Edição anterior (2297):
terça-feira, 23 de fevereiro de 2021
Ed. 2297:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2297): terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Ed.2297:

Compartilhe:

Voltar:


  Cidade

Município tem 10 dias para se manifestar sobre problemas encontrados durante vistoria da Defensoria Pública ao Hospital Alcides Carneiro

O Serviço Social Autônomo Hospital Alcides Carneiro (SEHAC) e o município de Petrópolis têm 10 dias para se manifestarem sobre os problemas encontrados durante uma vistoria da Defensoria Pública no Hospital Alcides Carneiro, em janeiro. O relatório da vistoria, que foi discutido na última semana durante reunião entre a Defensoria, Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro), médicos e representantes do hospital, traz problemas como a falta de medicamentos e insumos hospitalares, além da falta não só de médicos, como de profissionais como farmacêutico e auxiliares de limpeza. A equipe também constatou aparelhos inoperantes, equipamentos improvisados, entre diversos outros problemas.
“Os próximos passos serão uma nova vistoria pelo Cremerj, pela Vigilância Sanitária e a manifestação do Sehac e do município. E ai a gente vai oferecer um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para cumprimento. Eles dizem que alguns dos problemas já foram sanados e outros têm previsão”, destaca a defensora pública Andréa Carius.
A vistoria em janeiro foi realizada após denúncias de falta de medicamentos e insumos. O relatório aponta esses e outros problemas. Um deles é a quantidade de médicos para compor as equipes, “o que, segundo a Direção, pode ser consequência do valor de salário ofertado aos médicos, que seria pouco mais de R$ 5 mil para 24 horas semanais, representando pouco mais de R$ 50,00 por hora médica trabalhada, o que se encontra abaixo do valor de mercado”, diz o relatório.
Durante a vistoria também foi constatado que o HAC enfrenta dificuldades para ofertar exames complementares aos pacientes. Além disso, na vistoria às instalações da farmácia, eles relataram falta de medicamentos e também de um farmacêutico plantonista durante o dia. Outros problemas foram a falta de climatização, lixeiras quebradas, lixo exposto em áreas assistenciais, entre outros.
O documento faz recomendações à prefeitura e ao SEHAC, como disponibilizar a lista de medicamentos, informatizar o almoxarifado, a contratação de auxiliares de limpeza, a manutenção preventiva de equipamentos, contratação de equipe medica, informatização do setor de urgência e emergência, ampliação do quadro de funcionários da farmácia, abastecimento de insumos, entre outras. Alguns dos questionamentos já foram respondidos pelo SEHAC.
O relatório da vistoria é assinado pelos defensores Andréa Carius e Marcílio de Souza Couto Brito.


Prefeitura se manifestou

Questionada, em nota a Secretaria Municipal de Saúde respondeu que “desde janeiro vem trabalhando de maneira enérgica para resolver problemas identificados no Hospital Alcides Carneiro. Muitas das demandas foram atendidas já no início da administração interina da Prefeitura, com liberação de recursos ao Sehac para reabastecimentodo estoque e reparos nos equipamentos de tomografia e ressonância, encontrados sem manutenção e inoperantes (estes já voltaram a operar). Segundo a direção do Sehac, o serviço de limpeza é feito por equipe com 60 funcionários. Sobre a climatização da UTI Pediátrica, a direção do Sehac esclarece que o aparelho apresentou problema um dia antes da vistoria, mas isso não interferiu no funcionamento da unidade, garantido com o uso de cinco aparelhos de ar condicionado portáteis. A direção do Sehac já adotou as medidas necessárias para a compra de peças e o reparo no equipamento.
Sobre os leitos, o Sehac e a Secretaria de Saúde esclarecem que não houve interdição, e sim remanejamento de leitos, que passaram a ser utilizados por pacientes de ortopedia que precisam de internação. A mudança, feita ainda no ano passado, foi necessária em função da pandemia, quando o Hospital Nelson de Sá Earp, que atendia a especialidade, passou a ser utilizado exclusivamente para atendimento de pacientes com sintomas de covid-19. Neste ano, a Prefeitura não mediu esforços para liberar vagas não covid no Hospital Clínico de Corrêas de forma a atender a demanda no município.
Sobre a conservação do hospital, a direção do Sehac lembra que intervenções para melhorias na estrutura da unidade começaram a ser feitas no ano passado, em parceria com a Faculdade de Medicina de Petrópolis, tendo sido concluídas as intervenções na maternidade e setor de pediatria. O projeto prevê intervenções em outros setores da unidade, como enfermarias e cozinha. A Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde, segue em contato diário com a direção do Sehac, na busca de resolver também as demais demandas, de forma a garantir o pleno funcionamento deste que é o maior hospital público do município.
A direção do Sehac informou que o quadro médico está completo no Hospital Alcides Carneiro e, sobre os farmacêuticos, foi feita a contratação de dois profissionais. Um processo seletivo está em andamento para a contratação de mais dois farmacêuticos com experiência hospitalar”.



Edição anterior (2297):
terça-feira, 23 de fevereiro de 2021
Ed. 2297:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2297): terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Ed.2297:

Compartilhe:

Voltar:








Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior