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Petrópolis vai sediar encontro da ONU sobre escolas seguras e cidades resilientes
Município foi escolhido pelo pioneirismo e resultados do Defesa Civil nas Escolas

Petrópolis foi selecionada para sediar o encontro das Organização das Nações Unidas (ONU) sobre escolas seguras e cidades resilientes no Brasil. O anúncio oficial da escolha aconteceu nesta semana e teve como motivo o trabalho desenvolvido pela atual gestão municipal no Defesa Civil nas Escolas. O programa, que é pioneiro no país, reuniu mais de 20 mil alunos em 631 atividades no primeiro semestre deste ano. Graças a essa proposta de trabalhar a prevenção de desastres em sala de aula, a cidade também está alinhada à estratégia internacional de redução do risco de desastres da ONU.

Além de Petrópolis, o encontro da ONU – que será realizado em março de 2020 – vai reunir experiências realizadas em Campinas, São José do Rio Preto, Vinhedo e Itatiba sobre os temas.  "Em Petrópolis nós entendemos que vem sendo feito um trabalho de acordo com o programa Escola Segura, Escola Resiliente, promovido pela ONU. É muito importante que este tipo de atividade seja levado também para outras regiões do nosso país", ressaltou Sidnei Furtado, promotor da ONU no Brasil.

Ele conheceu o Defesa Civil nas Escolas durante o III Colóquio de Defesa Civil de Petrópolis realizado em outubro deste ano. Além do programa, a elaboração dos planos municipais de Inverno e Verão e suas matrizes de atividades e responsabilidades e do programa SOS Chuvas, colocaram Petrópolis como uma das cidades indicadas com potencial para se transformar em modelo mundial para a redução do risco de desastres. A ONU listou 50 municípios nas Américas, sendo apenas sete no Brasil e dois no Rio de Janeiro.

"A troca de experiências e o diálogo entre as cidades é algo muito importante. Essa proposta, de trabalhar a prevenção dentro de sala de aula, deveria ser ampliada para mais cidades por todo o país e segue o direcionamento internacional da ONU de redução do risco de desastres", destacou Sidnei. “Esse reconhecimento é mais uma comprovação de que estamos no caminho certo, investindo na prevenção”, ressaltou o prefeito Bernardo Rossi.

“Com muito orgulho já recebemos gestores de 18 municípios do Norte e Noroeste do Estado, além de representantes de outras cidades da Região Serrana, conhecendo o Defesa Civil nas Escolas. Também ganhamos o reconhecimento do Tribunal de Contas do Estado por todo esse trabalho”, completou o prefeito Bernardo Rossi.

Os números do Defesa Civil nas Escolas no último semestre chamam a atenção: foram mais de 20 mil alunos envolvidos em 631 atividades. As atividades foram realizadas em 183 escolas da rede municipal, 30 particulares e outras duas estaduais. "Além dessa reunião, também participamos do encontro de Defesa Civil de Grandes Metrópoles. Cada vez mais o município está se destacando pelo trabalho de prevenção realizado", destacou o secretário de Defesa Civil e Ações Voluntárias, coronel Paulo Renato.

O Defesa Civil Jovem também engloba esse trabalho e foi lançado em outubro, como forma de entrar nas salas de aula do ensino médio através dos jovens. “Neste semestre, as escolas puderam apresentar suas atividades até o último sábado. Na semana que vem vamos anunciar o balanço final do Defesa Civil nas Escolas, com a quantidade de alunos envolvidos e as atividades realizadas ao longo desse ano”, completa o coronel Paulo Renato.

A Iniciativa Global de Escolas Seguras (WISS, pela sua sigla em inglês) é liderada pelo Escritório das Nações Unidas para a Redução de Riscos de Desastres da ONU e conta com a inscrição de 52 países pelo mundo inteiro. A iniciativa apoia os governos no desenvolvimento de estratégias nacionais e implementar escolas seguras, combinando seus três pilares: instalações seguras para a aprendizagem (infraestrutura resistente a desastres); gestão de desastres nas escolas; redução de risco de desastres e educação resiliente.

Já a Campanha Global "Construindo Cidades Resilientes" aborda questões de governabilidade local e risco urbano, a fim de ajudar os governos locais a reduzir riscos e aumentar a resiliência em áreas urbanas através da aplicação do Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres 2015-2030. Com cerca de 1000 municípios registrados na Campanha Mundial "Construindo Cidades Resilientes", os governos locais brasileiros representam 25% dos participantes da Campanha em escala global; metade dos quais se situam no Estado de São Paulo.

 

 

 

 



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