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  Cidade

Possível construção de hotel no Centro gera controvérsia

Descaracterização e adensamento na mobilidade urbana são questionados pela sociedade civil

Philippe Fernandes

 

A possibilidade da construção de um hotel com 12 pavimentos, centro de convenções e até um teleférico ligando o espaço, na Rua Barão de Amazonas, ao Trono de Fátima, está gerando preocupação e controvérsia entre entidades de preservação do Centro Histórico. Isso porque um novo espigão em um dos poucos espaços livres da região pode contribuir para um adensamento do tráfego ainda maior em uma das regiões mais movimentadas da cidade, além de descaracterizar o local.

Durante reunião da Comissão de Revisão do Plano Diretor (CRPD), na noite de ontem (8), foram analisadas possíveis mudanças no zoneamento da região - este seria o primeiro passo para a aprovação do empreendimento, que precisa passar também pelo crivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Na opinião da integrante da Associação de Moradores e Amigos do Centro Histórico (AMA Centro Histórico), o projeto agride a paisagem e, ao contrário do que é alardeado, pode prejudicar o turismo.

- Estão forçando a barra em plena revisão da Lupos (Lei de Uso, Parcelamento e Ocupação do Solo) e do Plano Diretor, pressionando a população a receber um empreendimento sem nenhuma serventia e que agride a paisagem. Não há ganho para o turismo, ao contrário. São projetos falaciosos. Tem muitos lugares que poderiam abrigar um Centro de Convenções. Há espaços que precisam ser restaurados, como fábricas antigas. Restaurar a cidade que é importante, e não descaracterizar com projetos que não têm a ver com a caracterização e com a mobilidade urbana - disse.

Miriam Born questiona, ainda, a proposta de construção de um teleférico, que ligaria o hotel ao Trono de Fátima. Na avaliação da integrante da AMA Centro Histórico, antes da construção de um teleférico, o próprio Trono de Fátima deveria ser objeto de recuperação, pois o equipamento está completamente abandonado. A preservacionista ainda lembrou da situação da Rua Monsenhor Bacelar. A via se tornou a principal ligação entre o Centro e o Quitandinha na segunda metade dos anos 2000, quando várias mudanças foram realizadas no trânsito, e o tráfego recebeu um acréscimo considerável.

- Vejo o projeto com muita preocupação, porque é uma agressão ainda maior ao trânsito e ao patrimônio histórico colocar um espigão a título de dizer que a cidade precisa de um centro de convenções. A Monsenhor Bacelar já está com muitas casas completamente rachadas, por conta do grande fluxo de veículos - lembrou.

Projeto ainda não foi apresentado à Prefeitura

Procurada pelo Diário, a Prefeitura afirmou que o projeto da construção do empreendimento na Barão de Amazonas não foi apresentado para análise da Secretaria de Obras. Sobre o Estudo de Impacto de Vizinhança, abordada pelo Diário em matéria publicada na edição de quarta-feira (8), o município esclareceu que a questão é prevista pelo Plano Diretor e exigida pela Secretaria de Obras em todos os projetos apresentados para análise e licenciamento. No documento, é preciso ter o estudo de impacto que a obra trará durante e após a construção tanto de infraestrutura quanto na rede de serviços da região das obras.



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