Edição anterior (1582):
segunda-feira, 11 de março de 2019
Ed. 1582:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1582): segunda-feira, 11 de março de 2019

Ed.1582:

Compartilhe:

Voltar:


  Saúde

Prevenção é o melhor tratamento a doenças

População deve procurar auxiliar no combate aos focos de Aedes aegypti

Leticia Knibel - Especial para o Diário - Fotos arquivo

 

 O AEDES aegypti é o transmissor de doenças como
a dengue, zika e chikungunya e deve ser combatido pela população

"O meu caso foi grave. Senti uma dor infeliz, minha mão ficou completamente inchada. Fiquei quase dois meses sem trabalhar, mal conseguia comer e dormir. E ainda posso voltar a sentir essa dor nos próximos meses, de acordo com um especialista da vigilância sanitária". Este é o relato de Maria das Graças Barbosa Doria. Moradora do Meio da Serra, a costureira de 61 anos foi diagnosticada com chikungunya no início do ano e até hoje sofre com a doença.

Para o professor e diretor da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP/Fase), Paulo Cesar Guimarães, a melhor forma de combate as doenças é a prevenção. "Ao acreditar mais no tratamento do que na prevenção das enfermidades, a maioria dos brasileiros segue perdendo a luta para o Aedes aegypti", destaca o especialista.

Se antes a preocupação da população era evitar a dengue, agora há também os vírus da zika e chikungunya. E o inimigo em comum permanece o mesmo. Basta um pouco de água parada para o mosquito se proliferar e logo surgem os casos. "Vários vizinhos e pessoas da minha família foram diagnosticadas com chikungunya, inclusive meu marido. Essa doença é horrível e, assim como eu, a maioria das pessoas continua em tratamento", revela Maria das Graças.

- A prevenção e o combate ao Aedes continuam sendo os remédios mais eficazes nessa luta contra a proliferação das larvas. Também devemos sempre chamar atenção para a possível transmissão sexual do vírus da zika, sendo assim, o uso do preservativo é fundamental - explica o professor Paulo, que é também membro do Comitê de Infectologia da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro. Ele ainda ressalta que uma médica da Fiocruz em Pernambuco alerta que, mesmo com todos os nossos estudos, dificilmente teremos uma vacina contra zika antes de três ou cinco anos.

De acordo com informações da Secretaria de Saúde, os agentes da Coordenadoria da Vigilância Ambiental realizam vistoria de rotina nos bairros e residências para a prevenção e combate ao surgimento de focos de larva do mosquito transmissor de doenças. Quando há um caso suspeito os agentes atuam diretamente na região e residência da pessoa.

Eliza Carvalho, de 61 anos, começou a ter febre alta e muita dor no corpo. Ao buscar atendimento na UPA, foi orientada a procurar o DIP (Departamento de Doenças Infecto Parasitárias) por estar com suspeita de dengue. Porém, as dores e febre pioraram mesmo com o tratamento, e manchas surgiram pelo corpo. O novo diagnóstico foi de chikungunya.

Agora, a moradora no Vale do Cuiabá, em Itaipava, aguarda o resultado de exame para a confirmação do quadro. No entanto, relatos de moradores no distrito revelam que também há casos de dengue em Madame Machado.

- As dores nas articulações dos pacientes tornam a chikungunya uma doença incapacitante, que pode durar meses ou anos. Por isso, as campanhas mostram a importância de inspeções nas nossas casas e locais de trabalho para descobrir os focos do mosquito. É preciso incentivar os vizinhos a fazerem o mesmo, ao mesmo tempo em que as doenças são tratadas e que avançam os estudos sobre elas - destaca Paulo Cesar.

Vale ressaltar que somente em 2019, foram realizadas 26.320 visitas a residências em toda a cidade. As regiões onde foram encontrados focos dos mosquitos são: Cascatinha, Boa Vista, Carangola, Roseiral, Corrêas, Itaipava, Independência, Vila Felipe, Siméria, Valparaíso, Provisória, Nogueira, Bonsucesso, Alcobacinha, Quissamã, Morin, Alto da Serra, Retiro, Mosela, Madame Machado, Vila Rica, Pedro do Rio e Posse.

Em 2018 foram confirmados sete casos de dengue, seis de chickungunya e nenhum de zika. Em 2017 foram 49 casos de dengue, dois de zika e quatro de chickungunya. Desde 2017 não foram registrados óbitos na cidade em decorrência da dengue.

 O MÉDICO Paulo Cesar Guimarães diz que a prevenção é o melhor remédio


Edição anterior (1582):
segunda-feira, 11 de março de 2019
Ed. 1582:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1582): segunda-feira, 11 de março de 2019

Ed.1582:

Compartilhe:

Voltar:








Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior