Edição anterior (1765):
terça-feira, 10 de setembro de 2019
Ed. 1765:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1765): terça-feira, 10 de setembro de 2019

Ed.1765:

Compartilhe:

Voltar:


  Incêndio

Número de incêndios em Petrópolis aumentou 70% segundo comandante do 15º GBM

Maior parte dos incêndios em vegetação registrados na cidade têm ação humana como causa

 

João Vítor Brum, especial para o Diário


 A área de vegetação desmatada na Amazônia em agosto deste ano foi 222% maior do que no mesmo mês de 2018. O número foi divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e aponta um aumento que já vinha sido percebido nos últimos relatórios do órgão. Em Petrópolis, o número de ocorrências cresceu 70%, e, de acordo com o Comandante do 15º Grupamento de Bombeiros Militar, tenente-coronel Gil Kempers, grande parte dos casos teve a ação humana como causa. Provocar incêndio em mata ou floresta é crime e tem pena de dois a quatro anos de reclusão, mas, na cidade, ninguém foi preso recentemente pela infração.

Na Amazônia, foram 6.404 km² destruídos entre janeiro e agosto deste ano, 91,9% mais do que no mesmo período de 2018, quando 3.336 km² foram tomados por chamas. Os números são referentes aos alertas emitidos pelo Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), do Inpe.

Quando se delimita os números do mês de agosto, o aumento é ainda maior: foram 526 km² em 2018 e 1.701 km² neste ano. Já em Petrópolis, o aumento para o mês foi de 100%, com 22 casos em 2019 e 11 no ano anterior.

Do início de janeiro ao fim de agosto deste ano, as duas unidades do Corpo de Bombeiros na cidade - a sede do 15º GBM, no Retiro, e o 2/15 Destacamento, em Itaipava -, foram acionados para 223 ocorrências, enquanto em 2018 foram 131.

 Dos casos, 97 foram registrados no 15º GBM e 126 em Itaipava. No ano passado, foram 78 e 53 casos nas unidades, respectivamente. O índice representa um aumento de 24% no 15º e de 137% no 2/15.

No último domingo (8), por volta das 16h40, um incêndio em vegetação registrado na altura do km 64 da BR-040, no sentido Juiz de Fora, mobilizou uma equipe do 2/15, Destacamento de Itaipava do 15º GBM. De acordo com a Corporação, quatro mil m² foram tomados pelas chamas, que foram controladas em menos de duas horas.

Pena por incêndio criminoso pode chegar a quatro anos de reclusão

O tenente-coronel Gil Kempers, Comandante do 15º, destaca que muitos dos casos atendidos na cidade são iniciados de forma criminosa, seja para limpar terrenos, queimar lixo, entre outros.

- A falta de responsabilidade da população é alarmante. Muitos dos casos atendidos são relativos à ação humana direta, pois as pessoas não têm noção do risco. Vidas de bombeiros e de civis são colocadas em risco, e, em alguns casos, as chamas chegam a casas e áreas urbanas. Além disso, também há o impacto à vegetação e a morte de animais - destacou Kempers.

Dados divulgados pela Corporação ajudam a comprovar o grande número de incêndios criminosos: a maior parte dos casos aconteceu aos domingos, na parte da tarde, quando a maior parte das pessoas estão em casa. De 98 focos de incêndios em 2018, 21 aconteceram em domingos, e 58% dos casos foram registrados entre meio-dia e 17h59.

- As pessoas aproveitam o final de semana para limpar o terreno, tirar folhas e fazer a manutenção do quintal. Então, como trata-se de vegetação, algumas pessoas queimam essas folhas e até o lixo, e, como a vegetação está seca, pode atingir a mata e perder o controle – disse o Comandante, que destacou as principais orientações para evitar casos do tipo.

- Soltar balão é crime,  e deve ser denunciado pela população. Não se deve queimar lixos e folhas nos quintais das casas, pois uma vez que o controle é perdido, o fogo pode atingir a área de mata e tomar grandes proporções. Ao transitar por rodovias e ruas, não se deve jogar cigarros acesos na beira da estrada, pois a vegetação encontra-se seca e pode causar incêndios. A prevenção é sempre o melhor combate – destacou o Kempers.

A Lei nº 9.605/98 destaca, em seu artigo 41, que provocar incêndio em mata ou floresta é crime, com pena de dois a quatro anos de reclusão e multa quando o mesmo é doloso e, caso for culposo, de seis meses a um ano, também com multa prevista.



Edição anterior (1765):
terça-feira, 10 de setembro de 2019
Ed. 1765:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1765): terça-feira, 10 de setembro de 2019

Ed.1765:

Compartilhe:

Voltar:







Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior