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  VIOLÊNCIA

Número de casos de estupro em Petrópolis cresce 10,3% no ano

Dados são do Instituto de Segurança Pública: de janeiro a maio deste ano, foram 64 ocorrências

Philippe Fernandes

 

Os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), divulgados na terça-feira (18), trazem um registro alarmante: voltaram a crescer os números de estupros registrados nas duas delegacias policiais de Petrópolis. Entre janeiro e maio deste ano, houve 64 casos, contra 58 do mesmo período do ano anterior, o que representa um crescimento de 10,3%. No mês passado, foram 18 registros, oito a mais do que no quinto mês de 2018. Vale lembrar que os índices certamente são ainda mais expressivos, uma vez que, neste tipo de crime, muitas mulheres, por medo ou vergonha, acabam não levando os casos aos distritos policiais.

Maio foi o mês com o maior número de situações do tipo registradas neste ano. Em maio, houve 14 casos de estupro registrados nas delegacias; em março, oito; em fevereiro, 16; e em janeiro, outros oito. Do total de 64 casos no acumulado do ano, 40 foram relacionadas à área do 105º Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), que inclui a região do primeiro e segundo distritos. Os números na região central apontam para uma redução neste ano: no mesmo período de 2018, houve 44 ocorrências. Nas áreas dos demais distritos, de responsabilidade do 106º Cisp, houve 24 ocorrências entre janeiro e maio deste ano, em uma tendência de forte alta na comparação com os dados do mesmo período de 2018, quando 14 ocorrências foram registradas.

Perfil das vítimas

Conforme o Diário havia divulgado, no último dia 9, o perfil das vítimas em Petrópolis, de acordo com o ISP, é majoritariamente composto por mulheres (83,69%) de cor branca (51,77%). Em 62,41% dos casos, há uma relação pregressa entre o autor do crime e a vítima: em 12,06% das ocorrências, o autor é pai, mãe, padrasto ou madastra. Em 4,96% dos casos, o companheiro é o responsável pelo estupro. Em 4,26% das ocorrências, o responsável pelo crime é amigo, vizinho ou conhecido. Filho ou enteado são autores de 2,13% deste tipo de crime no município; e ex-companheiro, por 1,42%. Em outros 22,70%, a relação entre autor e vítima era outra. Em 8,51% dos casos, não havia informação. E em 29,08% das ocorrências registradas nas delegacias, não houve nenhuma relação entre autor e vítima.

O crime de estupro, no entanto, não é a única violência praticada contra as mulheres. De acordo com o Dossiê Mulher, feito pelo ISP com dados relativos a 2018, houve a incidência de 165 casos, somando casos de assédio sexual (3), ato obsceno (10), estupro (118), tentativa de estupro (12) e importunação ofensiva ao pudor (22). As crianças e adolescentes são as maiores vítimas deste tipo de crime, totalizando 63,6% dos casos - sendo 30,3% vítimas com idade entre 0 e 11 anos; e 33,3% com idade entre 12 e 17 anos. Do total, 17% das vítimas têm entre 18 e 29 anos; 14,5% têm entre 30 e 59 anos; e não há informação em 4,8% dos casos.

 



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