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  Cidade
 

Prefeito Bernardo Rossi ouve novamente representantes de hospitais para discutir plano de retomada gradual do comércio e serviços

           

             O prefeito Bernardo Rossi ouviu, mais uma vez, diretores e representantes dos hospitais de Petrópolis para discutir o plano para retomada gradual do comércio e serviços, que vem sendo construído de forma colaborativa. A opinião dos médicos que participaram do encontro, que aconteceu nesta quinta-feira (21.05), é unânime: ainda é fundamental os petropolitanos seguirem com o isolamento social para que a cidade continue combatendo a proliferação do coronavírus e, assim, evitar ainda mais mortes. Mas a maioria concorda que, com as medidas tomadas pela prefeitura, é possível começar a pensar na flexibilização dos decretos.

            Para relaxar, de forma gradual, as medidas, o município acompanha diariamente a curva da doença na cidade; reestruturou a rede de saúde com a expansão de leitos clínicos e de UTI; reforçou a compra de insumos para abastecimento das unidades de saúde e para tratamento da população e já trabalha em conjunto com as forças de segurança e o judiciário para que a fiscalização seja ainda mais acirrada após a flexibilização – que não tem data para acontecer.

            “Na quarta-feira (20) tivemos uma reunião com representantes do judiciário, empresários e forças de segurança para futura retomada gradual do comércio e hoje (21) tivemos essa com os diretores dos hospitais, além das reuniões que têm acontecido diariamente com os segmentos econômicos. Mas, antes de qualquer decisão, vamos precisar que a população entenda que, para começar uma flexibilização gradual, é importante relembrar que o isolamento ainda é a nossa única arma contra esse vírus. Então o isolamento não vai acabar”, frisa o prefeito.

            Durante os encontros, Bernardo Rossi relembrou ainda que, caso após a flexibilização a curva da doença volte a crescer no município, a prefeitura pode voltar atrás na decisão e decretar novos fechamentos. O lockdown também não está descartado.

“Desde o início há um acompanhamento dos números o tempo inteiro. E, quando acontecer a flexibilização, conforme o acompanhamento epidemiológico a gente vai tentando progredir essa abertura. Mas isso não vai ser uma abertura geral, a população vai precisar entender isso”, destaca o médico infectologista José Henrique Castrioto.

A abertura gradual do comércio e dos serviços e a estabilidade na curva da doença no município só serão possíveis com a contribuição de todos os petropolitamos: a continuidade das medidas de prevenção, como o uso das máscaras e álcool em gel, além, claro, do isolamento social. “As pessoas devem continuar em casa e só sair em caso de necessidade, mesmo após a flexibilização”, completa o prefeito.

“Petrópolis está fazendo o dever de casa. O resultado que estamos tendo hoje é fruto do que começamos a fazer um tempo atrás”, frisa o diretor executivo do SMH, Fernando Baena.

“Ninguém aqui nunca enfrentou uma situação dessa na vida. Vamos ter a sorte de ter passado por isso juntos. E, como sociedade, a gente precisa se apoiar. Acho que a gente vai se apoiar no passo a frente ou no passo atrás”, completa o diretor geral do Hospital Santa Teresa, Leonardo Menezes.

Também participaram outros representantes dos hospitais em Petrópolis, como Unimed Petrópolis, UPAs, Alcides Carneiro, Nelson de Sá Earp.



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