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  Cidade

População idosos em Petrópolis ultrapassa 52 mil e aumentando

Coordenadora do Programa Saúde do Idoso diz que dos 52 mil idosos 180 têm mais de 100 anos

Wellington Daniel

 

A população idosa está em crescimento no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, 14,3% da população nacional é composta por idosos (29,3 milhões de pessoas). A pasta estima que, até 2030, o número de idosos deve superar o de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos. A expectativa de vida do brasileiro em 2015 era de 75,4 anos.

 

A coordenadora do Programa da Saúde do Idoso, Rita Ravaglia(Foto), afirma que em Petrópolis são 52.864 idosos, dos quais 180 têm mais de 100 anos. A localidade do Alto da Serra é o bairro com maior concentração: 799 idosos. Segundo ela, a Prefeitura tem trabalhado para mapear a cidade e conhecer as necessidades dos idosos de cada comunidade.

- Na área do idoso, temos tentado desenvolver um trabalho para mapear a cidade. Este mapeamento é para sabermos onde estão os idosos frágeis, vulneráveis, para que ele tenha uma atenção diferenciada. É feito através de um formulário preenchido pelos agentes comunitários, onde levantamos todas as questões de vulnerabilidade do idoso e depois copiamos estes dados para conhecer a área. E de acordo com a necessidade daquela área, teremos ações próprias para ali – afirmou.

Rita ainda diz que o trabalho também é pensado no futuro, com o crescimento do número de idosos.

- Quando o município faz este trabalho, você dá qualidade de vida para a turma que está aí. E, com esta cultura implantada, quem chegar, já terá este novo modelo – disse.

A coordenadora também afirma que tem trabalhado com quatro pilares para o atendimento dos idosos: humor, cognição, mobilidade e comunicação.

- Acreditamos que com estes quatro pilares o idoso é capaz de ser atuante em seu dia a dia. Se um pilar deste estiver comprometido, certamente a saúde do idoso também estará comprometida. Isso tem como pano de fundo a insuficiência familiar, que é um dos problemas. Porque ou o idoso não está sendo devidamente assistido pela família ou o excesso, que impede que ele mantenha suas funções ativas – explicou.

Nos atendimentos de unidades de saúde, é seguida a lei nacional. Agora, também há o incremento de uma faixa etária crescente: a quarta idade, a “prioridade das prioridades”. Este modelo ainda está sendo implementado, juntamente com uma educação para que haja o entendimento da população.

- O idoso é prioridade, por lei federal. Agora existe também a quarta idade, que é acima de 80 e é a prioridade das prioridades. Ou seja, entre os idosos, aqueles que têm mais de 80 anos são ainda prioritários. Mas ainda não estamos desenvolvendo plenamente isso, porque é uma estrutura e uma questão educacional. É preciso todo um trabalho com eles para que entendam – disse.

Doenças

Sobre as doenças, as principais, segundo Rita, são: artrite, hipertensão e surdez. O câncer também está tendo um crescimento.

- O idoso não foge a estatística nacional. A mais incidente é a artrite, após hipertensão e depois, a surdez. Mas vemos há um crescimento no atendimento de hipertensão e diabetes. Também temos uma estatística muito elevada para câncer no município. Neste primeiro semestre, o que mais matou os idosos foram as doenças cardiovasculares e os tumores – afirmou.

Projeto

Também há no radar da pasta a criação de um centro de atenção a saúde do idoso. O objetivo é que sejam reduzidas as locomoções para consultas e exames. Rita aponta que o percurso, por vezes, é complicado para pessoas desta faixa etária.

- Acredito que poderia ter no município um centro de atenção a saúde do idoso, onde ele pudesse ir só naquele lugar para resolver consultas e exames. Eu vejo que o percurso deles é muito complicado. Teríamos como simplificar tendo este centro, que resolvesse as questões dele sem que precisasse andar tanto. E até mesmo pela questão de possíveis esquecimentos nesta idade. Pode acontecer de ele se esquecer de uma consulta e ter que refazer todo um longo caminho para remarcar. Nós temos esta intenção. Estamos tentando estruturar para montar – explicou.

Preocupação a mais

Assim como outras faixas etárias, os idosos também estão sendo bombardeados de informações falsas sobre vacinas. Nesta idade, a principal vacinação é a que protege contra a gripe, que deve ser feita anualmente. Rita diz que é importante seguir o conselho de profissionais para que os mitos sejam devidamente esclarecidos.

- Ninguém vai ministrar uma medicação para causar doença, porque essa medicação não existe. Pode ter efeito colateral, mas eu não vou tratar da sua dor de cabeça te dando mais dor de cabeça. A orientação que damos é: siga uma orientação profissional, para que se esclareçam todos esses mitos que se cria a respeito da vacinação.



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