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  Covid-19


 

Orientações para crianças durante quarentena

Psicóloga afirma que os pais precisam manter a calma

Camila Caetano – especial para o Diário


 A pandemia causada pelo novo coronavírus e a ordem de isolamento social fez que com que houvesse a paralisação parcial de muitos setores da sociedade. Um deles foi a antecipação das férias escolares, que são, na verdade, uma ordem de quarentena. Por isso, as crianças têm torcido pelo retorno das aulas e para que a pandemia termine logo.

Apesar do público de maior risco e a taxa de mortalidade ser maior entre os idosos, a medida se deu pela fácil transmissão e contaminação que a covid-19 apresenta. Por exemplo, uma criança pode contrair o vírus, não apresentar nenhum sintoma e transmitir para os seus avós, e a situação pode vir a ser grave, e muitas vezes, fatal.

Isabella Gelli, Psicóloga e Neuropsicóloga Terapeuta Cognitivo-Comportamental, conta que agora, devido aos medos causados pelo novo coronavírus, a sensação de férias já começou a se desfazer até mesmo no imaginário infantil.

- Na primeira semana, a quarentena realmente teve um clima de férias para as crianças, que antes não tinham muita noção do que estava acontecendo, pois todos nós estávamos nos adaptando. Agora, enxergando a realidade da quarentena, essa sensação de férias começa a se desmanchar e entrar em uma realidade um pouco mais dura, onde vai surgindo o tédio – diz Isabella, que destaca:- o tédio é tanto para os pais, quanto para as crianças,  por terem que ficar presas dentro de casa. Também surge a preocupação com a escola, e isso é um grande desafio pros pais, que têm que conciliar a rotina de teletrabalho ao cuidado com os filhos, mas também, é um desafio para as crianças que nunca viveram nada parecido – salienta.

Na tarde de ontem, os estudantes Daniel Mariano e Caio Rodrigues, de 11 e 8 anos, respectivamente, disseram que estão torcendo para que pandemia passe logo e para que as aulas voltem, já que estas férias, não estão sendo as férias normais.

- Essas férias estão sendo muito ruins, pois nós não podemos brincar na rua, só podemos ficar dentro de casa. Também não podemos ir pra escola, e depois, no final do ano, vamos ter que estudar ao invés de poder passar mais tempo com as nossas famílias – diz Daniel, que ressalva: estou torcendo para que essa pandemia passe logo, pra nós podermos voltar ao normal – destaca ansioso.

Caio concorda com Daniel, e diz:- tenho lavado as mãos e passado álcool em gel, mas mesmo assim está muito ruim, pois não podemos brincar – revela torcendo para que isso tudo acabe logo.

A psicóloga salienta dizendo que tanto para os adultos, quanto para as crianças, é necessário aproximar, o máximo possível, a rotina de quarentena ao dia-a-dia que se tinha antes da ordem do isolamento social, além disso, para que os filhos tenham calma, é preciso que os pais transmitam isso para eles.

- Em um momento desses é mais importante ainda ter uma rotina com horários pra acordar, horários pra dormir, pra fazer as refeições e um horário em que a criança vá fazer as tarefas da escola. A rotina tem que ser mais próxima o possível de quando não estavam de “férias”. Além disso, as crianças precisam de estabilidade. Os pais precisam manter a calma ao máximo, pois as crianças veem os adultos como um espelho, e a forma com que eles estão lidando com isso, diz muito sobre como as crianças vão lidar – destaca.

Isabella finaliza dizendo que é bom utilizar esse período para reforçar os vínculos, para conversar sobre as coisas da vida, sobre os sentimentos das crianças, e estar presente afetivo e emocionalmente.

-É um momento para estabelecer conexão - conclui.



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