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  Cidade

 

 

Prefeito diz que população deve colaborar para evitar lockdown

Município trabalha para ampliar leitos de UTI e evitar colapso do sistema

Fiscalização nas ruas para conscientizar a população

Jaqueline Ribeiro - Especial para o Diário

A quatro dias do fim do decreto municipal que estabelece restrições para conter a propagação do coronavírus e diante de um cenário de crescimento diário de casos graves de covid-19 na cidade, o prefeito Bernardo Rossi frisa que a retomada gradual das atividades na cidade depende da colaboração dos petropolitanos, que devem respeitar os decretos para afastamento social.  "Somente a conscientização dos petropolitanos fará a cidade sair mais rápido desta crise", afirma o prefeito.

Para evitar o lockdown - restrição total -  o município trabalha para ampliar o número de leito clínicos e de UTIs em unidades públicas e por meio de convênios com hospitais privados. Ao todo estão previstos 130 novos leitos, sendo 66 leitos clínicos e 64 de terapia intensiva (UTIs), especificamente para atendimento a pacientes com covid-19. Hoje o município conta com  56 leitos clínicos e 90 de UTI, e registra ocupação de 62% e 52% respectivamente nos leitos SUS.

 - Vemos hoje municípios terem que decretar o lockdown por conta da sobrecarga do sistema de saúde. O número de casos em Petrópolis ainda está crescendo. Não descarto a possibilidade de lockdown. Se chegarmos a 90%, 100% de ocupação, é o que o município deve fazer para salvar vidas. Mas antes disso, estamos buscando ampliar a estrutura de atendimento - pontua o prefeito.

Dos 64 leitos de UTI previstos, 30 estão em unidades públicas: cinco delas para reforçar a estrutura do Hospital Municipal Nelson de Sá Earp e outros 25 para a abertura da UPA-Vermelha - que transformará a UPA-Cascatinha em uma unidade destinada a internação de pacientes com covid-19 em estado grave. A ampliação de leitos na rede pública, depende da chegada de 30 respiradores. "O fornecedor antecipou a entrega de parte destes equipamentos e 10 deles chegaram hoje à cidade", conta o prefeito.

Outros 34 leitos de UTI, em construção no Hospital Nossa Senhora Aparecida (antiga Casa Providência), também deverão ser contratados pelo município. "Estamos conversando com o município neste sentido. As obras estão aceleradas e já temos alguns espaços praticamente prontos. Dez leitos já devem ser entregues ainda no início do mês que vem. A ideia é de liberarmos a entrega de 10 em 10 leitos", conta o médico Haroldo Kurike, diretor técnico do Hospital Clínico de Corrêas - unidade que administra o Hospital Nossa Senhora Aparecida.  

Entre os 66 leitos clínicos, 15 estão Departamento de Doenças Infecciosas (DIP) - prédio anexo ao Hospital Nelson de Sá Earp, que é o Hospital de referência para pacientes com covid -19. Outros 51 leitos de clínica médica estão na rede privada.

Plano para retomada de atividades e fiscalização aos decretos

Paralelo às medidas para ampliar o número de leitos na  rede pública de Saúde, o município elabora o plano para retomada gradual das atividades. Ainda sem data para o início, diante do cenário crescente de casos, o documento  deverá ser apresentado pela prefeitura  nos próximos dias.

"Estamos elaborando um plano para mais lá na frente termos a retomada gradual das atividades de forma bem lenta, com segurança e responsabilidade, priorizando sempre a vida das pessoas. E se isso acontecer e observarmos que  o número de casos volte a  aumentar, vai ter lockdown. O mais importante neste momento é a conscientização da população, de só sair de casa em caso de necessidade, de usar máscara, de evitar aglomerações", orienta o prefeito. 

Dentro das ações para conter a propagação do coronavírus, a prefeitura realizou  na manhã de quarta-feira (20.05) a operação "Se Puder, Fique em Casa e Fiscalização da Utilização de Máscaras pela População".

Participaram da operação equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil, Fiscalização de Posturas, Defesa Civil e Procon.

 A ação de conscientização visou orientar a população a voltar para casa e se proteger do novo coronavírus e reforça a fiscalização dos decretos municipais que visam impedir aglomerações na cidade.



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