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  Mulher

Número de mulheres que retornam para manter assistência no CRAM aumentou em 37% 


O Centro de Referência em Atendimento à Mulher (Cram) realizou em janeiro 71 atendimentos, entre retornos e novos casos. O número é 16.04% maior que o mesmo período do ano passado e retrata a confiança e segurança das mulheres na prestação do serviço. Mas, o que mais chamou atenção no último levantamento feito pelo órgão é o crescimento no número de retornos: 31.04% em 2019.

Esse crescimento é comemorado pelo órgão. Isso porque é comum casos de mulheres que tenham sido recebidas pelo Cram em um momento de extrema fragilidade e, após acolhimento, acabam deixando de participar das ações. Na unidade, são realizadas orientações jurídicas, acompanhamento social e psicológico e trabalha em parceria com as delegacias de Petrópolis para atender à mulher em situação de violência – seja ela moral, verbal, patrimonial, física ou sexual.     

“Eu acredito que o excelente acolhimento da equipe do Cram à essas mulheres, que chegam aqui tão fragilizadas, faz com que elas fiquem seguras e retornem. A assistência prestada engloba psicóloga, assistência social e jurídico, então elas recebem o apoio completo para tentar superar o momento tão difícil. Nossa equipe fica muito feliz em saber que as mulheres retornam para continuar o acompanhamento que é feito 24 horas inclusive nas redes sociais”, destaca a coordenadora do Cram, Cléo de Marco.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o quinto país no ranking de violência contra a mulher.  No ano passado, o então Ministério dos Direitos Humanos divulgou o balanço do Ligue 180 - Central de Atendimento à Mulher, com dados referentes ao período de janeiro a julho de 2018.  E em apenas em 6 meses, relatos de violência à mulher chegaram a 79.661. Com a chegada do Carnaval, os dados ficam ainda mais alarmantes, o que reforçam a importância da campanha#DiversãoSemAgressão, realizada pelo Gabinete da Cidadania, onde o Cram é subordinado, em parceria com o Conselho de Defesa dos Direitos da Mulher (Comdim).

Ana Maria Rattes, presidente do Comdim e coordenadora do Gabinete da Cidadania acredito que não tenha haja, necessariamente, aumentado à violência doméstica. “O que aumentou foi o empoderamento das mulheres, que não aceitam mais relações desrespeitosas. O bom trabalho que o Cram vem desenvolvendo, aliado a uma maior divulgação da existência desse serviço tão importante, começam a demonstrar estatisticamente que estamos no caminho certo”,

Para denunciar ou solicitar informações, pode ligar para o telefone 2243-6152 ou comparecer à sede do Cram, na Rua Santos Dumont, número 100, no Centro. O funcionamento é de segunda a sexta, de 8h às 17h. Em casos de emergência, a mulher pode ligar em qualquer horário para o número (24) 98839-7387, disponibilizado pelo órgão. Caso se sinta violentada de alguma forma, a mulher pode contatar a Polícia Militar pelos números 2291-5071, 2242-8005 ou 180, além de poder contatar via WhatsApp a emergência da Polícia Militar, pelo número (24) 99222-1489.



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