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  Cidadania

Projeto social é “levado a sério” no bairro Floresta

Crianças são atendidas de forma gratuita por um instrutor de jiu-jitsu

 

Vitor Garcia – Especial para o Diário Fotos – Ednei Barbosa

 

 

Considerado uma alternativa importante na sociedade, o esporte tem contribuído com a socialização e formação de adolescentes e jovens. Com o objetivo de oferecer experiências e conteúdo aos mais novos, voluntários desenvolvem diferentes projetos sociais, que chega a se tornar opção de lazer nas comunidades. No bairro Floresta, por exemplo, a prática do jiu jitsu tem ganhando adeptos a todo o momento.

Fazendo jus ao nome, o projeto “Jiu jitsu levado a sério” é realizado há quase dois anos. Com aulas duas vezes por semana, alunos de cinco a 13 anos de idade são atendidos de forma gratuita.

 

- Estamos conseguindo manter as aulas, mesmo em meio às dificuldades. Ainda não temos espaço próprio, mas fazemos os nossos encontros no salão da Igreja Menino Jesus de Praga, local cedido de forma voluntária para a realização do trabalho. A única escola do bairro também nos ajudou emprestando o tatame. Com isso, iniciamos o nosso sonho – disse Pablo Fernando Rodrigues(foto), instrutor de jiu jitsu e responsável pela iniciativa.

A chegada do esporte na região, já apresenta resultados positivos não só para as crianças, como também para toda a comunidade.

- Eles encontram aqui um motivo para entender a importância não só do jiu jitsu, como também do caráter, respeito e ética. O nosso foco é o ensino que leva os mais jovens a um nível de maturidade.

No local, familiares e amigos das crianças acompanham o trabalho desenvolvido. No início de cada aula, é feito uma oração, seguida pelo aquecimento, posição e práticas de jiu jitsu. Em alguns momentos, brincadeiras infantis como pular corda, vivo ou morto, entre outras, são realizadas com o objetivo de levar a eles o que a violência e a tecnologia muitas vezes afasta.

- O meu filho, de sete anos, está inserido no projeto desde o início. Nesse período, notei mudanças no comportamento dele. O Maycon continua sendo bagunceiro, mas é visível a postura de disciplina que hoje ele apresenta. Sem dúvidas, o esporte tem contribuído na educação – disse a dona de casa Eliana Silveira, de 26 anos.

Com aproximadamente 27 alunos, incluindo a classe de adultos, o projeto ainda apresenta algumas carências, para que as aulas continuem acontecendo normalmente.

- Temos treinos apenas às segundas e quartas-feiras. Estamos precisando de um local em que tenhamos a possibilidade de oferecer mais dias de aula. Entretanto, a maior necessidade tem sido o tatame. Se um dia a escola precisar do tatame, o nosso projeto acaba. Também precisamos de cerca de 10 kimonos e 10 faixas para as crianças – relatou o instrutor.

Crianças e adolescentes são beneficiados

A prática do esporte traz noções de hierarquia, respeito, socialização, controle emocional, ganhos na coordenação motora, além de ensinar o adepto a lidar com as dificuldades como perder e ganhar, trazendo benefícios como maturidade, confiança e autoestima.

- Esse tipo de trabalho com crianças é mais difícil, pois eles não conseguem manter o foco em algo por muito tempo. Por outro lado, é muito gratificante aprender com eles. Sempre fazemos variadas atividades para chamar a atenção deles e despertar o interesse pelo esporte – disse o instrutor.

Para os alunos, os elogios relacionados ao aprendizado não faltam. Patrick Lima Cândido, de 13 anos, está no projeto há um mês e já garante efeitos positivos.

- Fui para ver o treino, fui convidado para participar e gostei. Aprendi muitas técnicas nesse pouco tempo. Não sei se quero ser um lutador quando crescer, mas o que estou absorvendo aqui, vou levar para toda a vida – disse.

De acordo com a estudante Ana Clara Machado de Moraes, de 12 anos, a luta é de extrema importância para todos.

- Aqui a gente aprende a se defender, passamos a entender o que é ter disciplina, e vamos crescer nos tornando pessoas de bem. Estou no projeto desde o início, e não quero parar – sorriu.

Formar um campeão

O Jiu jitsu levado a sério – equipe Raul Quintela, conta com duas classes. A infantil é gratuita, com aula das 19h às 20h. Já a adulta, é cobrado um valor simbólico, e as aulas acontecem das 20h às 21h30. Ao todo, são 28 alunos que são beneficiados com o projeto.

- Vale ressaltar que, o que eles aprendem no tatame é pra ficar aqui, principalmente no caso das crianças. Ainda aproveito para revelar o meu sonho com esse trabalho: quero formar um campeão. Tenho alunos com esse potencial – concluiu o instrutor Pablo.

Vagas gratuitas

Qualquer criança pode participar do projeto. Para isso, basta comparecer a um dos treinos, no salão da Igreja Católica do bairro, localizado na Rua Doutor João Glass Veiga, ou ligar para o telefone (24) 98849-1525. Doações também serão aceitas no local concedido para as aulas.

 



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