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Psicóloga fala sobre apoio a pacientes oncológicos

De acordo com Aline Barbosa, da APPO, paciente precisa ter em mente que câncer não é sinônimo de morte

Wellington Daniel

 

Nestes últimos meses, duas campanhas ganham notabilidade: o Outubro Rosa, de conscientização ao câncer de mama e o Novembro Azul, sobre a neoplasia na próstata. Uma das coisas que acaba sendo debatida durante esses períodos é o apoio psicológico aos pacientes oncológicos.

De acordo com a psicóloga da Associação Petropolitana de Pacientes Oncológicos (APPO), Aline Barbosa, a palavra câncer já faz o paciente sentir medo, por ser apresentado como sinônimo de morte. Mas, isso não é uma verdade e com diagnóstico precoce, há chances de cura.

- A palavra “câncer” já proporciona o medo e principalmente por todos os estigmas que envolvem a doença. O câncer é sempre apresentado como sinônimo de morte, o que não é uma verdade. Por isso falamos sobre a importância do diagnóstico precoce, pois quanto antes se diagnosticar, maior serão as possibilidades de tratamento e chances de cura – explicou.

A psicóloga explica que a etapa mais difícil – seja o diagnóstico ou o tratamento – dependerá da realidade da pessoa envolvida. Neste momento, é importante que aqueles que estão próximos motivem o paciente e proporcione autoestima.

- A pessoa precisa de palavras e expressões que lhe motivam e proporcione autoestima para enfrentar essa fase da vida. O paciente oncológico de fato não é coitado, são vitoriosos (as) por enfrentar o diagnóstico e todo tratamento – disse. 

Quem são os familiares

De acordo com a psicóloga, familiares não precisam, necessariamente, ter laço sanguíneo com o paciente. São todos aqueles que constituem uma rede de apoio a ele. É com a ajuda destes que o paciente precisa ter sua privacidade respeitada.

- Familiares incluem pessoas importantes ao paciente oncológico, como seus parceiros, seus pais, seus amigos e todos que constituem sua rede de apoio. Com a ajuda da família, o paciente precisa ter sua privacidade respeitada. Por exemplo, o paciente pode optar por não compartilhar informações detalhadas da doença com outras pessoas e trata-se de uma decisão que deverá ser respeitada – afirmou.

A psicóloga também afirma que é necessário que haja sinceridade nos compromissos assumidos com o paciente e toda a rede familiar envolvida, como uma forma de solidariedade. É necessário que os familiares tenham conhecimento sobre o estado de saúde dos pacientes.

- Sinceridade nos compromissos assumidos com o paciente e com toda rede familiar envolvida, não pode se tratar de obrigação, mas sim de solidariedade. É importante que os familiares tenham conhecimento sobre o estado de saúde do paciente. Em geral existe um grupo familiar que acompanha todo processo de tratamento (consultas, exames, intervenções necessárias) – disse. 

Saúde mental

Aline Barbosa também afirma que são comuns casos de depressão entre os pacientes, por isso, o acompanhamento psicológico é importante. Além disso, também é orientado que os familiares busquem apoio destes profissionais.

- É preciso reorganizar a rotina dos familiares envolvidos, para que o paciente possa contar com o apoio de um ente querido durante todo o tratamento. É orientado que, além do paciente, os familiares busquem apoio psicológico. Na APPO, dispomos de uma equipe multidisciplinar para atender e orientar a família – explica. 

Sobre a APPO

A APPO foi criada em 1992 por um grupo de pacientes e familiares, médicos e funcionários do Centro de Terapia Oncológica (CTO). A associação tem uma equipe multidisciplinar, com clínico geral, psicologia, nutrição, assistência social, fonoaudiologia, fisioterapia, dentre outros.

O objetivo é prestar apoio e assistência aos pacientes oncológicos e seus familiares. Além disso, também atua na promoção de campanhas de ação preventiva, conscientização do paciente, família e comunidade com informações precisas sobre o câncer e a importância da detecção precoce.

O endereço da associação é Rua Visconde da Penha, nº 72, Centro. Os contatos podem ser feitos pelo e-mail: appo@appo.org.br ou telefone: (24) 2242-0956.



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