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  PANDEMIA

Número de gravidezes cresce na cidade durante pandemia

Psicóloga Isabela Gelli dá dicas de como lidar com gestação no isolamento

Camila Caetano – especial para o Diário


 Já é do conhecimento de todos que a pandemia tem sido responsável por provocar o isolamento social, a fim de reter a propagação da covid-19. Apesar do número de contaminação ser menor em países que seguem a risca a quarentena, com este confinamento, outros índices têm aumentado, e preocupado a diversas organizações governamentais. Exemplo disso, é o número de violência doméstica contra mulher na América Latina, e também, o aumento de mulheres grávidas.

Um grupo de cientistas da Universidade de Florença, na Itália, ao fazer uma pesquisa em massa no mês de maio, constatou que, 81% dos casais consultados relataram não haver a menor chance de ter um bebê fruto do isolamento. No entanto, o assunto tem preocupado a ONU – não somente por este ser um momento em que as mulheres passam mais tempo com os seus parceiros, mas, junto a isto, ao levantamento realizado pelo Fundo Populacional da Organização. Segundo o estudo, ao redor do mundo inteiro, até 47 milhões de mulheres podem ficar sem acesso aos métodos contraceptivos devido a pandemia. A explicação se deve ao fechamento de estabelecimento de saúde, diminuição nas fábricas e distribuição de medicamentos. E, além disso, do simples medo de sair de casa para comprar métodos contraceptivos, e acabar contraindo a covid-19.

Sendo assim, o estudo revela que aproximadamente 7 milhões de crianças podem nascer desse problema.

Clínicas petropolitanas registram aumento:

Diante do assunto, o Diário consultou algumas clínicas petropolitanas para saber se o número de mulheres grávidas aumentou na cidade durante este período de isolamento. Na ocasião, foi possível consultar a clínica da Dra. Françoise Padula, e outras duas, localizadas no Centro da Cidade que preferiram não ter seus nomes revelados. Na ocorrência, apenas a última relatou que por lá, ainda não houve aumento no número de gestantes que a clínica atende, no entanto, em um futuro próximo, pode haver.

- Em relação a pandemia, ainda não registramos aumento no número de mulheres grávidas que estamos atendendo aqui. Acredito que ainda é cedo, mas esse número pode sim crescer daqui a alguns meses – afirmou a secretária do local, que também não quis se identificar.

Psicóloga orienta:


 De acordo com os fatos já citados anteriormente, a psicóloga Isabela Gelli (foto) também se posicionou. Ela conta que a gestação durante a pandemia já é, com toda certeza, uma situação bastante desafiadora, visto que, a gravidez por si só, já é um momento de muita sensibilidade.

- A pandemia tem sido um momento de vulnerabilidade para todos, e para as gestantes, a situação fica ainda mais delicada, pois, este é um grupo que naturalmente requer cuidados, e atenções especiais. Um dos fatores que torna esse momento ainda mais desafiador, é que na gravidez esperamos estar com amigos e familiares, ou seja, com a nossa rede de apoio. Entretanto, as mulheres que estão grávidas nesse período estão ficando muito sozinhas, já que o isolamento social não permite que ela se estabeleça com a sua rede conexão para auxiliá-la a lidar com todo o puerpério – explicou Isabela.

Segundo ela, se entender e se respeitar é fundamental. - Estar ansioso diante dessa situação é normal. É preciso ser gentil consigo mesmo, e com suas próprias dificuldades, tanto por conta da pandemia, como por causa da gravidez. É importante não ficar se punindo excessivamente – destaca a psicóloga.

Isabela dá algumas dicas para diminuir a tensão durante da gravidez, são elas:

1°: Se conectar com a rede de apoio, de forma virtual, o máximo possível, visto que o isolamento é necessário.

2°: fazer exercícios de relaxamento, meditação, e descanso.

3°: Entender e respeitar que as tensões são normais.

4°: Relembrar e listar seus pontos fortes, para usar suas forças ao seu favor. 

5°: Focar no que pode ser controlado, o que pode ser feito. No que realmente está no  controle da gestante.



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