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  Saúde

Prioridade do Sehac é agilizar atendimento nas UPAs

Serviço Autônomo do Hospital Alcides Carneiro assumiu a gestão das unidades na sexta-feira

Philippe Fernandes


 Desde a última sexta-feira, as duas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) de Petrópolis passaram a ter uma nova gestão. O Serviço Autônomo do Hospital Alcides Carneiro (Sehac) passou a administrar os dois postos, que estavam sob a responsabilidade do Consórcio Saúde Legal. Em entrevista ao Diário, nesta segunda-feira, o secretário de Saúde, Silmar Fortes; o presidente do Sehac; Filipe Furtuna; e o diretor das UPAs, José Victor Caldeira, falaram sobre os objetivos da nova direção. Uma das principais metas é agilizar o atendimento aos pacientes. De acordo com a equipe, esta meta já está sendo atingida nestes primeiros dias, com a ampliação da equipe e mudança nos fluxos: a média de espera ficou entre 20 e 25 minutos.

- Às vezes as pessoas reclamavam que ficavam duas, três horas aguardando. Estamos fazendo um monitoramento para diminuir este tempo. Por exemplo: às vezes, um exame precisa ser feito em meia hora. Precisamos cumprir com esses prazos. Aumentamos as equipes e isso já agilizou o atendimento. Isso facilita para a operacionalização do trabalho. O que esperamos é que as pessoas sejam atendidas em tempo hábil - disse o secretário de Saúde, Silmar Fortes.

As mudanças

De acordo com Silmar, houve uma mudança conceitual: o Sehac não fará apenas a prestação do serviço, mas a gestão do atendimento.

- Muda um pouco a forma e a metodologia do trabalho, para que as pessoas sejam atendidas de forma mais rápida, com mais qualidade, maior resolutividade. Além disso, haverá maior integração das UPAs com o hospital, que é referência com relação à imagem e cirurgias. Entendo que isso vai facilitar a integração de diversos níveis - disse o secretário de Saúde.

Entre as modificações, Silmar destacou o regime de plantão, que passa a ser de 12 horas. De acordo com ele, isso garante maior segurança para os usuários e maior conforto para os profissionais, já que o plantão de um dia inteiro era mais cansativo. Além disso, as duas unidades de emergência passam a ter regularmente o médico visitador - que não fica no primeiro atendimento.

Além disso, a unidade passa a contar com um médico cirúrgico. O diretor das UPAs, José Victor Caldeira, explicou que esta é uma peça importante para a unidade.

- Antes, o que acontecia? A pessoa entrava na UPA, o clínico ia até um determinado caminho, mas era necessária a opinião do cirurgião. Onde estava esse profissional? No Alcides Carneiro. Aí, era necessário deslocar o paciente, com ambulância, às vezes o cirurgião estava no meio de um procedimento e o paciente tinha que esperar para que o médico analisasse se era caso para cirurgia ou não. Agora, o cirurgião está na própria UPA. É menos transporte, menos problema para o paciente e mais rapidez no atendimento - disse Caldeira.

O diretor das UPAs também destacou a integração do sistema de imagens com o HAC - ou seja, o médico que pediu uma tomografia, ressonância ou exame de raio-X tem acesso ao documento na hora, mesmo estando em outro local. Na avaliação de Caldeira, a transição está sendo bem sucedida, sem sustos.

- Estamos trocando o pneu com o carro andando. Começamos a transição na quinta-feira, com o pessoal da infraestrutura, hotelaria, e isso deu tranquilidade para fazer esse processo sem nenhum tipo de arranhão. Não houve paralisação e nenhum serviço foi interrompido, em absoluto - afirmou.

Plano de metas

O presidente do Sehac, Filipe Furtuna, ressaltou que o planejamento para assumir as UPAs começou em março, quando ficou acertado que o Serviço Autônomo iria administrar os postos. No contrato de gestão, há um plano com várias metas. O objetivo é melhorar o acesso da população ao serviço de urgência e emergência.

- O planejamento foi feito e agora estamos colhendo os frutos. Fizemos um contrato com metas que pretendemos honrar, deixando as UPAs como referência para toda a cidade. Isso inclui o número de consultas pactuadas, a questão da espera e o número de atendimentos realizados nas duas unidades. Além disso, também vamos focar na humanização, o acolhimento, e principalmente os cuidados essenciais com a qualidade que os profissionais devem ter - disse.

De acordo com Furtuna, 92% dos profissionais que tinham vínculo com o Consórcio Saúde Legal continuaram com o Sehac. O presidente destacou ainda que o Serviço Autônomo é uma empresa estabelecida em Petrópolis, fato que gera tranquilidade para os funcionários.

Mais de mil pessoas atendidas no fim de semana

No primeiro fim de semana sob a gestão do Sehac, as duas UPAs fizeram mais de mil atendimentos. A média para clínica médica neste final de semana foi de 32 minutos e pediatria 18 minutos de espera, todos casos não considerados emergência. No total, as UPAs Centro e Cascatinha fizeram 1.087 atendimentos, entre sexta e a noite de domingo. Só na Unidade do Centro, foram 595. Cerca de 66% destes atendimentos com especialistas clínicos médicos. As UPAs já estão operando com equipe ampliada de médicos e enfermeiros.



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