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  Polícia

Mulheres são vítimas de assédio dentro de ônibus

Pelo menos três usuárias do transporte coletivo foram molestadas por homem

Vitor Garcia – Especial para o Diário

Pelo menos três mulheres foram vítimas de assédio, no fim da tarde de segunda-feira (29), em um ônibus que fazia a linha 100 – Rodoviária. De acordo com populares, um homem, de 42 anos, estaria “passando a mão” nas passageiras. Os registros de casos de assédio e estupro não param de aumentar nas delegacias da cidade. Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Petrópolis (Setranspetro), um Guarda Civil Municipal (GCM) que estava no coletivo em que aconteceu o crime de assédio conduziu o suspeito para fora do veículo.

Um homem, que preferiu não ter a identidade revelada, contou ao Diário o problema constatado durante a viagem.

- O caso aconteceu às 17h40, quando o cidadão começou a se esfregar nas mulheres. Vale destacar que, na semana passada, o criminoso havia sido detido pelo mesmo ato – contou.

Questionada sobre a situação, o Setranspetro, que responde pelos coletivos que circulam pela cidade, informou que não há detalhes sobre o ocorrido. A empresa se limitou a dizer que o Guarda orientou que o coletivo seguisse viagem após a retirada do suspeito.

O Diário entrou em contato com a GCM, que disse ter sido acionada por usuários do coletivo. Na ocasião, o motorista interrompeu a viagem na Avenida Koeler, solicitando o apoio dos agentes, que levaram o acusado para a delegacia.

Mais de 10 mulheres estupradas por mês

Desde 2014, o número de ocorrências de estupro não para de aumentar nas delegacias de Petrópolis, de acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). Na época, haviam sido registrados 78 casos. No ano seguinte, saltou para 87 e em 2016 foi para 93. Entretanto, no ano passado o crime aumentou consideravelmente, chegando a 139 denúncias.

Esse ano, mais uma vez, os dados do ISP chamam a atenção para o grande número de ocorrências relacionadas ao crime de estupro na cidade. Em setembro, foram 14 casos, um a mais que agosto. Em todo o ano, pelo menos 118 mulheres foram violentadas. O número, no entanto, pode ser ainda maior, uma vez que muitas vítimas da violência não vão à delegacia por medo ou constrangimento.

Legislação

Desde o fim de setembro, atos de importunação sexual passaram a ter pena de prisão de um a cinco anos. A lei passou a considerar como crime qualquer ato sem consentimento “com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro”. Antes da mudança na legislação, este tipo de atitude era considerada “contravenção penal”, punida apenas com multa.

Campanha

O município mantém a campanha “Meu Corpo Não é Público”, com cartazes nos ônibus incentivando que qualquer tipo de abuso seja denunciado.



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