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  Trânsito

Petropolitanos já pagaram pelo menos R$ 20 mil em depósito de Duque de Caxias

 

 Depósito da cidade vizinha já recebeu 64 veículos de Petrópolis

João Vitor Brum

joaovitor@diariodepetropolis.com.br

Nas últimas semanas, a volta do serviço de reboque tem sido um dos assuntos mais polêmicos em Petrópolis. A principal reclamação é referente ao local para onde os veículos estão sendo levados: um depósito no bairro Jardim Primavera, em Duque de Caxias. Desde então, proprietários precisam se deslocar até o município vizinho para que possam fazer a regularização. Em 15 dias, Caxias já recebeu aproximadamente R$ 20 mil apenas no valor referente às diárias do depósito e ao reboque.

No dia 18 de janeiro, um sábado, quando o serviço de reboque foi retomado (sem nenhum tipo de anúncio oficial), uma dúvida pairou sobre a população: para onde iriam os veículos?

Na segunda-feira seguinte, dia 20, a Prefeitura informou, ao Diário, que o depósito para onde os carros, motos, caminhões e utilitários seriam levados ficava em Caxias. De acordo com a administração municipal, os veículos seriam levados até a cidade vizinha por meio de um Termo de Cooperação Técnica firmado pelas duas cidades.

Questionada no primeiro momento sobre os termos e custos desta parceria, a Prefeitura se limitou a dizer que não há nenhum gasto do município no serviço, apenas o uso de servidores da CPTrans e da Guarda Civil nas ações de fiscalização, e que, além disso, a cooperação não tem prazo determinado.

Já no dia 29 de janeiro, o Diário voltou a solicitar informações à administração, sobre quais os termos acordados, sobre a procedência dos caminhões-reboques usados, sobre qual a contrapartida acertada com Caxias e se havia a possibilidade de enviar o termo de parceria na íntegra para avaliação da redação.

O pedido foi reenviado no dia seguinte, já que não obtivemos resposta. O fato se repetiu, assim como no dia 4 de fevereiro, quando, além das questões levantadas, perguntamos à Prefeitura se todo o valor pago em reboques e diárias de depósito seria destinado ao município vizinho.

Nesta quarta-feira (5), tentamos novamente contato com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura, que, desta vez, disse que "conforme respondido nos dias 27 e 29 de janeiro, seguem informações sobre o serviço".

Porém, nenhuma das questões levantadas, citadas anteriormente, foram respondidas. No texto enviado, continham, apenas, informações sobre o prazo, o custo à cidade, o uso de servidores, e que os reboques estavam sendo realizados devido ao Termo de Cooperação - dados que já possuíamos e não solicitamos novamente, como sugerido pela assessoria.

 Em duas semanas, 64 veículos rebocados

 Quando um veículo é rebocado, seu proprietário precisa pagar pelo menos três taxas: a do transporte, a diária do depósito e a multa pela infração que ocasionou a remoção. Considerando apenas as duas primeiras e levando em conta que, hipoteticamente, todos os motoristas que tiveram seus veículos rebocados os recuperaram no mesmo dia, isso gera uma arrecadação de R$ 19.982,35 para o município vizinho.

Isso porque, entre o dia 18 de janeiro e o dia 1º de fevereiro, 64 veículos foram rebocados na cidade, sendo 60 carros, duas vans, um caminhão e uma motocicleta. Os carros pagam R$ 207,29 pela diária e R$ 98,20 pelo reboque, totalizando R$ 305,49.

Motos pagam R$ 128,70 (R$ 83,75 pela diária e R$ 44,95 pelo transporte), utilitários e/ou transportes de carga devem contribuir com taxas de R$ 300,16 (reboque) e R$ 154,99 (diária), um total de R$ 455,15; e ônibus e caminhões pagam R$ 423,26 pelo reboque e R$ 190,69 pela diária (R$ 613,95). O valor referente às multas depende do grau da infração.

Donos de carros desembolsaram, juntos, pelo menos R$ 18.329,40 para que seus veículos fossem liberados. Vale ressaltar, entretanto, que quando um veículo é rebocado no fim de semana ou em feriados, a retirada só pode ser feita no próximo dia útil, o que aumenta o valor pago. Em um sábado, por exemplo, pelo menos cinco carros foram removidos, o que gera, no mínimo, três diárias.

Além disso, é importante destacar que, para chegar ao município vizinho, os petropolitanos irão precisar, também, gastar com o deslocamento. Quem precisar ir de transporte coletivo gasta, em média, R$ 20 entre passagens municipais e intermunicipais.

Para quem for de carro, além do gasto com combustível, pelo menos R$ 11,60 serão necessários para ir e para voltar, devido ao pedágio de Xerém. Enquanto a Prefeitura não consegue aprovação do TCE para realizar a licitação do serviço (três editais já foram reprovados), esta é a realidade dos petropolitanos.



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