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  Outubro Rosa

 

 

Professor da FMP fala sobre câncer de mama

Carlos Vinícius Pereira Leite também realiza atendimentos no Hospital Alcides Carneiro

 

 

Wellington Daniel

O médico e professor da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP/Fase), Carlos Vinícius Pereira Leite, falou ao Diário de Petrópolis sobre os principais cuidados que uma mulher deve ter com o câncer de mama. O profissional também atua no Hospital Alcides Carneiro (HAC), na área de mastologia e está à frente dos trabalhos realizados com mulheres que passam por operações na unidade.

Um dos pontos apontados pelo médico são os sintomas de alerta da doença. Além do nódulo, outros sinais podem aparecer. No entanto, vale ressaltar que nem todo “caroço” é câncer e precisa ser analisado para saber se é benigno e maligno. Além disso, mesmo que outros sinais se apresentem, é necessário que o paciente procure um profissional, para a investigação.

- Na maioria dos casos o câncer de mama se manifesta como um nódulo ou caroço. Temos outros sinais de alerta que as mulheres devem ficar atentas como vermelhidão e pele endurecida, áreas da mama com abaulamentos ou retrações, feridas que não cicatrizam e coceiras que não melhoram, saída de líquido no bico do peito (sem apertar) de cor vermelha ou transparente. Mas as mulheres devem ficar atentas para observar esses sintomas após o período menstrual – afirmou.

O profissional ainda afirma que a detecção precoce é um dos métodos mais eficientes para o diagnóstico e aumentam as chances de cura. É importante diagnosticar a doença ainda nas fases iniciais. A agressividade do tratamento também tende a diminuir.

- A detecção precoce preconizada pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) é realizada através do rastreamento entre mulheres assintomáticas da seguinte forma: exame clínico das mamas que deve ser feita de forma anual em mulheres com 40 anos ou mais; rastreamento mamográfico, anual para mulheres na mesma faixa etária; autoconhecimento, o "autoexame" das mamas que deve ser realizado mensalmente, após a menstruação – explicou.

Mulheres com risco elevado, como histórico familiar da doença, é recomendada a realização do exame clínico das mamas e mamografia anualmente a partir dos 35 anos de idade. Também há fatores de risco, para todas, que podem ser evitadas.

- Hoje, o que mais nos preocupa é a conscientização da população para o que definimos como prevenção primaria, ou seja, são ações que qualquer mulher pode fazer para remover causas e fatores de risco para o câncer de mama. Os principais são: obesidade, principalmente na menopausa, tabagismo, uso excessivo de álcool e sedentarismo – disse.

O professor da FMP ainda explica que o câncer apenas nasceu na mama, mas é uma doença de todo o corpo. Por isso, o tratamento precisa ser feito com intervenções diversas, em algumas vezes. Quando é necessária uma cirurgia mais radical, com a retirada de toda a mama, Carlos Vinícius afirma que existem hoje técnicas de reconstrução.

- O câncer de mama apenas nasceu na mama, mas é uma doença do corpo inteiro, assim devemos ter uma estratégia para aonde nasceu o problema e outra para o restante do corpo. Basicamente, na mama temos diversas técnicas cirúrgica para controlar a doença que vai desde uma simples retirada do tumor, com margens segurança livre de doença, até as cirurgias mais radicais como a retirada de toda mama e dos gânglios axilares, local de possível propagação da doença – afirmou.

As radioterapias e quimioterapias também são utilizadas no controle da doença. O médico afirma que a maior parte das mulheres com câncer de mama fará algum tipo de cirurgia, mas outras formas de tratamento dependerão do tipo e estágio do câncer.

- Também para o controle local da doença, pode ser necessário a utilização da radioterapia na mama e nas regiões dos gânglios. A radioterapia não é necessária em todos os casos. A quimioterapia, terapia hormonal, terapia alvo são um conjunto de medicamentos que podem ser usados por via oral ou através da corrente sanguínea (soro) para atingir as células cancerígenas em qualquer parte do corpo – explicou.

O tratamento também não será o mesmo para todas as mulheres. Cada caso é analisado de forma a atender especificamente a este.

- É bom lembrar que hoje o tratamento do câncer de mama é personalizado. Cada paciente e cada tumor são analisados detalhadamente para saber os risco e benefícios de cada opção de tratamento para ser ofertado ao paciente, o tratamento com o melhor efeito contra o câncer, a melhor tolerabilidade pelo paciente e com menor efeito colateral com máxima segurança. Por isso, todas as opções de tratamento devem ser discutidas, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapte as necessidades de cada paciente – explicou.

O médico também cita avanços da Secretaria Municipal de Saúde no tratamento ao câncer. No entanto, considera que ainda há pontos para avançar nas questões relacionadas aos cuidados paliativos. Há, ainda, a necessidade de aumentar a conscientização. Carlos Vinícius também aponta que, apesar das melhoras, ainda há gargalos no acesso ao tratamento.

Segundo a Prefeitura, a rede pública realizou até agosto 3.397 exames de mamografia, cerca de 37% de todo o realizado em 2018. Nas cirurgias, foram 170, o que já representa um pouco mais de 50% do que foi realizado no ano passado. O executivo também oferta 800 vagas para a realização do exame no HAC e em duas clínicas conveniadas.

Após inserido na rede, o paciente espera por um tempo médio de 60 dias para a realização de exames, segundo o município. Casos de maior urgência são avaliados para que sejam realizados com urgência.



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