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  VIOLÊNCIA

Petrópolis registra queda nos registros de violência doméstica

Na contramão da maioria dos municípios do Estado, Petrópolis tem registrado queda no número de registros referentes a violência doméstica, nesse período de isolamento social. Segundo levantamento preliminar realizado pela delegada Juliana Ziehe, no período que compreende os dias 10 e 24 de março, foram comunicadas 20 ocorrências referentes a Lei Maria da Penha, contra 36 no mesmo período de 2019.

No entanto, a delegada frisa que, neste momento, seria precipitado fazer uma análise dos números, o que só será possível quando a situação estiver normalizada. "Só então poderemos fazer um estudo mais adequado deste fenômeno. Por enquanto, é difícil saber o motivo das pessoas terem deixado de registrar esse tipo de ocorrência".

O medo de sair de casa por conta dos riscos de contaminação, pode ser um dos fatores, mas, Juliana Ziehe, ressalta que a orientação é de que as pessoas fiquem em casa, porém, prisões em flagrante e crimes de lesão corporal previstos na Lei Maria da Penha estão sendo registrados. "A Polícia Civil continua trabalhando e realizando esses boletins, presencialmente, nas delegacias. Apenas os crimes de menor potencial ofensivo, como aqueles que são destinados aos Juizados Especiais, estão sendo feitos pelo sistema de Delegacia online", explica a delegada.

Por outro lado, o Plantão Judiciário Estadual registrou um aumento considerável neste tipo de crime. Foi percebido um acréscimo de 50% no número de casos registrados desde o início do isolado. As mulheres vítimas de Violência Doméstica, representam cerca de 70% da demanda diária.

Em Petrópolis, além das delegacias, as mulheres contam ainda com o Centro de Referência em Atendimento a Mulher, porém, ocorrências graves não foram comunicadas. O órgão disponibiliza o telefone (24) 98839-8387 no caso de emergências. A equipe de plantão está pronta para esclarecer dúvidas.

Na semana passada, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, já havia manifestado preocupação com a possibilidade do aumento da incidência no Brasil, durante o período de isolamento por conta da pandemia.

Nas redes sociais, ela pediu ajuda para divulgar o Ligue 180, para violações contra mulheres e o Disque 100 para casos que envolvem crianças e idosos.



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