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  OAB

OAB Petrópolis instaura processo para pedido de retratação pública de casal que teria praticado “Blackface”

Caso aconteceu em outubro e teve repercussão nacional

 

Foto: Arquivo Diário

 

Priscila Torquato – especial para o Diário

A Comissão de Igualdade Racial da OAB-Petrópolis acatou um pedido de providências feito pelo Movimento Negro Unificado. O procedimento interno visa um pedido de retratação do casal acusado de ter praticado o ato racista conhecido como “blackface”. O caso aconteceu em outubro e atingiu repercussão nacional com a imagem do homem e da mulher vestidos com peruca crespa e a pele pintada com tinta preta. A “caracterização” foi a escolha da dupla para participação em um evento promovido pela igreja evangélica que frequentam no Quissamã.

As advogadas Cintia Silva Xavier que preside a Comissão e Sandra Fernandes dos Santos Coutinho explicaram que esse procedimento tem por objetivo a análise do caso e a convocação da igreja para identificação do casal e um pedido de retratação pública, através das redes sociais, tanto da igreja quanto das partes.

“A população negra precisa buscar seus direitos e denunciar práticas racistas. É um absurdo que, ainda hoje, pessoas pensem que ser negro é uma brincadeira ou motivo de chacota. Se eles soubessem o que é ser negro todos os dias, eles não teriam feito isso. É difícil ser negro no Brasil com tantas atitudes racistas vinda de todos os lados. Nós vamos analisar o pedido feito pelo Movimento Negro Unificado e vamos aplicar as sanções pertinentes em lei”, pontua a Dra. Cintia.

A utilização de características físicas de pessoas negras por pessoas brancas é conhecida como Blackface. Praticada há anos, tem como principal motivação a ridicularizarão de pessoas negras para entretenimento de brancos. Ganhou força em um período em que negros eram proibidos de acessar locais públicos, incluindo teatros, estereotipando o comportamento dos negros apenas por diversão.  

Entenda o caso

No dia 23 de outubro a igreja evangélica que o casal frequenta promoveu uma festa à fantasia. A dupla escolheu por se fantasiar com peruca crespa e a pele pintada com tinta preta. Nas redes sociais publicaram fotos interagindo com outros membros da igreja, “sorrindo e brincando.” Logo as fotos foram compartilhadas e ganharam destaque negativo na rede e na imprensa nacional. A igreja que promoveu a festividade se manifestou por meio de nota. Informaram que “os participantes foram vestidos de fantasias escolhidas a critério de cada um, individualmente” e que “as partes envolvidas não tinham conhecimento do que é “blackface”, portanto. Fizeram suas fantasias sem a intenção de serem racistas.”

O Movimento Negro Unificado de Petrópolis e o Conselho Municipal da Promoção e Igualdade Racial repudiaram o ato. A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara de Vereadores (CMP) também se manifestou e elaborou uma notícia-crime que foi protocolado no Ministério Público do estado do Rio de Janeiro (MPRJ). 



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