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  Segurança

Petrópolis é a segunda cidade menos violenta do Rio de Janeiro

Eric Andriolo

 

 
 

O município de Petrópolis é a segunda cidade menos violenta do Rio de Janeiro, e a 42ª no Brasil, entre as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes. Os dados são do Atlas da Violência, do Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A cidade fluminense com menos homicídios é Teresópolis, que está em 10º lugar no ranking nacional.


A tabela do estudo leva em conta a soma de taxa de homicídios e de mortes violentas por causa indeterminada (MVCI). Petrópolis, com sua população de 298 mil pessoas, tem uma taxa 9,4 homicídios para cada 100 mil habitantes, e taxa de MVCI igual a 4 para cada 100 mil habitantes.


A cidade grande mais segura do Brasil é Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, com 3,1 homicídios e 1 MVCI para cada 100 mil habitantes. A mais violenta do Brasil é Altamira, do Pará, que tem 105 homicídios e 107 MVCI para cada 100 mil habitantes.


O estudo trouxe mais informações alarmantes sobre a quantidade de homicídios no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2015 houve 59.080 homicídios no país (28,9 para cada 100 mil habitantes). Este número de homicídios consolida um aumento de 10,6% desde 2005.


O levantamento utilizou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério da Saúde.


O relatório também destaca que as diferenças econômicas e o crescimento desordenado são fatores importantes que afetam o aumento da violência. Essa conclusão vem da comparação entre cidades que tiveram resultados diferentes.


“Um crescimento rápido e desordenado das cidades (como aconteceu em Altamira, no rastro da construção da Usina de Belo Monte) pode ter sérias implicações sobre o nível de criminalidade local.”

Políticas públicas são responsáveis

O relatório destaca quatro formas como o crescimento econômico afeta a violência. Uma delas é o aumento da oferta de postos de trabalho, que faz diminuir os incentivos a favor do crime. O estudo diz que a diminuição de 1% no desemprego reduz em 2,1% a taxa de homicídios.


Por outro lado, outra forma como o crescimento econômico afeta a violência é o tráfico de produtos ilícitos. Segundo o estudo, a maior circulação de dinheiro em pequenas cidades, principalmente no Norte e Nordeste, atraiu mercados de drogas ilícitas, aumentando a violência.


O terceiro aspecto é a desorganização social causada pela migração de trabalhadores em busca de oportunidades, que sobrecarrega cidades industrializadas, aumenta a quantidade de crimes e a probabilidade de fuga do criminoso. Isso acontece quando a cidade cresce sem que o poder público acompanhe as novas áreas, criando favelas e comunidades desordenadas.


O quarto aspecto é a falta de sistemas preventivos, como as políticas de segurança pública, educação, assistência social, cultura e saúde.

Negros são mais afetados

O estudo também mostra que existe desigualdade entre negros e brancos quanto à probabilidade de ser assassinado. A taxa de homicídios da população negra superou em quase 2,5 vezes o restante dos brasileiros em 2015. Essa diferença está aumentando. Enquanto a taxa de homicídios dos não negros caiu 12,2% entre 2005 e 2015, a dos negros subiu 18,2%.



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