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Órgãos se unem para preservação da onça parda

Foto – Antonio Carlos Barros de Carvalho

Órgãos municipais, estaduais e federais estão unidos para a preservação da onça parda, animal natural da Mata Atlântica que cerca nossa região. O aparecimento de um espécime na área rural do Brejal, na Posse, despertou a necessidade de se montar uma força tarefa para a educação ambiental na localidade. Nesta terça-feira (04.02), representantes de diversas instituições se reuniram com os moradores para orientar sobre a necessidade de se preservar a onça parda e buscar soluções para manter o animal afastado das áreas habitadas. 

As invasões do homem nas áreas de mata, incêndios que reduzem a fauna e até mesmo a caça proibida, são apontados como fatores para o aparecimento das onças pardas em áreas rurais e até mesmo urbanas. Desde o segundo semestre de 2019, tem se registrado ataques de um espécime em criações de animais de propriedades do Brejal, como porcos, cabras e patos.

“Com a redução de animais da cadeia alimentar da onça pelos fatores citados, ela está em busca de alimentos”, explicou o biólogo Dione Storck, da Coordenadoria de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde.

O biólogo faz parte da força tarefa que vem acompanhando a situação do Brejal. Segundo Dione, a área em questão era dominada por uma outra onça que não atacava as criações, mas o animal foi encontrado morto. Com isso, esta nova onça parda passou a dominar a área. "Por isso não adianta matar a onça, pois outro animal aparece para dominar a área", ressaltou. “Os avistamentos desses animais podem ser até visto de forma positiva. Toda essa movimentação é um possível indicador de regeneração ecológica da fauna local,” completou o Storck.

A reunião aconteceu no PSF do Brejal e foram discutidas as possíveis metodologias que devem ser tomadas para evitar os conflitos e para que os animais domésticos em cativeiros não sirvam de alimentos para onça parda. Medidas simples como telagens reforçadas impedindo a entrada do animal, sensores de movimentos com dispositivos sonoros ou luminosos e recolhimento à noite dos animais em criadouros para locais fechado, foram algumas sugestões apresentadas.

“Com medidas simples como estas podemos conviver em harmonia com os animais silvestres, respeitando-os e entendendo que todos fazemos parte do mesmo ambiente”, disse Dione Storck. 

O próximo passo será a visita de casa em casa para a conscientização da comunidade sobre a necessidade de preservação da onça e orientação aos moradores para impedir que os animais ataquem as criações.

A Força Tarefa para Conservação das Onças Pardas está sendo formada por representantes do INEA/Superintendência do Piabanha, Reserva de Biológica de Araras, Refúgio de Vida Silvestre Estadual da Serra da Estrela, ICMBio / Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Área de Proteção Ambiental de Petrópolis, Reserva Biológica do Tinguá, Posto de Polícia Técnica e Científica da Polícia Civil de Petrópolis, Coordenadoria de Vigilância Ambiental, Secretaria de Meio Ambiente, Coordenadoria de Bem Estar Animal e o Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis.

 

 



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