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  Cidade

Patrimônio Histórico de Petrópolis

Cidade possui dezenas de ruas tombadas, além de rios, obras de arte e árvores

 

João Vítor Brum, especial para o Diário - Fotos Arquivo

 

No próximo sábado (17), será celebrado o Dia do Patrimônio Histórico Nacional, e, como uma forma de marcar a data, o Diário esteve em importantes conjuntos arquitetônicos da cidade que tiveram seus abandonos evidenciados nas páginas do jornal ao longo do último ano. Prédios como o Palácio dos Correios e o campus do Cefet - onde funcionava o antigo Fórum - estão entre os espaços destacados nesta reportagem e se tornaram símbolos do abandono da história petropolitana.

O Dia do Patrimônio Histórico foi criado em 1998, homenageando o centenário do nascimento do advogado, escritor e jornalista Rodrigo Melo Franco de Andrade, primeiro presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em 2019, Rodrigo completaria 121 anos.

- Nada se constrói do zero. O passado é a base para o presente, que ilumina o futuro. Falta interesse público e uma visão ampliada sobre a importância de nossa memória cultural – disse Myriam Born, presidente da AMA Petrópolis, Associação de Moradores e Amigos do Centro Histórico, em entrevista recente ao Diário.

Entre respostas vagas - ou a completa ausência delas -, previsões não concretizadas e orçamentos milionários, o abandono do Patrimônio Histórico petropolitano é evidente. Há, claro, muitos imóveis em bom estado de conservação, em especial aqueles que não são de propriedade de alguma esfera do poder público ou entidade de abrangência nacional.

 Mais de 40 ruas da cidade possuem espaços tombados

Grande parte dos imóveis localizados no Centro Histórico, além de árvores e rios, são tombados pelo Iphan, que é responsável pela fiscalização do estado dos mesmos e pela autorização de alterações nos locais. Além do órgão, há também os tombamentos realizados pelo Inepac (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural).

Os órgãos são responsáveis pelos tombamentos de imóveis de, pelo menos, 40 ruas da cidade, desde a primeira inscrição, em 1937, além de no mínimo 13 inclusões ao longo do último século.

Entre os espaços tombados pelo Iphan e pelo Inepac, estão importantes vias da cidade, como as Avenidas Koeler, Ipiranga e Piabanha, as Ruas do Imperador, Montecaseros, Doutor Sá Earp, assim como as Praças Rui Barbosa, Princesa Isabel e Visconde de Mauá, além de outros espaços públicos.

Também são considerados elementos dos tombamentos: muretas, guarda-corpos, árvores plantadas às margens dos rios, pontes, etc. O painel doado por Djanira da Mota para o Liceu Municipal Cordolino Ambrósio também faz parte do patrimônio e está aguardando restauração.

Há, no total, 16  rios tombados ao redor da cidade, sendo o Piabanha e cinco afluentes; o Quitandinha e cinco nascentes que deságuam no mesmo; e o Palatino (antigo Córrego Seco) e mais três afluentes.

 Cefet já investiu mais de R$ 1 milhão no campus Petrópolis

O prédio do Cefet, inaugurado em 1859, já abrigou, além do Fórum, uma Delegacia, quartéis do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar e a coletoria estadual. Hoje, o espaço histórico, localizado no número 971 da Rua do Imperador, conta com janelas quebradas, molduras de janelas soltas, grades danificadas, entre outros problemas.

Questionado, o Cefef informou que, desde a inauguração do campus, em setembro de 2008, a instituição já investiu mais de um milhão de reais em obras específicas de conservação e manutenção do prédio.

Entre elas, a reforma completa do Bloco B, que custou cerca de 400 mil reais e foi concluída em 2013, e o serviço de reforma e restauração do conjunto de telhados do campus, que fez reparos nas estruturas de sustentação, telhas e calhas.

Este último, concluído em 2018, foi a ação mais importante realizada, porque todos os problemas na fachada do prédio são relacionados a processos de deterioração ocorridos devido aos diversos pontos de infiltração que a edificação apresentava.

Além dos investimentos em obras específicas, o Cefet tem um custeio anual com serviços de manutenção que gira em torno 150 mil reais para o espaço. Por meio de um novo contrato de manutenção, está sendo realizado um serviço de vidraçaria, que faz a reposição de vidros danificados.

Entretanto, devido ao contingenciamento de verbas, o campus não dispõe de recursos para a contratação de uma empresa especializada que possa fazer a recomposição dos vidros na sua originalidade, assim como o devido restauro dos elementos arquitetônicos da fachada e a sua pintura.

Também foi instalado um serviço de dados e voz e um circuito fechado de TV, que conta 92 pontos de câmeras internas e externas.

A conservação do prédio está atrelada ao convênio que foi celebrado entre o estado do Rio do Janeiro e o município de Petrópolis, que fez a cessão ao governo federal para a instalação do campus Petrópolis. Embora a cessão não preveja que o investimento em manutenção seja do Cefet/RJ, a instituição tem feito investimentos regulares para a manutenção e conservação do prédio.

Ainda neste ano, a modernização da casa de força e a substituição do transformador serão realizadas, um investimento de cerca de 230 mil reais, e posteriormente investirá no refazimento de toda parte elétrica do prédio.

 A partir da emenda ao orçamento apresentada pelo deputado federal Glauber de Medeiros Braga, no valor de 600 mil reais, o campus também realizará a compra e a instalação de elevadores e outros itens de acessibilidade. A previsão é que a obra seja concluída no início de 2020. Há, ainda, a captação futura de recursos para restauração e pintura da fachada.

 Às vésperas de completar 97 anos, Palácio dos Correios aguarda reforma

Em novembro deste ano, o Palácio dos Correios de Petrópolis completa 97 anos, enquanto aguarda sua tão necessária revitalização. O abandono do espaço chama a atenção de pedestres que passam por ali todos os dias, com janelas quebradas, pichações em toda a edificação, grades quebradas e caídas nos cantos, pedaços de reboco soltos e mato em pontos do espaço.

A porta principal do imponente prédio, com acesso à Rua do Imperador, está fechada há 14 meses, assim como o salão principal. Desde então, a entrada para carros, na Rua Epitácio Pessoa, também é usada por pedestres.

De acordo com os Correios, o processo para autorização de execução da obra já está em andamento, mas ainda sem previsão para iniciá-la. A partir do momento em que for iniciada, a obra deve durar 24 meses até ser concluída.

 



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