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  Cidade

Pipoqueiros trabalham no Centro Histórico há quase 50 anos

Juntos, irmãos atendem a dezenas de petropolitanos todos os dias

Vitor Garcia – Especial para o Diário

 

O pipoqueiro é apontado como uma das profissões mais antigas do mundo, que se mantém viva até os dias atuais. Presente em diferentes locais como praças, cinemas, porta das escolas e igrejas, a tradicional carrocinha de pipoca atrai todos os tipos de público, desde as crianças até aos mais idosos. Em Petrópolis, dois irmãos se reuniram na década de 70, permanecendo juntos no mesmo empreendimento há quase 50 anos, no Centro Histórico.

Tímida, aos 83 anos, a pipoqueira Custódia Vieira define, em poucas palavras, todo o período de serviço prestado na Praça do Bosque, e a representatividade da profissão em sua trajetória.

- Isso aqui é a minha vida. São tempos importantes, pois me relaciono com o público e distraio a mente, ganhando o “pão-nosso” de cada dia. Momentos preciosos para mim – disse a idosa.

Influenciado pela irmã, Valdevino Vieira ingressou na profissão há 43 anos. Com 77 anos, o idoso relembra os “tempos áureos” do início da carreira como pipoqueiro.

- No começo, trabalhava com minha irmã e meu cunhado. Enquanto eles ficavam na carrocinha, eu colocava as pipocas em um caixote e saia vendendo pelas ruas da cidade, além de levar a mercadoria nos intervalos do Colégio Estadual Dom Pedro II (Cenip). Na época, as vendas eram bem grandes. Após um período, minha irmã ficou viúva, e desde então, apenas nós dois demos continuidade ao trabalho – contou.

Naturais de Minas Gerais, os irmãos relatam as principais dificuldades enfrentadas nos últimos anos, para se manter no mercado.

- A quantidade de clientes diminuiu muito. Antes, a gente atendia a mais de mil pessoas por dia. Hoje, a média é de 60 a 100 fregueses. Entre as principais causas, está o número elevado de vendedores ambulantes circulando pelas ruas da cidade e também o deslocamento da entrada do colégio, que antigamente era próxima à nossa banca. Podemos dizer que, até 2008, a nossa situação era melhor.

Ainda assim, os “clientes fiéis” permanecem à procura pelos idosos.

- Essa é a melhor pipoca que tem na cidade. Desde pequena fui acostumada a comprar pipoca com a Custódia e com o Valdevino. O tratamento aqui é vip. Eles são super educados e os produtos aqui vendidos são sempre fresquinhos – disse a doméstica Edna Regina, de 53 anos.

Cinco décadas

De segunda a sexta-feira, das 13h30 às 19h, a pelo menos cinco décadas, os irmãos ainda esperam ficar por muito tempo sendo a preferência de muitos, na região.

- A nossa rotina não muda. Tratamos todos com o mesmo respeito, dedicação e alegria. Enquanto tivermos vida, ficaremos por aqui – concluiu Custódia Vieira.



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