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  Cidade

Petrópolis se torna assunto nacional por três vezes em menos de uma semana

Wesley Fernandes - especial para o Diário, com informações da Agência Brasil/Fotos arquivo

 

A cidade de Petrópolis se tornou pauta em inúmeros veículos de comunicação de relevância nacional por três vezes em menos de uma semana, entretanto, desta vez, de forma negativa. Tudo começou na sexta-feira (12) com a divulgação de um vídeo nas redes sociais mostrando uma técnica de enfermagem aplicando uma vacina de vento em uma idosa. Logo em seguida, na terça-feira (16) Petrópolis voltou a ser assunto com a divulgação de que uma nova variante do covid-19, ainda mais letal, teria sido registrada na cidade. Ainda na terça, agora em âmbito político, o município ganhou destaque em todo o país depois que Daniel Silveira, deputado federal, foi preso em Araras, após divulgar um vídeo com discurso de ódio e ataques aos ministros do Supremo Tribunal Federal.

O primeiro caso que propagou o nome da cidade foi registrado na sexta-feira (12) em um drive-thru montado pela Secretaria Municipal de Saúde no Centro para aplicação da vacina contra a covid-19. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostrando uma técnica de enfermagem aplicando uma vacina de vento chocou os brasileiros. Nas imagens, a profissional aparece com dificuldades para retirar a agulha. É quando um parente da idosa aconselha que seja buscada outra seringa. A profissional, então, retorna com a seringa vazia, cheia apenas de ar, e aplica na idosa.

Depois da repercussão,  a Prefeitura de Petrópolis confirmou o caso e abriu uma investigação interna, além de levar o caso à Polícia e ao Conselho Regional de Enfermagem. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que tomou todas as medidas ao saber do caso. De acordo com a pasta, uma equipe entrou em contato com a família imediatamente e a idosa foi vacinada, desta vez de verdade, no sábado (13).

"A Secretaria de Saúde esclarece que tratou-se de caso isolado. Mantém o controle das vacinas e cobra o registro de qualquer ocorrência durante a vacinação.Logo que recebeu a denúncia, o governo municipal imediatamente comunicou o caso à Polícia Civil, que instaurou procedimento para apurar o caso. O governo segue colaborando com as investigações a fim de esclarecer integralmente os fatos", diz parte do texto enviado pela Prefeitura.

Quatro dias depois, a divulgação de que uma nova variante do covid-19, ainda mais letal, teria sido registrada na cidade também levou Petrópolis a ser manchete nos principais veículos de comunicação do Brasil. Entretanto, poucas horas depois, a Secretaria Estadual de Saúde desmentiu a informação e esclareceu a confusão acerca do caso.

O paciente citado tem 30 anos e, apesar de ser petropolitano, mora há mais de quatro anos no Rio de Janeiro, local onde foi realizado todo o atendimento e onde ele também cumpriu o período de isolamento. O homem já morou na cidade serrana, mas não esteve recentemente na cidade.

“Não temos nenhum caso confirmado de novas variantes em Petrópolis, mas sabemos que o vírus está circulando pelo país desde outubro. Por isso, incluímos a informação na ficha que é preenchida por todos os pacientes que buscam atendimento nas redes pública e privada”, explicou o secretário de Saúde, Aloísio Barbosa da Silva Filho.

Por fim, agora em âmbito político, a prisão do deputado federal Daniel Silveira, em Araras, também ganhou destaque na imprensa nacional e internacional. O bolsonarista foi detido no inquérito aberto em 2019 para apurar ameaças contra os ministros do STF após ter divulgado um vídeo em que, segundo decisão do ministro Alexandre de Moraes, “ataca frontalmente” os ministros da Corte.

“As manifestações do parlamentar Daniel Silveira (PSL-RJ), por meio das redes sociais, revelam-se gravíssimas, pois, não só atingem a honorabilidade e constituem ameaça ilegal à segurança dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como se revestem de claro intuito visando a impedir o exercício da judicatura, notadamente a independência do Poder Judiciário e a manutenção do Estado Democrático de Direito”, escreveu Moraes em sua decisão.

O deputado foi levado para a sede regional da Polícia Federal (PF), onde estava custodiado, de onde foi transferido para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói, na quinta-feira (18).

Na noite de sexta-feira (19), a Câmara dos Deputados manteve, por 364 votos a favor, 130 contra e 3 abstenções, a prisão de Daniel. De acordo com a Constituição Federal, deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por opiniões, palavras e votos e não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nestas situações, os autos são remetidos à Câmara ou ao Senado para que a maioria absoluta da Casa (no caso 257 deputados) decida, em voto aberto, sobre a prisão.

 

 

 



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