Edição anterior (2058):
segunda-feira, 29 de junho de 2020
Ed. 2058:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2058): segunda-feira, 29 de junho de 2020

Ed.2058:

Compartilhe:

Voltar:


  Política

 

 

Políticos de Petrópolis debatem possibilidade de adiamento das eleições

Proposta foi aprovada nesta semana no Senado e chegou à Câmara de Deputados, onde receberá nova votação

Wellington Daniel

O Senado aprovou na última terça-feira (23) a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) que adia a realização das eleições municipais para os dias 15 e 29 de novembro, devido a pandemia de covid-19. O texto do senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP) agora está em análise na Câmara de Deputados. Originalmente, o pleito está previsto para os dias 4 e 25 de outubro.

Nesta última semana, o Diário ouviu a opinião de mais políticos petropolitanos sobre o tema. De modo geral, os políticos avaliam como positivo o adiamento, em razão da pandemia. 

DEM

O presidente municipal do Democratas, Albano Batista Filho (Baninho) também é o vice-prefeito de Petrópolis. Para ele, este é “o momento de pensar na vida”. O partido também conta com a filiação do presidente da Câmara Municipal, vereador Hingo Hammes. Na visão do parlamentar, o mais importante é que o direito ao voto seja preservado.

- Cabe a todos, eleitores ou candidatos, acatar a decisão que for tomada pela Câmara dos Deputados e o Senado. O momento que atravessamos, em meio à pandemia do coronavírus, é delicado e demanda, mais do que tudo, união de todos. Independente da decisão, o mais importante é que o princípio democrático, que garante à população o poder do voto, seja preservado – disse.

No dia 18, o vereador Maurinho Branco, que é vice-presidente da Câmara Municipal e líder da sigla na Casa, disse ao Diário que concorda com a proposta da alteração das datas. Para o parlamentar, que também preside a Comissão de Acompanhamento das Ações do Governo Municipal no Combate a Covid-19, o momento é de concentrar esforços no enfrentamento a pandemia. 

MDB

O MDB possui a maior bancada da atual formação da Câmara Municipal, ocupando cinco das 15 cadeiras. O Diário ouviu o vereador Justino do Raio-X, que disse é favorável ao adiamento. Além disso, com o uso da biometria, acredita que os cuidados com higienização devem ser reforçados. Para ele, o adiamento é pela saúde das pessoas.

- Num momento de pandemia, é prudente dar um tempinho a mais. Um mês faz muita diferença. É mais pela saúde das pessoas. Apesar de que já está flexibilizando, não sabemos se conseguiremos continuar com tudo flexibilizado até lá. Teremos que viver um dia de cada vez. Mas, na minha concepção, por ser um profissional da saúde, acho prudente adiar sim – disse.

No início da discussão do adiamento, foi levantada uma hipótese de unir as eleições municipais com o pleito geral de 2022. Para Justino, este seria um bom caminho, até mesmo em outras oportunidades.

- Eu até achei que isso aconteceria, mas teria que ter uma alteração na Constituição. Acho que, para o Brasil, unificar as eleições seria ótimo, pois seria apenas um gasto. Acredito que, como não foi dessa vez, mas em outra oportunidade, seria bom para todo mundo – afirmou. 

Republicanos

O vereador Antônio Brito afirmou ser contrário a união dos pleitos em 2020, mas concordou com o adiamento previsto na PEC. Além disso, disse que é contrário ao uso da biometria, não só pela pandemia, mas até que seja totalmente regulamentada.

- O adiamento é prudente, tende a ser melhor se adiar. Teria o risco de não dar tempo dos candidatos prestarem contas, mas o TSE já fez o levantamento e ele mesmo que sugeriu esta data, porque certamente dará conta de todo mundo para no dia 1º de janeiro estar diplomado para assumir o cargo – explicou.

No dia 21 de maio, o presidente municipal da sigla, Matheus Quintal, afirmou que o debate no Congresso Nacional sobre o tema começava em boa hora. Para ele, é necessário entender o cenário da saúde pública para que não haja riscos para o controle da pandemia e saúde da população. 

SD

O presidente municipal do Solidariedade, Juvenil Santos, também afirmou ser favorável a este adiamento. Ele acredita que, se necessário, todos os cuidados sanitários devem ser tomados, como uso de máscaras e álcool em gel. Santos também acredita que as novas datas propostas permitiriam para uma “tranquila” prestação de contas.

- Hoje não podemos fazer eleição eletrônica, no sentido de o cidadão votar na própria casa, com computador e celular. Nosso povo ainda não está preparado para isso, mas acho que quem sabe na próxima eleição acontecerá desta forma. O adiamento será muito prudente – disse.



Edição anterior (2058):
segunda-feira, 29 de junho de 2020
Ed. 2058:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2058): segunda-feira, 29 de junho de 2020

Ed.2058:

Compartilhe:

Voltar:







Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior