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  Incêndio

Número de incêndios florestais cai 28,4% em dois anos

Entre 2016 e 2018 foram registradas 587 ocorrências

João Vitor Brum joaovitor@diariodepetropolis.com.br

 

O 15º Grupamento de Bombeiros Militar divulgou, nesta segunda-feira (3), dados sobre os incêndios florestais e queimadas em vegetações registrados na área de atuação do quartel, que abrange as duas unidades de Petrópolis (Retiro e Itaipava) e a cidade de Três Rios. De um total de 876 ocorrências, entre 2016 e 2018, 67% foram nas unidades petropolitanas, sendo a maior parte delas no primeiro ano da análise, mostrando uma queda de 28,4% no número de registros.

A análise realizada pelo Corpo de Bombeiros usou como referência a temporada de incêndios florestais, que acontece entre maio e setembro, e dividiu as ocorrências entre dois tipos: os que aconteceram dentro de áreas protegidas por reserva ambiental ou similares e os que foram registrados em áreas não protegidas, consideradas urbanas, que têm maior ocupação do solo.

Em Petrópolis, os militares foram acionados em 587 ocorrências, 294 na unidade do Retiro e 293 em Itaipava e arredores. Deste montante, 95,5% foram registrados em áreas urbanas, ou seja, 561. Segundo a corporação, os incêndios em áreas não protegidas geralmente têm, como causa provável, a ação humana, sendo algo que poderia ser evitado.

Em entrevista realizada no último mês ao Diário, o Comandante do 15º GBM, Tenente-Coronel Gil Kempers, destacou que o caminho para evitar este tipo de caso é a conscientização.

- Não há mérito nenhum em combater um incêndio que poderia ser evitado. Por isso, a integração entre o Corpo de Bombeiros e a comunidade é fundamental. Se uma prevenção eficiente for feita, a quantidade de casos irá diminuir, e esse deve ser o foco, a conscientização – afirmou Kempers.

Segundo o estudo do Grupamento, os incêndios têm relação direta com desastres naturais, pois, com a destruição de florestas, o microclima local é alterado, interferindo na temperatura e trazendo animais à cidade em busca de refúgio, como macacos, insetos, entre outros.

A diminuição da vegetação também provoca o empobrecimento do solo, aumentando o grau de erosão e provocando, posteriormente, escorregamentos, já que a falta de cobertura vegetal modifica a velocidade com que o solo absorve a água da chuva.



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