontro ocorreu de 10 a 12 de agosto, em São Paulo


 Na 32ª edição, além da programação científica, o Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear (CBMN) abordou a necessidade de expansão da especialidade no País. O general Sergio Etchegoyen, ministro do Gabinete de Segurança Institucional da presidência, representantes da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), produtores e fornecedores de radiofármacos participaram do evento.

Em discurso, o general Etchegoyen destacou que “pessoas perdem a vida porque sequer sabem que existem os recursos da Medicina Nuclear, que podem antecipar diagnósticos, curar, controlar ou melhorar (doenças). As pessoas não têm ideia! 75% da nossa população tem um acesso muito reduzido a isso”.

Para Juliano Cerci, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), “é preciso lutar para que o acesso verdadeiro e universal à saúde seja garantido à população. Não adianta termos a melhor medicina nuclear, o melhor produto, o melhor profissional, o melhor equipamento, se isto não chega à comunidade da forma necessária”.

Durante o congresso ficou definido que a SBMN participará de fóruns com produtores e ANVISA para registro de radiofármacos, além de encontros com o CNEN, produtores privados e responsáveis por clínicas nucleares, a fim de desburocratizar o abastecimento de insumos para a especialidade.

De acordo com o ministro do GSI, o investimento do Ministério da Saúde na produção de radiofármacos e o financiamento de parte da construção do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) ajudará a expandir a medicina nuclear “nos próximos 50 anos, a partir da inauguração do RMB, o Ministério terá os seus radioisótopos e radiofármacos a preço de custo. Esse é o custo do financiamento. Parece-me absolutamente justo”, afirmou.

O dr Drauzio Varella, também esteve em reunião no Congresso “nós viemos discutir o impacto da medicina nuclear tanto no tratamento de várias doenças, como no diagnóstico e estadiamento de vários tumores malignos, e quais as dificuldades para levar estes recursos e toda esta tecnologia para os pacientes do SUS”.

No final deste mês está prevista uma visita conjunta da SBMN, do dr Drauzio e da comitiva do ministro ao IPEN e ao Centro Experimental Aramar, na região de Sorocaba, onde será construído o RMB.

Histórico

O encontro ocorreu quase três meses após a crise do IPEN, que desabasteceu hospitais importantes como o HC de Campinas e do Câncer de Barretos. Atualmente, o instituto está desinterditado em caráter excepcional da ANVISA e precisa realizar adequações.

Desde 2009, o Brasil enfrenta problemas no abastecimento de radioisótopos utilizados em cerca de 80% dos procedimentos médicos nucleares. O principal motivo foi a paralização do reator canadense que abastecia integralmente o mercado brasileiro e 40% do mundo. Estes insumos vêm sendo produzidos exclusivamente pelo IPEN no Brasil ou importados, o que esbarra na burocracia, altos custos e uma série de exigências para autorização.

Sobre a SBMN

Fundada na década de 60, a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) é constituída por médicos especialistas em medicina nuclear e outros profissionais de áreas correlatas, como tecnólogos, radiofarmacêuticos, biomédicos, físicos e químicos, contando com quase 1 mil sócios atualmente. Tem por objetivo integrar e favorecer o desenvolvimento da comunidade médica nuclear e demais profissionais envolvidos no emprego de fontes abertas de radionuclídeos com finalidades diagnósticas ou terapêuticas, promovendo atividades científicas e de intercâmbio entre profissionais de todo o País.



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