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  Educação

Pandemia: Sinpro denuncia uso de espaços para atividades com crianças

Sindicato dos professores faz alerta aos pais e responsáveis sobre riscos

Jaqueline Ribeiro - especial para o Diário

 

Com posicionamento contundente em relação a retomada das aulas presenciais em unidades escolares somente após a confirmação de uma vacina ou medicação comprovadamente eficaz contra a covid-19, o Sindicato dos Professores de Petrópolis e Região (Sinpro-Petrópolis) denunciou ao Conselho Municipal de Educação na terça-feira (06.10)  o uso de espaços de academias e casas particulares para atividades com crianças e adolescentes em Petrópolis. As aulas presenciais nas redes pública e privada estão suspensas desde 17 de março por força de um decreto municipal.  A medida anunciada pelo prefeito Bernardo Rossi no dia 13 de março, tem o objetivo de conter a proliferação do novo coronavírus, evitando a propagação da covid-19.      

- Estamos denunciando pessoas que sem condições mínimas e de forma totalmente ilegal e inescrupulosa estão usando academias de ginástica e casas particulares para “darem aula” ou “monitorarem” crianças e adolescentes em Petrópolis. Trata-se de crime, pois nossa legislação não permite, por motivos óbvios que nossas crianças tenham aula sem acompanhamento devido e profissional de professores - afirma o coordenador Geral do Sinpro, Frederico Luiz Marmo Fadim.

O coordenador explica que o caso foi informado ao Conselho Municipal de Educação da cidade.   -  Informamos essa barbaridade ao COMED, que por sua, nos disse que a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Educação já estão coibindo tal modalidade de “educação - pontua.

O Sindicato alerta que a prática é um retrocesso e põe em risco crianças e adolescentes.

-Estamos  alertando pais e responsáveis  sobre a gravidade que seria deixar as crianças e adolescentes sob a guarda de pessoas incapazes e irresponsáveis, em todos os sentidos. O uso de tal prática é um retrocesso de mais um século em nossa história, pois a educação é uma atividade com regras e legislação próprias e devidas, que incluem o acompanhamento profissional e humano de pessoas capazes para tal. A pandemia não pode ser uma causa para que atividades ilegais e perigosas sejam praticadas - afirma.

O coordenador destaca que o Sinpro não vai aceitar que os estudantes e crianças sejam postas em risco e está a disposição para receber denúncias sobre práticas irregulares.  -Em caso de dúvida a orientação é para que a pessoa nos procure e denuncie essa prática. Educação é coisa séria e não quebra-galho - afirma Fadim. Denúncias pode ser encaminhadas ao sindicato pelo  celular do Sinpro:  99217-5732 ou pelo e-mail diretoria@sinpropet.org.br

Questionada em relação a denúncia do Sinpro a prefeitura emitiu a seguinte nota:

- Ainda não há data para retorno das aulas em Petrópolis. A liberação só vai ocorrer quando houver a certeza de segurança para a comunidade escolar devido ao perigo de contaminação da covid-19. A pandemia ainda não acabou. As medidas de restrição são necessárias e o objetivo do poder público é o de salvar vidas. O uso desses espaços (academias de ginástica / residências particulares) não são autorizados a funcionar como escolas. A Secretaria de Educação não possui competência e poder para promover fiscalização nesses locais. A SED encaminhou a denúncia para os órgãos municipais competentes, que farão a devida ação para coibir a prática ilegal - diz a prefeitura em nota.

Questionada em relação a atuação dos citados "órgãos municipais competentes", o município informou que a fiscalização será feita pela Secretaria de Segurança e Ordem Pública, Procon e Vigilância Sanitária.

 

 

 



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