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  Meio Ambiente

Plástico é apontado como desafio para o Meio Ambiente, diz ONU

Em Petrópolis Câmara aprova projeto que proíbe a cobrança das sacolas plásticas

 

Foto: Fernando Carvalho

Priscila Torquato – especial para o Diário

Dados da Organização das Nações Unidades (ONU) revelam que todos os anos são usados até 500 bilhões de sacolas plásticas descartáveis no mundo. O plástico é apontado como o grande vilão do Meio Ambiente. “Levando-se em conta que a taxa média global de reciclagem desses produtos é de 25%, isso significa um volume enorme de lixo plástico descartado nos oceanos. Estima-se que pelo menos 8 milhões de toneladas de lixo plástico vão parar nos mares anualmente, onde sufocam os recifes de corais e ameaçam a fauna marinha vulnerável”, diz publicação da ONU. Em junho de 2019, o Estado do Rio de Janeiro sancionou lei determinando a substituição das sacolas plásticas não recicláveis e estipulou que o material teria preço de custo aos consumidores. O objetivo era incluí-las no ciclo de reciclagem e proteção do meio ambiente fluminense, uma vez que sacolas convencionais levam mais de 100 anos para se decompor no ambiente.

Apesar de todos os problemas apontados, na última terça-feira (21), a Câmara Municipal de Petrópolis (CMP) aprovou um Projeto de Lei (PL) de autoria da vereadora Gilda Beatriz (PSD) e do vereador Marcelo Lessa (Solidariedade) que proíbe a cobrança de sacolas plásticas pelos estabelecimentos comerciais do município. Segundo o projeto, não poderá ser cobrado dos consumidores o fornecimento de sacolas descartáveis de material biodegradável, sacolas de papel ou similares utilizados para o acondicionamento e transporte dos produtos adquiridos no varejo. Caso o projeto seja atendido pelo poder Executivo, os estabelecimentos comerciais terão um prazo de 30 dias para se adequarem e, caso infrinjam a Lei, sofrerão as penalidades a serem estabelecidas em Decreto Regulamentador. O PL foi aprovado e segue para análise governo municipal.

“Não é justo que, além da dificuldade de grande parte da população em arcar com o custo da cesta básica, ainda tenha que pagar pela sacola plástica. No comércio varejista como um todo, como por exemplo, padarias, mercadinhos, papelarias, lojas do polo de moda da Rua Teresa, do Bingen e da Feirinha de Itaipava não realizam essa cobrança. Essa prática vem sendo operada somente por grandes supermercados, atingindo diretamente o bolso do consumidor, justificou a Gilda Beatriz.

Para a consultora ambiental, Carolina Rodrigues, o assunto é amplo e complexo, mas ao retirar a cobrança do material, haverá retrocessos na questão ambiental envolvendo as sacolas. “Pode voltar a ocorrer o uso indiscriminado das sacolas com descarte impróprio, assim como os impactos ambientais. Vai melhorar se a população se conscientizar e passar a usar materiais recicláveis e de baixo impacto para o planeta”, complementa a engenheira agronôma.

A campanha da ONU Mares Limpos (Clean Seas) recomenda algumas atitudes simples para redução da produção e consumo de plásticos. “São exemplos práticos, como parar de usar canudinhos e talheres de plástico, levar sua própria caneca para o trabalho, pressionar as autoridades locais para melhorar a maneira como administram o lixo da sua cidade, utilizar sacolas de tecido ao fazer as compras e recolher lixo plástico que encontrar nas praias, florestas e cachoeiras que for visitar, entre outras iniciativas.”

Carolina reforça que “numa sociedade ideal, as sacolinhas poderiam ser gratuitas, mas as pessoas só usariam se realmente precisassem delas e não as descartariam nas vias públicas e córregos. Infelizmente não vivemos nesse mundo! Devemos buscar o equilíbrio e ter uma visão que contemple o longo prazo, a sustentabilidade do nosso consumo e, portanto, também do que esperamos para o nosso futuro. O bem comum deve prevalecer sobre um pretenso direito do consumidor.”

 



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