Edição anterior (2250):
quinta-feira, 07 de janeiro de 2021
Ed. 2250:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2250): quinta-feira, 07 de janeiro de 2021

Ed.2250:

Compartilhe:

Voltar:


  Economia

Proprietários e inquilinos negociam reajuste de aluguel  

O IGP-M, índice de base para reajuste de aluguéis, chega a 24%  

Jaqueline Gomes

A pandemia do novo coronavírus gerou uma forte crise econômica no país. Com isso, muitas pessoas perderam empregos ou tiveram seus rendimentos reduzidos. A situação ficou ainda mais complicada para quem mora de aluguel. Nos últimos 12 meses o IGP-M, taxa que serve como base para o cálculo de reajuste dos aluguéis, ultrapassou a inflação. Apenas no mês de dezembro, o índice alcançou a faixa dos 24%. Com o cenário desfavorável, o especialista em mercado imobiliário Rafael Scodelario aponta que a melhor saída é apostar na negociação entre inquilino e proprietário.  

- Em um cenário de alta, enquanto a renda de boa parte dos brasileiros está em déficit devido a pandemia, inquilino e proprietário devem chegar a um acordo no qual ambos consigam adaptar-se sem o risco de sair no prejuízo - aponta Rafael.

Entre ganhar um pouco menos e ficar com o imóvel fechado, muitos proprietários estão reajustando os valores abaixo do IGP-M. Este é o caso da aposentada Silvia Souza.

- Meu inquilino teve o salário reduzido, por conta da pandemia, e me pediu que o reajuste fosse o mínimo possível, ou teria que deixar o imóvel. A situação não está fácil para ninguém, então, entramos em um acordo, repasse a ele apenas o reajuste do IPTU e do condomínio, assim não ficou pesado para nenhum de nós – considerou. 

A melhor estratégia segundo o especialista em mercado imobiliário é prezar pela transparência. Ambos devem estar cientes dos motivos por trás da negociação, seja pela inviabilidade do proprietário de abrir mão do reajuste devido aos custos do imóvel, seja pelo inquilino já comprometer boa parte da sua renda para o pagamento do aluguel.  

- Vale ressaltar que a relação é intermediada pela Lei do Inquilinato (Lei 8245/91). Quando o inquilino assina o contrato, há aceitação das possíveis taxas de reajuste. Entretanto, caso ele não concorde com os preços estabelecidos, também é direito dele rescindir o aluguel, porém, com possíveis multas por encerramento antecipado -  alerta.  

Sendo assim, ter um diálogo honesto com o proprietário é a melhor alternativa.

- Fatores como pagamento em dia do aluguel, estado de conservação do imóvel e conduta condizente com as regras do local, também podem ajudar no momento de negociar com o proprietário - conclui Rafael.



Edição anterior (2250):
quinta-feira, 07 de janeiro de 2021
Ed. 2250:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2250): quinta-feira, 07 de janeiro de 2021

Ed.2250:

Compartilhe:

Voltar:








Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior