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  Outubro Rosa

 

 

Outubro Rosa: Campanha de Prevenção ao Câncer de Mama começa terça-feira

Wellington Daniel

Já começa na terça-feira (01) a campanha Outubro Rosa, de prevenção e combate ao câncer de mama. A Associação Petropolitana dos Pacientes Oncológicos (APPO) abrirá o mês com um jantar, que será o pontapé inicial da mobilização. Três representantes da instituição conversaram com a equipe do Diário de Petrópolis sobre a questão.

Neste ano, a APPO ainda realizará cerca de 50 palestras em vários locais, uma caminhada no dia 5, o chamado Dia D e terá uma barraca de camisas e adesivos na Praça Dom Pedro. A administradora Isabella Limonge Szanto explicou um pouco mais sobre as campanhas de arrecadação para auxílio da casa.

- A principal forma de captação de recursos aqui da APPO é o nosso telemarketing. Hoje temos seis funcionárias que ligam para moradores aqui de Petrópolis e pedem contribuição, o quanto a pessoa puder oferecer naquele momento. E também não é obrigatória mensalmente, mas só quando a pessoa pode realizar. Temos também bazar, onde recebemos doações de roupas e sapatos, e a feira de livros que também é por doação. Nestas duas, toda renda arrecada é para a Casa de Apoio – disse.

Além do mantimento da casa, outros eventos são realizados para arrecadação de recursos para a campanha do Outubro Rosa. Dentre eles, o jantar.

- Também fazemos eventos, como o Chá Rosa e o Jantar Rosa. O foco é para arrecadação de recursos para gente e a abertura da campanha do Outubro Rosa. Esta é a parte fundamental aqui da casa, a conscientização da população sobre a prevenção e detecção precoce do câncer. Ainda montamos barraca de camisas e feira de apoio, que acontece na Praça dom Pedro durante todo o mês de outubro – afirmou Isabella.

Desde setembro, outros setores também estão planejando ações para a data. A CasaWes, que é uma parceria entre a Associação em Defesa dos Contribuintes da Previdência Social de Petrópolis (ADEPREV) e a Igreja Metodista Wesleyana, com auxílio do Petrópolis Associação Solidária, está realizando exames gratuitos de detecção da doença.

- A organização é da CasaWes, a Igreja Metodista Wesleyana junto com a ADEPREV. E também o Petrópolis Ação Solidária está dando apoio a esta campanha. Estamos visitando as igrejas, chamando as pessoas para agendar o exame simples para ver se tem alguma alteração. Quando vemos que há algo a mais, encaminhamos para um exame mais aprofundando. Estamos também dando suporte a campanha da APPO – afirmou Luís Tenório, represente do Petrópolis Associação Solidária.

Os interessados podem entrar em contato nos seguintes endereços e telefone: Rua Alberto Torres, 67, no telefone (24) 2237-0575; Rua João Farias, 446 com o número (24) 2242-3064; e na Rua Figueira de Melo, 40 através do (24) 2231-0143.

O exame inicial é primordial, segundo a psicóloga da APPO, Aline Barbosa. Quanto mais cedo a doença for detectada, maiores são as chances de cura. O tratamento também não será tão intenso.

- O estágio inicial ainda não é palpável. Só é descoberto na mamografia e, às vezes, na ultrassonografia quando o médico prescreve simultaneamente. E quanto mais cedo, mais chance de cura. A intervenção também tende a ganhar. Temos um número muito grande de mulheres que descobrem no autoexame. Não é ruim, porque no estágio 2, considerado ainda inicial, ele já é palpável. Mas queremos ainda lá no estágio onde ele não é nem palpável – explicou.

A psicóloga ainda explica que, apesar de muitos anos de campanha, há dificuldades relacionadas ao medo que muitas mulheres ainda sentem na realização do exame.

- Temos algumas dificuldades na questão da saúde pública, na questão do acesso, mas nos deparamos ainda a uma questão relacionada ao medo. Costumo dizer que, quem procura acha, e se achar mais cedo, melhor ainda. Só que infelizmente o medo de realizar a mamografia e detectar um câncer ainda existe e a própria falta de prioridade em relação ao autocuidado – disse.

A APPO realiza um trabalho de prevenção, detecção e suporte aos pacientes e familiares desde 1992. Começou com um grupo do Centro de Terapia Oncológica (CTO). A associação também orienta aos pacientes sobre seus direitos e utiliza a recepção calorosa como forma de auxiliá-lo.

- A boa recepção é fundamental. O paciente já está num momento mais fragilizado, onde ele está passando por uma situação completamente nova, mas que traz para ele uma sensação de vulnerabilidade e incertezas. Se ele se depara com uma recepção nada calorosa e triste, ele sairá ainda mais triste. O acolhimento faz parte do processo terapêutico – afirmou a psicóloga.

Aline Barbosa ainda explica que há fatores externos que são possíveis de controlar. Para isso, é importante mudar algumas coisas da rotina.

- Os fatores externos que conseguimos controlar: alimentação, atividade física, exposição à radiação solar, ingestão de bebida alcoólica, fumo e outros tipos de drogas. Nossas palestras deste ano estão focadas em prevenção, detecção precoce e tratamento – explicou.

A funcionária da associação, Rosilene Vital, é chamada de “vitoriosa”, pois venceu um câncer de mama. Ela descobriu a doença no estágio 2 e conta que a APPO lhe deu um apoio importante.

- A experiência foi péssima, você pegar o diagnóstico de um câncer não é uma coisa boa. Na época, a APPO existia, mas eu vim depois. Tive suporte total da associação. Descobri de 2010 para 2011 e através de uma amiga minha, em comum, fazendo quimioterapia, fiquei sabendo da casa. A APPO foi essencial para mim, principalmente no apoio. Na época, convivi com pessoas que passaram por tratamento e trabalhavam aqui. Foi um suporte de pensar que, se estas pessoas venceram, eu também venceria – concluiu.

 



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