Edição anterior (2620):
segunda-feira, 10 de janeiro de 2022
Ed. 2620:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2620): segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Ed.2620:

Compartilhe:

Voltar:


  Economia

Petrópolis tem o nono maior PIB do estado

Soma de todos os bens e serviços do município atingiu o maior patamar na série histórica do IBGE: R$ 13,6 bilhões

 


 Foto: Alcir Aglio

Rômulo Barroso – especial para o Diário de Petrópolis

O PIB (Produto Interno Bruto) de Petrópolis cresceu 6,91% em 2019 em relação ao ano anterior, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A soma de todos os bens e serviços do município ficou em R$ 13.643.577,91, o maior patamar da cidade na série histórica desde 2002. Os dados foram divulgados em dezembro.

O aumento do PIB em Petrópolis é bem maior do que o registrado em todo país e no estado. Os dados, revisados pelo IBGE em novembro, mostram que o país cresceu 1,2% em 2019. Já o Rio de Janeiro subiu 2,77% de 2018 para 2019.

O resultado alcançado por Petrópolis em 2019 reverteu a variação negativa de 0,44% que a cidade viveu de 2017 para 2018. Vale lembrar que foi o último ano antes da pandemia, quando todas as atividades puderam funcionar sem restrições.

Setor de serviços se destaca, mas maior crescimento é na indústria

No cálculo do PIB dos municípios, o IBGE considerou quatro áreas econômicas: agropecuária, indústria, serviços e administração pública/seguridade social. Também é somado o valor arrecado com impostos.

O maior destaque de Petrópolis ficou com serviços, que somou quase R$ 6,5 bilhões. Isso significa que quase metade (47,46%) de toda a riqueza do município ficou concentrada nessa área. Em 2019, esse setor viu um crescimento de 5,88%.

No entanto, o maior crescimento foi na indústria. Por aqui, o setor industrial fica em segundo lugar em participação no PIB municipal. Com R$ 3,2 bilhões, essa área responde por 23,62%. Em relação ao 2018, houve um crescimento de 12,85%. Esse resultado semelhante ao caminho trilhado por outros municípios que viram forte crescimento nas últimas duas décadas.

De acordo com o IBGE, Maricá foi a cidade fluminense que mais cresceu a participação no PIB nacional em entre 2002 e 2019, impulsionado pela indústria do petróleo. Com a exploração do pré-sal, o município saltou de uma arrecadação de R$ 600 milhões para R$ 4,3 bilhões em nove anos.

Enquanto isso, outros locais, como a capital, encolheram a participação na indústria. E como consequência, a cidade do Rio de Janeiro diminuiu o peso no PIB brasileiro: passou de 6,3% para 4,8% de 2002 para cá. Apesar disso, continuar como o segundo município mais rico do país, atrás apenas de São Paulo.

"No Rio de Janeiro, a atividade de extração de petróleo tem uma grande relevância. Como outros municípios fluminenses também se destacaram nessa atividade, a capital acabou perdendo participação nesse período", explica o analista de Contas Nacionais do IBGE, Luiz Antonio de Sá.

Administração pública e agropecuária

De acordo com o IBGE, quase metade das cidades brasileiras teve como principal atividade econômica em 2019 a administração pública. Bem diferente do que acontece em Petrópolis. O setor público por aqui representou 16,52% do PIB municipal (R$ 2,2 bi).

Os impostos movimentaram R$ 1,6 bilhão na cidade, tendo um peso de 12,01% no PIB local.

Já a agropecuária foi o que teve menor participação no PIB, apenas 0,37%. Em 2019, foi menor ainda do que no ano anterior e fechou com R$ 50 milhões de movimentação econômica.

Ranking estadual e nacional

Entre os 92 municípios do Rio de Janeiro, Petrópolis tem o nono maior PIB do estado. A capital fica disparada em primeiro lugar, com quase R$ 355 bilhões. Na sequência aparecem Niterói (R$ 46 bi), Duque de Caxias (R$ 45 bi), Maricá (R$ 37 bi), Campos (R$ 29 bi), São Gonçalo (R$ 18 bi), Nova Iguaçu (R$ 17 bi) e Macaé (R$ 15 bi).

Já no cenário nacional, Petrópolis aparece na 83ª posição. Entre as 100 maiores cidades do país, 58 são do Sudeste. Juntas, esses 58 municípios somam 35,3% do PIB do Brasil.

"Essa predominância dos municípios do Sudeste fica bem evidente nesse recorte. Essa realidade também é ligada à formação histórica do país e, como não surgiu de uma hora para outra, também não é reduzida de repente. O perfil de concentração está muito arraigado dentro da distribuição do PIB", comenta Luiz Antonio de Sá.

 


 



Edição anterior (2620):
segunda-feira, 10 de janeiro de 2022
Ed. 2620:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2620): segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Ed.2620:

Compartilhe:

Voltar: